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31 de janeiro de 2010

Adiós, Llorona


Em Montreal, Canadá: domingo 3 de janeiro de 2010

A cantora Lhasa de Sela faleceu em sua casa, Montreal, na noite de 1 de janeiro de 2010, pouco antes da meia-noite. Ela sucumbiu ao câncer de mama depois de vinte e um meses de luta, que enfrentou com coragem e determinação. Durante todo este período difícil, ela continuou a tocar a vida daqueles ao seu redor com a sua característica graça, beleza e humor. A força de vontade dela levou-a novamente para o estúdio de gravação, onde concluiu seu mais recente álbum, seguido pelo lançamento recorde de sucesso em Montreal, no Théatre Corona e em Paris, no Théâtre des Bouffes du Nord. Dois shows na Islândia talvez fossem os últimos. Ela foi forçada a cancelar uma longa turnê internacional agendada para o Outono de 2009. Um álbum projetada das canções de Victor Jara e Violeta Parra, também permanecem não realizados.

Lhasa de Sela nasceu em 27 de setembro de 1972, em Big Indian, Nova York. Teve um infância nômade junto aos pais e irmãos, rodando pelo México e Estados Unidos. Durante este período as crianças improvisavam, tanto teatral e musical,todas as noites. Lhasa cresceu em um mundo impregnado com a descoberta artística, longe da cultura convencional.

Mais tarde Lhasa tornou-se o artista excepcional que o mundo inteiro descobriu, em 1997, com La Llorona, seguido por 2003's The Living Road, e 2009 o auto-intitulado Lhasa. Estes três álbuns já venderam mais de um milhão de cópias no mundo inteiro.

É difícil descrever a sua voz única e presença de palco, o que lhe rendeu status de ícone em muitos países em todo o mundo, mas alguns jornalistas têm descrito como apaixonado, sensual, indomável, concurso, profundo, perturbador, encantadora, hipnótica, silenciosa, poderosa , intenso, uma voz para todos os tempos.

Lhasa tinha uma forma única de se comunicar com seu público. Ela se atreveu a abrir seu coração no palco, permitindo que seu público vivesse uma experiência íntima de ligação e comunhão com ela.  

Um velho amigo de Lhasa, Jules Beckman, ofereceu as seguintes palavras: "Nós sempre ouvimos algo ancestral vinda através dela. Ela sempre falou do limiar entre os mundos, fora do tempo. Ela sempre cantava a tragédia humana e o triunfo. Ela colocou a sua vida aos pés do Invisível ".  

Nos dias posteriores à morte da cantora, nevou mais de 40 horas em Montreal.
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26 de janeiro de 2010

Ferrovia Brasil - Acre - Peru: EU APÓIO!


A participação dos chineses nos projetos de construção da Ferrovia Transcontinental e do Trem de Alta Velocidade (TAV) foi defendida por parlamentares durante visita oficial à China ocorrida no período este mês. A Transcontinental ligará o Rio de Janeiro ao Peru, passando por Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás Mato Grosso, Rondônia e Acre. O Trem de Alta Velocidade ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Os trechos por onde passarão os trilhos da ferrovia ficam entre Uruaçu (GO) e Vilhena (RO), numa extensão de 1.500 km e da divisa do Brasil com o Peru, passando por Porto Velho (RO), Rio Branco, e Cruzeiro do Sul (AC).

Diversos ambientalistas concordam que a implantação de um sistema ferroviário causa menos impacto ambiental, do que a construção de rodovias. O acesso e transporte de produtos se dá igualmente ao rodoviário, com a inclusão de um grande apelo turístico, como acontece em Paranaguá - Paraná, por exemplo, com sua ferrovia que atravessa a serra.

Em Cruzeiro do Sul a expectativa é pela conclusão da BR-364, pelo término da ponte sobre o Rio Juruá, maior entre os estados amazônicos e pela conexão pacífico. É neste momento que podemos iniciar uma campanha para que esta ligação seja ferroviária, e não rodoviária. O acesso ao Peru, por Cruzeiro do Sul, necessariamente deverá cortar ao meio o Parque Nacional da Serra do Divisor, nada mais sensato que possamos optar por uma conexão menos impactante, como é a Ferrovia. 

A operação de uma Ferrovia Transcontinental aqui no Oeste Amazônico trará, certamente, um impulso turístico sem precedentes, já contabilizado o carisma da população e o apelo de conhecer nossa biodiversidade para poder conservá-la.

Países do chamado primeiro mundo, usam e abusam de suas ferrovias, elegendo-as como o transporte do futuro, o transporte limpo e ecologicamente correto. Por que não desenvolver estes cantões do país com esta mesma tecnologia limpa e ecologicamente correta? Temos tudo para brilhar na história como modelo de transporte amazônico, florestal, ecologicamente correto, que além de trazer o desenvolvimento, prejudica menos a natureza.

Apoie você também esta idéia, comente.

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Tremor no Oeste Amazônico


Um terremoto com magnitude de 5,8 graus na escala Richter foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, na noite desta segunda-feira, 25, a 230 quilômetros de Cruzeiro do Sul (AC), no extremo-oeste brasileiro.

O epicentro do tremor, ocorrido às 18h52 local (20h52 em Brasília), aconteceu em Pucallpa, no Peru, a 150 quilômetros de profundidade. O terremoto não foi sentido pela população de Rio Branco, a capital do Acre, mas causa preocupações.

