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27 de outubro de 2014

Armadilha contra o Mosquito da Dengue. Aprenda a Fazer. Divulgue. Participe!



Semana passada na reunião de pais da escola da minha filha, fiquei surpreso ao saber que nenhum dos pais presente conhecia a armadilha para o mosquito da dengue, batizada 'mosquitéria'. Ensinei para os pais então os passos para a fabricação e uso de uma dessas armadilhas, e deixei uma na escola. A diretora falou que fará mais.

Agora, amplio a divulgação desta importante ferramenta no combate do mosquito Aedes aegypti .

Cruzeiro do Sul vive hoje assombrada pela epidemia de Dengue. Uma cidade pega de surpresa que enfrenta desde fevereiro, chegada da doença na cidade, um alarmante número crescente de casos de dengue. Dos 80 mil habitantes, quase 10 mil casos já foram notificados e cerca de 3,2 mil confirmados. 

Cada um deve fazer a sua parte e, um pouco mais, para avançarmos nesta batalha contra a doença. A armadilha é excelente e eficiente ideia, torne-se você também um divulgador da mosquitéria! Faça como eu, aproveite a reunião de pais das escolas, reuniões de condomínio, da sua igreja, reunião comunitárias, faça grupos na Universidade, sua escola e ensine a fazer a mosquitéria, imprima e distribua o folheto do passo a passo!

BAIXE O FOLHETO . PDF ENSINANDO A FAZER A MOSQUITÉRIA NO LINK ABAIXO:

https://dl.dropboxusercontent.com/u/30655882/dengue2.pdf 

Copio abaixo os passos para a fabricação da armadilha. FÁCIL de fazer. Você precisará:

- de uma OU VÁRIAS garrafas PET;
- tesoura;
- lixa;
- fita isolante;
- pedaços de micro-tule;
- grãozinhos de arroz, alpiste ou ração de gato.



1. Use tesoura para cortar uma garrafa pet grande em duas partes. Para ficar mais fácil, amasse a garrafa até obter uma dobra e, só então, perfure o plástico e corte os dois pedaços. Guarde o anel do lacre da tampinha.

2. Com uma lixa para madeira do tipo 220, lixe toda a superfície interna da parte superior da garrafa, aquela em forma de funil. Faça isso até o plástico ficar fosco e áspero. Essa será a tampa da sua armadilha.

3. Remova o anel do lacre da tampinha sem danificá-lo. Corte um pedaço de microtule - tem que ser micro mesmo, para bloquear a passagem das larvas - e use o anel para prendê-lo à boca do funil, empurrando até pelo menos a segunda volta da rosca.


4. Triture quatro sementes de alpiste ou uma pelota de ração para gatos, jogue no fundo da base da garrafa e coloque água. Bactérias que ficam em volta dessas iscas vão se multiplicar e servir de alimento para as larvas.
5. Posicione o funil, com a boca para baixo, dentro da base da garrafa. Depois de encaixar as duas peças, use fita isolante para fixá-las. Certifique-se de que a estrutura foi realmente vedada.

6. Aumente o nível de água, procurando o ponto médio entre o topo da mosquitérica e a boca da garrafa. Marque essa altura com um pedaço de fita. Você terá que completar conforme o líquido for evaporando.

7. A mãe aegypti depositará seus ovos na parede da garrafa, logo acima da linha da água. Depois de uma semana, complete o líquido até o nível marcado - a partir de agora, você deve observar diariamente e acrescentar água quando necessário.

8. Em contato com a água, os ovos eclodirão. E as larvas, famintas, vão nadar até o fundo da garrafa, através do microtule. Depois de comer, crescer e atingir o estágio adulto, os insetos não conseguem mais passar pela rede e morrem afogados. Termina, assim, uma geração de mosquitos.


