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9 de novembro de 2016

CALÇADA ECOLÓGICA - Passo a passo para a construção! - PISOGRAMA

CALÇADA ECOLÓGICA - Passo a passo para a construção! Pisograma; concregrama; pavigrama...

Aprenda neste tutorial a construir / orientar pedreiro para fazer calçada ecológica com croncregrama/ pisograma.

Instalei aqui em casa, com base em tutoriais da internet e vídeos do Youtube. Mas senti que faltava algo mais detalhado, então resolvi produzir este mini-tutorial, documentando como fizemos aqui em casa, com o mestre-de-obras Vanderlei,  sempre seguindo a linha da adaptação da nossa casa à uma CASA ECOLÓGICA.

A maior vantagem da calçada ecológica/ pisograma, é melhorar a drenagem superficial do escoamento da água da chuva. Não forma poças e, além disso, ajuda a reduzir o calor!

No convencional, a água da chuva corre por sobre calçadas altamente impermeabilizadas, muitas vezes acumulando energia, somando velocidade e consequentemente, danificando as estruturas mesmo de concreto que ela encontra pela frente, quando com muita velocidade (aquele velho ditado: "água mole, tanto bate, até que fura").

No alternativo ecológico, a calçada ecológica permite que mais de 75% da água percole, ou seja, infiltre diretamente ao longo da calçada, pois o vazado nos blocos de concreto deixa a água passar. Com isso a água corre abaixo do piso, na cama de areia e brita preparada. 

Este tipo de piso, chamado concregrama ou pisograma, é produzido em blocos que variam de tamanho e forma. O que instalei aqui em casa foi o pavigrade com 7 x 45 x 60 cm. Pode ser também classificado como "piso intertravado", pela qualidade deles se encaixarem na instalação e dificilmente cederem, mesmo sob tráfego pesado.

PASSO A PASSO:

Figura 1) foto do ANTES mostrando a localização da calçada no contexto da casa. Essa é a calçada original, já é possível notar os primeiros efeitos do estrago da água no final da calçada. A partir daí ela acabou estragando completamente. Lógico que a falta de uma bica (calha d'agua) contribuiu para que o concreto se desmanchasse. Então a instalação da bica, adequada à vazão, foi concomitante.

Figura 2) calçada completamente quebrada e com o material de construção esperando o nivelamento. Foi nivelada em 4 níveis para permitir o assentamento plano dos blocos.

Figura 3) detalhe do estado de deterioração da calçada antes do início da instalação da calçada ecológica.

Figura 4) construção dos alicerces da calçada. A porção central será nivelada abaixo das laterais para a colocação da camada de seixo (3 cm) e areia (2 cm). As laterais serão preenchidas e socadas com barro de aterro, até um pouco menos de 2 cm da borda do alicerce central. A compactação deve ser muito bem feita. Justo por cima deste alicerce será posicionado o bloco alinhado. Posteriormente a auto-blocagem da peça será obtida com o cimento do piso e do contrapiso (figura 12).

Figura 5) nivelamento com o barro de aterro.

Figura 6) colocação do seixo (pode ser substituído por brita grossa ou média), com 2 a 3 cm e da camada de areia, também com 2 cm (tráfego leve). Estas medidas variam conforme o uso do piso. Camadas maiores de areia e seixo ou brita são indicadas para tráfego pesado de caminhões e carros.

Figura 8) pisograma aguardando ser instalado. Foram solicitados por encomenda e demoraram 4 dias para serem entregues.
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Figura 9) o piso é colocado sobre a camada de areia, sempre respeitando o nível, e o ajuste é feito com o auxílio de uma martelo de borracha. Após, o blocos já podem ser preenchidos com terra vegetal (terra preta adubada).

Figura 10) detalhe do acabamento do degrau da calçada.

Figura 11) detalhe do esquema de canos de drenagem que acompanham a parte final da calçada, interligando os vasos de drenagem, que recebem a água das calhas de chuva.