-É importante saber como os construtores estão projetando edifícios para que sejam resistentes a terremotos no Acre, especialmente os de múltiplos andares - alerta o pesquisador americano Foster Brown, da Universidade Federal do Acre.

De acordo com Brown, o que importa é a frequência de terremotos na região e a sua energia. Ele sugere que órgãos como a Defesa Civil e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia avaliem os os riscos.
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25 de janeiro de 2010

Criação da UC Crôa/Lagoinha avança trazendo qualidade de vida para comunidade

Escrito por Luiz Mesquita, Assessoria Sismat  
Agência de Notícias do Acre - 22-Jan-2010 

Conservação através de serviços ambientais, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida são os fundamentos para criação das Unidades de Conservação



Secretaria de Meio Ambiente fez levantamento socioeconomico de moradores da comunidade Valparaíso (Foto: Arquivo/Sema)
Atualmente existem 8 áreas destinadas à preservação ambiental ou uso sustentável que estão sob responsabilidade do Governo do Estado. São as Florestas Estaduais do Antimary, Mogno, do Rio Gregório e a do Rio Liberdade. Além do Parque Estadual Chandless, da ARIE Japiim-Pentecostes e das APAS do Lago do Amapá e do Igarapé São Francisco. Estas áreas são o grande marco emblemático de um estado que tem 82% da sua cobertura florestal intacta.

A criação de novas áreas estão previstas no Zoneamento Ecológico Econômico - ZEE e fortalecem o Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas. Para isso o governo do Estado tem unido esforços junto às prefeituras e o ICMBIO. Podemos dar como exemplo mais duas comunidades que estão seguindo o caminho do respeito e harmonia com a floresta, a do Riozinho do Rola e a do Rio Crôa. Esta última está levando à diante, junto com a SEMA e parceiros, o processo de criação da Unidade de Conservação Crôa/Lagoinha, que fica na regional do Juruá, próximo ao município de Cruzeiro do Sul.

Os primeiros órgãos a se responsabilizarem por iniciar os encaminhamentos da criação da Unidade foram o INCRA e o IBAMA. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SEMA abraçou esta causa no ano de 2004 e desde então vem fortalecendo a parceria com as 250 famílias que serão beneficiadas pelo projeto.

Mesmo antes da conclusão do processo, as melhorias já podem ser sentidas. Em 2008 a Sema realizou um levantamento socioeconômico na área do Valparaíso. No mesmo ano foi realizado um mutirão na comunidade que chegou à marca de 1.300 atendimentos. Dentre estes podemos destacar 592 atendimentos médicos, emissão de 188 carteiras de identidade, 80 CPFs, 29 casamentos e 8 registros de nascimento. Para este ano estão previstas mais ações para promover a inclusão social e econômica dessas populações, atendendo ribeirinhos e extrativistas que nunca haviam recebido esses serviços.
Na comunidade Nova Era as crianças também participam de um projeto de educação ambiental desde 2007 (Foto: Arquivo/Sema)


De acordo com a Coordenadora do Departamento de Áreas Protegidas e Biodiversidade, Maria Aparecida Lopes, "o que se pretende alcançar é aumento da renda e acesso aos serviços sociais. Com essas ações pretende-se melhorar o índice de desenvolvimento da educação básica e aumento de atendimentos ambulatoriais em comunidades isoladas, essas ações visam auxiliar o processo de consolidação da Unidade de Conservação em criação, uma vez que, melhoras as condições de vida de famílias que mantém a conservação da nossa floresta".

Como Zona de Atendimento Prioritário, mesmo antes da conclusão do processo de criação da Unidade de Conservação do Crôa/Lagoinha, a comunidade da região já acessa vantagens e benefícios que fazem parte de da Política de Valorização do Ativo Ambiental Florestal do Projeto de Pagamento por Serviços Ambientais do Estado do Acre.

Produtores da região receberão apoio para escoamento e comercialização da produção (Foto: Arquivo/Sema)
Ainda como demanda da comunidade, a Secretaria capacitou 8 Agentes Ambientais Voluntários para agir na proteção da região e principalmente na conscientização da própria comunidade. Além do curso de associativismo e cooperativismo para lideranças comunitárias do Juruá, sendo 3 associações beneficiadas na UC em criação do Crôa. E na comunidade Nova Era as crianças também participam de um projeto de educação ambiental desde 2007. Todas essas ações são fruto do esforço do Governo para desenvolver as Zonas de Atendimento Prioritário do Estado (ZAPs),contando, inclusive, com a parceria do Ministério da Justiça juntamente com a comunidade.

"Haverá apoio para o escoamento e comercialização da produção. Estamos prevendo um aumento de 30% na renda das comunidades. O que colabora com o empoderamento da comunidade", reforçou Maria Aparecida. Seguindo o caminho do empoderamento das comunidades, o fortalecimento e preparação das lideranças são passos decisivos. Por este motivo a SEMA sempre incentiva os líderes da área do Crôa/Lagoinha a participar de eventos e cursos, como as oficinas do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas, I Encontro de Agentes Ambientais Voluntários e o Fórum da Amazônia Sustentável.

O processo de criação de uma Unidade de Conservação exige, entre outras coisas, que seja feita a regularização fundiária da área pleiteada. É nesta fase que o INCRA está trabalhando para seja logo concluída a regularização. Os seringais serão então desapropriados e repassados ao Governo do Estado. O governo do Estado está acompanhado esse processo, e tem implementado ações de fortalecimento comunitário, garantindo melhorias para consolidar a Unidade de Conservação no âmbito das Zonas de Atendimento Prioritário.
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