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15 de dezembro de 2010

Congresso Nacional Espanhol de Meio Ambiente

Madrid, de 23 a 26 de novembro de 2010.

Participei desta edição do CONAMA, o Congresso de Meio Ambiente espanhol, a partir do segundo dia até o final. Na edição deste ano o Brasil era o país convidado, e muito da programação foi dedicada a participação de nossos representantes, em conferencias e reuniões. Por conta disso, consegui o patrocínio da minha inscrição no Congresso. Felizmente pude aproveitar bastante coisa do congresso, que por sinal estava muito bem organizado - impressionante como ter os eventos começando no horário e facilidade de encontrá-los faz toda a diferença.

Gostei muito dos diversos painéis centrados no uso da bicicleta nas grandes cidades. É indiscutível o avanço deste quisito de respeito ao ambiente em muitas cidades européias. A exemplo de Barcelona, que conheço e de outros citados nas apresentações, a Espanha tem um admirável respeito e infra-estrutura apropriada para as bicis, como centenas de trajetos para fora de estrada e milhas de quilômetros de ciclovias nas cidades - bem sinalizadas e funcionais, diga-se de passagem. Ainda assim muitos problemas foram levantados pelos participantes, como o 'conflito' pedestre - ciclista, a necessidade de ensinar as crianças a cultura da bici como meio de transporte e as políticas de fomento da bicicleta nas grandes instituições ou as indústrias. Usar bicicleta aqui é estar sim em um meio de transporte mais seguro e eficiente.




Grande parte dos estandes estavam dedicados a energia e sustentabilidade. Empresas importantes espanholas demonstravam seus avanços no cuidado com o meio ambiente e a sustentabilidade. A eficiência energética foi um dos motes nas discussões, mas também não foram esquecidos temas de biodiversidade, e uma das palestras, do biológo Pablo Refoyo Román para mim foi a mais especial, por transmitir aquele velho desconforto, inquietude e por vezes a desilusão que muitos de nós biólogos temos quando falamos de conservação, perda de espécies e biodiversidade.


Tive sorte de participar de uma ou outra reunião com uma dinâmica, digamos assim mais, dinâmica...



Parte da experiência de reciclagem de tubos de televisão e monitores de computador para fabricação de azulejos. Ecovitrum.



Estande bem comum na feira do congresso, feito totalmente de papelão, inclusive os bancos e poltronas, todas desenhadas e produzidas em papelão.


Bem interessante esta imagem. Muitas famílias, inclusive o cotidiano da minha, podemos nos identificar com cenas deste quadro super informativo resumido.

Observei a participação de grupos de estudantes, associações de classes de biólogos, geólogos e ambientólogos. Os elogios ao congresso, aos temas, e do nível de participação foram quase unânemes no positivo. Realmente achei que nos fóruns que participei a qualidade das discussões foi muito boa. O fórum Felicidade Interna Bruta, coordenado por um brasileiro foi muito interessante, de intervenções ricas e produtivas por parte dos assistentes.

Ainda outras coisas que teria vontade de relatar eu deixarei para posts especiais mais além, como um sobre as críticas ao discurso que o Brasil trouxe ao expor o tema das hidrelétricas e da política energética brasileira.


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10 de dezembro de 2010

Um pouco de Madrid




Uma cidade imensa, mas pequena e aconchegante ao mesmo tempo. Tem tudo de movimento de caos e da pressa das grandes metrópoles, mas tem bastante também da tranquilidade das pequenas ruazinhas, da história permeando cada muro, esquina, chão, teto ou árvore que cerca o chafariz ou o incontável número de estátuas e monumentos espalhados por todos os lados.



Madrid é cativante, é uma cidade que não assusta, que te dá todas as condições de uma paixão instantânea. Me lembrou muito Porto Alegre, embora não saiba explicar exatamente os motivos. Talvez pos este contraste do caos cidade grande x calmaria aparente do antigo. Conheci pouco na verdade, entre a visita obrigatória ao Jardim Botânico, ao Parque do Retiro e passagem pelo Palácio do Rei, muita coisa vi de longe ou nem passei perto... fica certo para uma próxima.


Lembrando do que vi comento o que mais me impressionou. Visitar a Estação de Atocha, na Puerta de Atocha, foi muito impressionante, o imenso jardim dentro da estação é lindo, de deixar sem palavras. Esta foi uma das estações que 11 de março de 2004 sofreu os atentados que abalaram a Espanha. Estar alí e lembrar disso é forte.
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6 de dezembro de 2010

Sintra, Portugal, uma autêntica viagem no tempo


Alguns lugares tem o poder de teletransporte imediato. Mal percebes e de pronto estás em outro tempo espaço, imerso no cotidiano de outros tempos, vendo caminhar ao redor pessoas trajando roupas medievais, tendas e mercadillos, cavalos carregados e soldados em armaduras.