Figura 12) aplicação do concreto de piso nas laterais da calçada, garantindo a blocagem, fixação do piso. Nesta etapa se garante que o nivelamento tenha caimento para o centro, em direção aos furos dos blocos.
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Figura 13) calçada já concretada, com os blocos no lugares.

Figura 14) acabamento dos vasos de plantas. Está pareado com o vaso que receberá a água da calha, pela corrente (ver foto 15).

Figura 15) calçada em plena atividade. Em poucos minutos a água já será toda drenada e a calçada estará enxuta. Na época desta foto, o sistema da calha ainda não estava totalmente instalado.

Figura 16) início do plantio da grama. Estou fazendo o teste com dois tipos, para ver qual que melhor se adapta às condições de luz naquele ponto. Uma grama rasteira é a preferida.

Figura 17) calçada pronta e sistema de calhas de tubos de PVC 150 mm instalado (não aparecem na imagem).
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5 de janeiro de 2016

Número de incêndios florestais cresce 27,5% no país (Folha de São Paulo)



Número de incêndios florestais cresce 27,5% no país

VENCESLAU BORLINA FILHO
DE CAMPINAS

05/01/2016 02h00 

Joel Silva - 20.nov.2015/Folhapress


Estima-se que o fogo tenha consumido a vegetação em uma área equivalente a 30 mil campos de futebol
A longa estiagem, a falta de fiscalização e a conjuntura econômica elevaram em 27,5% –para 235.629– o número de focos de incêndios florestais no país em 2015, na comparação com 2014.
A constatação, feita pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), revela que os dados se aproximam do recorde histórico, registrado em 2010, de 249.291 ocorrências em todo o Brasil.
Segundo Alberto Setzer, coordenador do núcleo de queimadas do Inpe, o ano de seca facilitou a propagação do fogo pelo homem. "Não existe história de combustão natural. Foi atividade humana, seja por descuido ou proposital", diz o pesquisador.
Os Estados recordistas em queimadas foram Pará (44.794), Mato Grosso (32.984) e Maranhão (30.066).
O pesquisador cita a falta de fiscalização e o momento econômico como agravantes para o cenário. Segundo ele, a elevação do preço da carne impulsionou o número de queimadas para a abertura de pasto para a pecuária.

Como exemplo, ele citou o aumento de 37,9% (para 80.518) nos focos de incêndio na região de Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e forte na produção de soja, milho e algodão.
"Nós só demonstramos indignação quando as queimadas atingem a Amazônia. Mas elas também avançam pelo cerrado, causando prejuízos ambientais na nova fronteira agrícola brasileira", disse.
Para serem identificados por satélites, os focos de incêndio precisam ter ao menos 30 metros de extensão por um metro de largura.

LONGA DURAÇÃO
Durante o ano, foram registrados no país incêndios florestais de grandes proporções e longa duração, como na Chapada Diamantina (BA) —de outubro a dezembro— e em terras indígenas localizadas no Maranhão.
Os focos na Chapada Diamantina, segundo o governo da Bahia, foram todos controlados no dia 29 de dezembro, após 64 dias. Cerca de 51 mil hectares, o equivalente a 340 parques Ibirapuera, foram destruídos.
Sem agentes suficientes para combater as queimadas, os governos estadual e federal precisaram da ajuda das Forças Armadas. O reforço também veio de brigadistas voluntários, na maioria moradores da região. Em nota, o governo da Bahia informou que investiu R$ 14 milhões em aluguel de aeronaves e na compra de equipamentos.

Segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), responsável pelo parque nacional, 250 pessoas atuaram no combate às chamas.
No sul do Maranhão, metade da terra indígena Arariboia ardeu em chamas por dois meses. Uma área equivalente a 260 mil campos de futebol foi destruída.
Ambientalistas ligados ao Greenpeace afirmaram que a ação foi criminosa, tomada por madeireiros da região, em retaliação aos índios. A região é um dos poucos remanescentes amazônicos do Maranhão e alvo de especulação.

Para Setzer, a tendência para 2016 é que o número de incêndios diminua. Um dos motivos é que haverá menos vegetação a ser queimada. "As florestas demoram a se recuperar", afirma.

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