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27 de fevereiro de 2011

Pela revolução da bicicleta, já!




PELA REVOLUÇAO DA BICICLETA, JÁ!

Revolução, nao deixa de ser a essência da bicicleta. Revolução tem o sentido de movimento, movimentos circulares, mova suas pernas e rode as rodas.

Revolução está se passando em Porto Alegre. Quando um carro atropela e mata um ciclista, alguns comentam, poucos falam. Quando um carro atropela 20 ciclistas ao mesmo tempo. Muitos comentam, todos falam. É o assunto do momento. Mas de fundo o tema não muda. O tema de fundo é o mesmo. Distribuição de espaço à sistemas de transporte que tem o mesmo direito de compartilhar este espaço. Estar em uma bici é um sistema de transporte, e ponto. E o respeito por esta escolha de transporte, o respeito por estar neste transporte é o que classifica uma boa política para as bicis de uma política péssima paras as bicis. Porto Alegre tem uma política péssima com as bicis. Porto Alegre tem um respeito desprezível para com os ciclistas.

O horrível e lamentável evento do dia 26 de fevereiro de 2011 contribui para escancarar isso ao mundo. Porto Alegre? Cidade dos Fóruns Sociais Mundiais, um dos berços do PT, cidade modelo, avançada, futura sede de Copa do Mundo, odeia seus ciclistas, despreza seus ciclistas.
Meu contraponto, minha contribuição, é falar um pouco de algo que conheço pessoalmente, falar de uma cidade que ama seus ciclistas. Barcelona, na Catalunha, respeita a bicicleta e os ciclistas até naquele momento de dar uma multa de 200€ por um destes ciclistas cruzar o semáforo vermelho. E tem que ser assim.


Pedalei 10 anos da minha vida em POA. Pedalo há alguns meses aqui em Barcelona. Ao mesmo tempo que 'flipas' com a organização e funcionalidade de tudo que é pensado pra bicis aqui, a gente se dá conta que é TOTALMENTE possível instalar um sistema semelhante destes em POA.


Nada de utopia ou rios de dinheiro, na minha opinião basta planejamento e vontade política, coisa que é mais difícil do que tainha no guaibão.




Também conheço Rio Branco no Acre. Conheci em 2005 é de lá para agora a cidade sofreu uma incrível revolução na urbanização. Porém não esqueceu da bicicleta, são 100 km de ciclovias pela cidade. Barcelona tem 180 km. Somando tudo em Porto Alegre, não deve ter mais de 5 km. Li um comentário de uma leitora no blog da Massa Crítica: "vocês (ciclistas) nao tem uma ciclovia? Por quê não andam lá? Tentando justificar o atropelamento.

As ciclovias de Barcelona são seguras, os motoristas respeitam. Os pedestres nem tanto..(mas existe o plim plim da buzina pra isso). Pare em um lugar, uma loja ou cafeteria, olhe para os lados e logo verá um estacionamento de bici (terás sorte de encontrar uma vaga). Na praia existe um sistema de estacionamento com elevador, onde podes guardar mochila e o tênis.

Este é o mapa dos 180 km de ciclovias em Barcelona (em vermelho). Os pontos vermelhos são os locais que é possível encontrar um Bicing.

Basta querer. Uma rede de ciclovias, inteligente, com estacionamentos inteligentes. Claro que isso vem acompanhado de motoristas que param na faixa de pedestres, mas, verdade, pessoas ainda são atropeladas também na faixa de pedestres em Porto Alegre.

Você que tem um carro não faça dele uma arma, tiros saem pela colatra.

Por uma revolução da Bicicleta, por cidades que amem seus ciclistas e que respeitem a bicicleta.



Imagens: http://www.que.es/barcelona/201101091428-barcelona-tiene-kilometros-carril-bici-epi.html



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De Já Hoje (Aldair de Freitas)


De já hoje quando estava no meu rancho
Me chamaram, me pediram que voltasse
E dos rumos donde vim eu fiz retorno
Na esperança de que a vida melhorasse
Juntei pilchas pelos cantos, e fiz canto
Pois cantando quando vim cruzei caminhos
Nesta volta os meus sonhos de distância
Trazem ânsias de rever o velho ninho

(Quando vinha pela estrada, de já hoje
Lá no passo esporeei o meu picaço
E na ânsia de chegar, saí cantando
Nunca mais eu voltarei pra donde vim)

De já hoje quando vinha pela estrada
Regressando pro rincão onde nasci
Dentro d'alma galopeava uma saudade
E a vontade de encontrar o que perdi
Labaredas de algum fogo galponeiro
Vozes rudes de campeiros como eu
Mãos amigas me alcançando mais um mate
Realidades que a cidade não me deu

(Quando vinha pela estrada, de já hoje
Lá no passo esporeei o meu picaço
E na ânsia de chegar, saí cantando
Nunca mais eu voltarei pra donde vim)

De já hoje quando ao tranco fui chegando
Na porteira que eu abria quando piá
Vi gaúchos que me olharam de soslaio
Nem ao menos "buenos dia" hoje se dá
Não vi pasto no potreiro rebolcado
Nem caseiro pra gritar "passe pra diante"
Não vi erva pro gaúcho tomar mate
Nem um resto de churrasco pro andante

(Quando vinha pela estrada, de já hoje
Lá no passo sofrenei o meu picaço
E esta bruta realidade mata anseios
Que eu sentia nos lugares donde vim)

De já hoje, quando vinha pela estrada
Retornando do rincão onde nasci
Esporeei o meu picaço, e num laçaço
Fui deixando para trás tudo que vi
Quero andar, andar e andar pelas estradas
E avisar quem vem de longe a regressar
Que a mentira vem tropeando mil promessas
Que a verdade já cansou de cabrestear
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24 de fevereiro de 2011

Belo Monte


Hidroelétricas e mudanças climáticas: o caso de Belo Monte


Palestrante: Dr. Philip Martin Fearnside - CPEC/INPA

Data: 25/02/2010 (sexta-feira)

Hora: 17:00 h

Local: Auditório do BADPI (Campus II- INPA)


localizaçao:

Chegue cedo que vai lotar!


Sobre o palestrante: possui graduação em Biologia - Colorado College (1969), mestrado em Zoologia - University of Michigan - Ann Arbor (1974) e doutorado em Ciências Biológicas - University of Michigan - Ann Arbor (1978). Pesquisador titular iii do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Estuda problemas ambientais na Amazônia brasileira desde 1974, inclusive morando dois anos na rodovia Transamazônica antes de entrar nas quadras do INPA em 1978. Realiza pesquisas ecológicas, incluindo a estimativa de capacidade de suporte de agro-ecossistema tropical para populações humanas e estudos sobre impactos e perspectivas de diferentes modos de desenvolvimento na Amazônia e sobre as mudanças ambientais decorrentes do desmatamento da região. Desde 1992 vem promovendo a captação do valor dos serviços ambientais da floresta amazônica como forma de desenvolvimento sustentável para as populações rurais na região.

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