ALGUMAS DICAS E INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

  • Se não tiver alpiste, pode ser arroz triturado ou pedacinhos de ração para gato.
  • Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. O Aedes gosta de sombra!
  • Após uma semana, verifique a altura da água. Complete se estiver abaixo do nível.
  • Para esvaziar a mosquitérica, derrame a água na terra do jardim e lave as peças da armadilha com detergente.
  • Antes de abrir  a armadilha, verifique se há algum mosquito vivo e agite a água para afogá-lo.
  • Coloque detergente e observe as larvas morrendo.
  • Os ovos de Aedes aegypti, depois de secos, podem continuar vivos por até dois anos numa superfície seca, esperando água para eclodir.
  •  Para saber se a larva é Aedes mesmo, ilumine com o foco de uma lanterna, se as larvas fugirem da luminosidade, são Aedes aegypti.
  • Só as fêmeas do Aedes ferram as pessoas; elas voam até 200 metros na sombra, e produzem uma média de 300 ovos durante sua vida.
  • A mosquitérica associada com atitude de civilidade constituem uma solução simples, econômica e ecológica para acabar com os carapanãs da dengue e com todos os incômodos decorrentes dos mosquitos, no ambiente urbano.

Esta prática armadilha foi desenvolvida pelo Professores Maulori Cabral e Maria Isabel Liberto (Departamento de Virologia UFRJ).
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7 de outubro de 2014

Sinal de fumaça

Via amazonia.org.br 

Queimada no Parque Florestal Jamanxin, no Pará, próximo a BR-163. (© Greenpeace/Rodrigo Baleia)


As queimadas na Amazônia aumentaram este ano e a fumaça já chega até o sul do País, que também sofre com a falta de água
No Norte do País, o período de julho a outubro é marcado pelo aumento da temperatura e diminuição das chuvas, o que caracteriza o chamado “verão amazônico”. É neste período também que, infelizmente, o número de queimadas aumenta na região, seja para a renovação de pastagens ou para a abertura de novas áreas, queimando floresta em pé ou já parcialmente derrubada.
“Essas queimadas, além de destruírem a floresta, liberam grandes quantidades de gases do efeito estufa, contribuindo assim para o aumento da temperatura global, o que vai contra os compromissos assumidos internacionalmente pelo Brasil para redução de emissões”, afirma Rômulo Batista, da campanha da Amazônia do Greenpeace.
Depois de o governo federal confirmar o aumento de 29% no desmatamento da Amazônia no ano passado e o DETER divulgado no início do mês apontar uma tendência de novo aumento esse ano, as queimadas parecem seguir a mesma linha de crescimento, com expansão para diferentes regiões da Amazônia.
Ao compararmos os números de janeiro a agosto deste ano, com o mesmo período de 2013, houve um aumento de 36% em média nos focos de queimadas nos estados da Amazônia Legal. Assim como na projeção do desmatamento, o Pará lidera no número de incêndios, com 109% de aumento. Além do aumento no número de queimadas e incendios outro fato que chama a atenção é que, no estado do Pará, a maior parte dos focos se concentra ao longo da BR 163. A região, segundo dados do INPE, também apresentou grandes áreas de desmatamento, no entorno do Parque Indígena do Xingu.
Focos de incêndio no dia 13/09 ao longo da BR 163. (© Greenpeace)
As consequências das queimadas no entorno do Parque Indígena do Xingu, não afetam somente a região, mas também a região sul do País, já que a fumaça produzida a partir das queimadas na região acaba levada pelas correntes de ar.  “Assim como as chuvas produzidas na Amazônia irrigam todo o Brasil, os mesmos ventos levam a fumaça das queimadas para o sul do País, que já sofre este ano com uma forte estiagem e falta de chuvas”, explica Rômulo.
Focos de queimadas no entorno do Parque Indígena do Xingú e o percuso da fumaça até o sul do país (© Greenpeace)
As consequências do desmatamento e queimadas na Amazônia não afetam apenas o ecossistema local e as pessoal que habitam a região, mas todo o Brasil.  Para combater esses problemas mais de um milhão de brasileiros, de todos os estados, já apoiaram o projeto de lei popular pelo desmatamento zero.  O mundo precisa da Amazônia viva.
Fonte: Greenpeace
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