Em Sintra, Portugal, se sobes ao topo da montanha que cerca a cidade, entrará no Castelo dos Mouros, e se lá, em meio aos muros e torres de um autêntico castelo medieval, por momentos fechares os olhos, poderás escutar o barulho do casco dos cavalos nas pedras, o murmurar de centenas de vozes e os gritos típicos do mercado e, ao abrir os ohos e mirar a paisagem, primeiro na montanha, verás a encosta ainda hoje florestada e com granitos aflorantes, mas se extender a olhada para a planície, desaparecerá a cidade atual e sim a vista será de uma natureza incrível, com florestas de pinus, carvalhos e azeitoneiras, campos, as vezes algum cultivo de trigo e uva e aqui e alí lumes de fumaça denunciando a existência de algum povoado na beirada de um rio. Incrível a quantidade de informação que cada pedra pode acumular e te repassar se o acaso te dispor o link correto.


Em uma das curvas do caminho que leva até o castelo, caminho este em meio à floresta, com matacões imensos de granitos e diversas, incontáveis cavernas, esconderijos e fontes d'água, está um banco escavado na pedra. Da curva e justamente deste banquinho de pedra, é possível contemplar uma estupefaciante vista da cidade de Sintra. No banco escavado no granito está uma inscrição talhada e gravada na pedra, onde se pode ler o nome do escritor português Ferreira de Castro. Nada difícil ver o escritor alí, tranquílo no seu banquinho de pedra, observando Sintra, a floresta e a paisagem, buscando na quietude do seu cantinho de pedra a inspiração para seus escritos. Nada difícil entender porque ele quis fazer deste sítio sua sepultura, sua álea de descanso, a contemplar para a eternidade a magnífica paisagem, emoldurada pelas árvores da montanha de Sintra. Perfeitamente compreensível, ora pois.



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4 de dezembro de 2010

Invierno.


Assim é o início do inverno por aqui. Sinto que a mudança do clima na Europa, nao é tão gradual assim como as vezes se pode acreditar. Para mim foi muito rápida. Acompanhando as plantas quase não me dei conta da queda das folhas e da súbita mudança da paisagem das ruas. Paisagem plena de luzes fugidias e de brilhos escamoteados - olhares acostumados tem mais sucesso nestes momentos - assim é o início do inverno. Quase não pude aproveitar a praia e o calor, eu tão aborrecido de calor, sabe aquele úmido de Manaus... assim que torcia pro frio chegar logo, hehe, talvez por isso a sensação que senti, a real sensação, foi de dormir um dia com as árvores com suas fohas verdes e acordar no outro com um tapete de folhas secas no chão e o vento frio já a zumbir pelas frestas das janelas. Muy pronto.



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26 de novembro de 2010

Portugal, 'nosso' Portugal



Todas minhas viagens tem valido a pena. Difícil dizer qual lugar que eu gostei mais. Tudo diferente, tudo novo, tudo a ser provado e por aprender, assim que a partir de relatos, impressões ou o que consigo colocar em papel é pouco pra passar tudo que estou vivenciando. As fotos dizem muito.



Há outro conjunto de sentimentos, aparte o prazer é o bem viver. Como em Portugal eu me senti muito brasileiro, não sei como explicar, me senti muito bem. Ademais, caminhava pelas ruas com a sensação de já ter estado porl lá. Caminhava com propriedade, como se fosse minha cidade, hehe. Porto Alegre dos Açorianos, Lisboa dos porto-alegrenses, Lisboa dos brasileiros, Lisboa dos nossos irmãos portugueses, ora pá.


Aí quando tem um Jardim Botânico, o passeio fica mais divertido e prazeiroso.

Praça de Coimbra. Nada mais que a naturalidade da cidade.
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20 de novembro de 2010

Plaça Catalunya, um dos meus lugares prediletos em Barcelona. Me encanta que seja o ponto central da cidade, movimento alí de energia é garantido. É passagem obrigatória para atravessar a cidade, ir a Ramblas ou baixar até a praia. O movimento de gente como sangue sendo bombeado para fora e dentro dela representa sim ser o coraçao da cidade. Ao mesmo tempo, não sei, é acolhedora, generosa e embora seu desenho seja bem simplizinho, é o que há em Barcelona.
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17 de novembro de 2010

Noite Barcelonina

Tenho curtido muito estar a noite em Barcelona. Diferente de muitos na cidade, nao vejo graça em entrar em um destes clubes de música eletrônica, minha noite é caminhar e caminhar pela cidade, olhar as coisas, a cores da noite, as pessoas tipo, figuras, que há muitas, e rir dos guiris. Assim que é muito bom comprar uma garrafa de vinho, uma bocata e sentar no chafariz da praça do Rei e comer a toa, na rua mesmo, olhando o movimento e servindo de modelo para as fotos dos guiris.
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7 de novembro de 2010

