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15 de dezembro de 2010

Congresso Nacional Espanhol de Meio Ambiente

Madrid, de 23 a 26 de novembro de 2010.

Participei desta edição do CONAMA, o Congresso de Meio Ambiente espanhol, a partir do segundo dia até o final. Na edição deste ano o Brasil era o país convidado, e muito da programação foi dedicada a participação de nossos representantes, em conferencias e reuniões. Por conta disso, consegui o patrocínio da minha inscrição no Congresso. Felizmente pude aproveitar bastante coisa do congresso, que por sinal estava muito bem organizado - impressionante como ter os eventos começando no horário e facilidade de encontrá-los faz toda a diferença.

Gostei muito dos diversos painéis centrados no uso da bicicleta nas grandes cidades. É indiscutível o avanço deste quisito de respeito ao ambiente em muitas cidades européias. A exemplo de Barcelona, que conheço e de outros citados nas apresentações, a Espanha tem um admirável respeito e infra-estrutura apropriada para as bicis, como centenas de trajetos para fora de estrada e milhas de quilômetros de ciclovias nas cidades - bem sinalizadas e funcionais, diga-se de passagem. Ainda assim muitos problemas foram levantados pelos participantes, como o 'conflito' pedestre - ciclista, a necessidade de ensinar as crianças a cultura da bici como meio de transporte e as políticas de fomento da bicicleta nas grandes instituições ou as indústrias. Usar bicicleta aqui é estar sim em um meio de transporte mais seguro e eficiente.




Grande parte dos estandes estavam dedicados a energia e sustentabilidade. Empresas importantes espanholas demonstravam seus avanços no cuidado com o meio ambiente e a sustentabilidade. A eficiência energética foi um dos motes nas discussões, mas também não foram esquecidos temas de biodiversidade, e uma das palestras, do biológo Pablo Refoyo Román para mim foi a mais especial, por transmitir aquele velho desconforto, inquietude e por vezes a desilusão que muitos de nós biólogos temos quando falamos de conservação, perda de espécies e biodiversidade.


Tive sorte de participar de uma ou outra reunião com uma dinâmica, digamos assim mais, dinâmica...



Parte da experiência de reciclagem de tubos de televisão e monitores de computador para fabricação de azulejos. Ecovitrum.



Estande bem comum na feira do congresso, feito totalmente de papelão, inclusive os bancos e poltronas, todas desenhadas e produzidas em papelão.


Bem interessante esta imagem. Muitas famílias, inclusive o cotidiano da minha, podemos nos identificar com cenas deste quadro super informativo resumido.

Observei a participação de grupos de estudantes, associações de classes de biólogos, geólogos e ambientólogos. Os elogios ao congresso, aos temas, e do nível de participação foram quase unânemes no positivo. Realmente achei que nos fóruns que participei a qualidade das discussões foi muito boa. O fórum Felicidade Interna Bruta, coordenado por um brasileiro foi muito interessante, de intervenções ricas e produtivas por parte dos assistentes.

Ainda outras coisas que teria vontade de relatar eu deixarei para posts especiais mais além, como um sobre as críticas ao discurso que o Brasil trouxe ao expor o tema das hidrelétricas e da política energética brasileira.


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10 de dezembro de 2010

Um pouco de Madrid




Uma cidade imensa, mas pequena e aconchegante ao mesmo tempo. Tem tudo de movimento de caos e da pressa das grandes metrópoles, mas tem bastante também da tranquilidade das pequenas ruazinhas, da história permeando cada muro, esquina, chão, teto ou árvore que cerca o chafariz ou o incontável número de estátuas e monumentos espalhados por todos os lados.



Madrid é cativante, é uma cidade que não assusta, que te dá todas as condições de uma paixão instantânea. Me lembrou muito Porto Alegre, embora não saiba explicar exatamente os motivos. Talvez pos este contraste do caos cidade grande x calmaria aparente do antigo. Conheci pouco na verdade, entre a visita obrigatória ao Jardim Botânico, ao Parque do Retiro e passagem pelo Palácio do Rei, muita coisa vi de longe ou nem passei perto... fica certo para uma próxima.


Lembrando do que vi comento o que mais me impressionou. Visitar a Estação de Atocha, na Puerta de Atocha, foi muito impressionante, o imenso jardim dentro da estação é lindo, de deixar sem palavras. Esta foi uma das estações que 11 de março de 2004 sofreu os atentados que abalaram a Espanha. Estar alí e lembrar disso é forte.
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6 de dezembro de 2010

Sintra, Portugal, uma autêntica viagem no tempo


Alguns lugares tem o poder de teletransporte imediato. Mal percebes e de pronto estás em outro tempo espaço, imerso no cotidiano de outros tempos, vendo caminhar ao redor pessoas trajando roupas medievais, tendas e mercadillos, cavalos carregados e soldados em armaduras.

Em Sintra, Portugal, se sobes ao topo da montanha que cerca a cidade, entrará no Castelo dos Mouros, e se lá, em meio aos muros e torres de um autêntico castelo medieval, por momentos fechares os olhos, poderás escutar o barulho do casco dos cavalos nas pedras, o murmurar de centenas de vozes e os gritos típicos do mercado e, ao abrir os ohos e mirar a paisagem, primeiro na montanha, verás a encosta ainda hoje florestada e com granitos aflorantes, mas se extender a olhada para a planície, desaparecerá a cidade atual e sim a vista será de uma natureza incrível, com florestas de pinus, carvalhos e azeitoneiras, campos, as vezes algum cultivo de trigo e uva e aqui e alí lumes de fumaça denunciando a existência de algum povoado na beirada de um rio. Incrível a quantidade de informação que cada pedra pode acumular e te repassar se o acaso te dispor o link correto.


Em uma das curvas do caminho que leva até o castelo, caminho este em meio à floresta, com matacões imensos de granitos e diversas, incontáveis cavernas, esconderijos e fontes d'água, está um banco escavado na pedra. Da curva e justamente deste banquinho de pedra, é possível contemplar uma estupefaciante vista da cidade de Sintra. No banco escavado no granito está uma inscrição talhada e gravada na pedra, onde se pode ler o nome do escritor português Ferreira de Castro. Nada difícil ver o escritor alí, tranquílo no seu banquinho de pedra, observando Sintra, a floresta e a paisagem, buscando na quietude do seu cantinho de pedra a inspiração para seus escritos. Nada difícil entender porque ele quis fazer deste sítio sua sepultura, sua álea de descanso, a contemplar para a eternidade a magnífica paisagem, emoldurada pelas árvores da montanha de Sintra. Perfeitamente compreensível, ora pois.



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4 de dezembro de 2010

Invierno.


Assim é o início do inverno por aqui. Sinto que a mudança do clima na Europa, nao é tão gradual assim como as vezes se pode acreditar. Para mim foi muito rápida. Acompanhando as plantas quase não me dei conta da queda das folhas e da súbita mudança da paisagem das ruas. Paisagem plena de luzes fugidias e de brilhos escamoteados - olhares acostumados tem mais sucesso nestes momentos - assim é o início do inverno. Quase não pude aproveitar a praia e o calor, eu tão aborrecido de calor, sabe aquele úmido de Manaus... assim que torcia pro frio chegar logo, hehe, talvez por isso a sensação que senti, a real sensação, foi de dormir um dia com as árvores com suas fohas verdes e acordar no outro com um tapete de folhas secas no chão e o vento frio já a zumbir pelas frestas das janelas. Muy pronto.



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