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6 de dezembro de 2010

Sintra, Portugal, uma autêntica viagem no tempo


Alguns lugares tem o poder de teletransporte imediato. Mal percebes e de pronto estás em outro tempo espaço, imerso no cotidiano de outros tempos, vendo caminhar ao redor pessoas trajando roupas medievais, tendas e mercadillos, cavalos carregados e soldados em armaduras.

Em Sintra, Portugal, se sobes ao topo da montanha que cerca a cidade, entrará no Castelo dos Mouros, e se lá, em meio aos muros e torres de um autêntico castelo medieval, por momentos fechares os olhos, poderás escutar o barulho do casco dos cavalos nas pedras, o murmurar de centenas de vozes e os gritos típicos do mercado e, ao abrir os ohos e mirar a paisagem, primeiro na montanha, verás a encosta ainda hoje florestada e com granitos aflorantes, mas se extender a olhada para a planície, desaparecerá a cidade atual e sim a vista será de uma natureza incrível, com florestas de pinus, carvalhos e azeitoneiras, campos, as vezes algum cultivo de trigo e uva e aqui e alí lumes de fumaça denunciando a existência de algum povoado na beirada de um rio. Incrível a quantidade de informação que cada pedra pode acumular e te repassar se o acaso te dispor o link correto.


Em uma das curvas do caminho que leva até o castelo, caminho este em meio à floresta, com matacões imensos de granitos e diversas, incontáveis cavernas, esconderijos e fontes d'água, está um banco escavado na pedra. Da curva e justamente deste banquinho de pedra, é possível contemplar uma estupefaciante vista da cidade de Sintra. No banco escavado no granito está uma inscrição talhada e gravada na pedra, onde se pode ler o nome do escritor português Ferreira de Castro. Nada difícil ver o escritor alí, tranquílo no seu banquinho de pedra, observando Sintra, a floresta e a paisagem, buscando na quietude do seu cantinho de pedra a inspiração para seus escritos. Nada difícil entender porque ele quis fazer deste sítio sua sepultura, sua álea de descanso, a contemplar para a eternidade a magnífica paisagem, emoldurada pelas árvores da montanha de Sintra. Perfeitamente compreensível, ora pois.



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