Emocionante Barcelona

Passear pelo Montjüic é uma das melhores pedidas em Barcelona. São muitos caminhos, pequenos jardins, passeios por entre muito verde e fontes de água. É realmente mágico. Somando a isso a vista da cidade, como a foto acima, tirada desde os Jardins do Teatro Grego, faz a gente se sentir muito bem, muito próximo daquilo de se ver a beleza e descobrir a beleza escondida da cidade. Pequenos ângulos, miradas a distância, ou também sentar em um banco e detalhadamente observar tudo em redor. Cuidar para que nao se escape nenhuma nuance de cor ou de textura do entorno. Ver o alrededor com olhos de curioso, como curioso de criança, ou ver com olhos de despretencioso, quando a distração nos apresenta, por exemplo, o presente de uma planta florida escondida acima dos olhos. Barcelona pra mim tem muito de relaxar e observar. Tem muito de se ter pouca pressa. Barcelona é para ser sorvida aos poucos, para ser degustada, e não tragada em dois dias e arrotada como se fosse um fast-food. Barcelona é uma cidade cheia de segredinhos e gostinhos exquisitos escondidos. Digo por hora que estou de passagem, pois 10 meses mesmo não são suficientes para andar em cada rua, entrar em cada jardim e cheirar cada praia, haja tempo.
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9 de outubro de 2010

Álbum das antigas






Homenagem da criança aos pais e avôs.
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30 de setembro de 2010

PRÊMIO DE FOTOGRAFIA FOTOMERCÉ// PREMI FOTOMERCÈ


PREMI FOTOMERCÈ
PRÊMIO DE FOTOGRAFIA FOTOMERCÉ


==>>> Na página Fotomercè,

==>>> http://www.bcn.cat/merce/es/fotomerce-fotos.shtml

procure a minha ACIMA e vote! Obrigado!/

Recerca la meva foto. Molt Gràcies!


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28 de setembro de 2010

Rodafonio - Festa de La Mercè


Pensem em uma coisa muuuito louca de se fazer juntando uma imensa bicicleta em forma de roda gigante, três músicos e dois artistas.
Assim é o projeto Rodafonio, da Cia. Factoria Circular. Nascido na Catalunha mesmo o projeto é bem recente, de agosto deste ano, e na Festa de La Mercè em Barcelona foi como sua estréia mundial.
Abaixo está o vídeo, editado por mim como uma forma de homenagem a este brilhante e criativo invento.



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27 de setembro de 2010

Castellers - Barcelona La Mercè 2010


Sem palavras, é muito muito emocionante. Assista o vídeo e comente.
Os Castellers de Barcelona receberam no domingo a visita dos Castellers de Vilafranca e do Minyons de Terrasa. Todos fizeram belas apresentações, mas sem dúvida, "os verdes" como são chamados a colla de Vilafranca está em muito boa forma e arrancou aplausos empolgados do público que lotou a Plaça Sant Jaume para assistir o espetáculo. A temporada está só começando para eles assim que todos os grupos se pouparam ao máximo. No próximo da 3 de outubro haverá a competição, em Tarragona, com a participação dos principais grupos da Catalunha e Espanha. Os ingressos foram colocados a venda pela internet e acabaram em 20 min.
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25 de setembro de 2010

20 de setembro de 2010

Apresentação de Correfoc na Plaça del Born, Barcelona

Emocionante.

Amigos me comentaram que este foi "light", foi turístico. Que quando há o Baile dos Diabos (els Diables) eles avançam suas chamas e faíscas contra o pessoal que tá assistindo. Por isso me sugeriram que nos próximos eu viesse com um abrigo com capuz, assim estamos protegidos das faíscas de pólvora.

Mas mesmo light, já deu pra ter uma idéia do que é um Correfoc e da dimensão da festa que vem por ai, nesta semana, a Festa de la Mercè.

Com certeza será muito mais emocionante!

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10 de setembro de 2010

O melhor até agora: Bar L'Antic Teatre


Pelas Calles de Barcelona tenho andado. Opções de onde sentar e tomar uma cerveja, caña, canya, ou o que seja, não faltam. Mesmo. Porém o bar L'Antic Teatre é pra mim o melhor até agora. Escondido, quase impossível de existir alí, mas existe. Na Cidade Velha, em frente ao Palau de La Musica Català, se entra por uma porta, sobe-se alguns lances de escada e alí está; são três níveis de terrassas, pátios ao ar livre com uma grande figueira ao centro; é como o espaço interno de uma quarteirão de edifícios; e, sempre, muita muita gente.

Posto agora só o comentário, mais além algumas fotos. Vale?
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5 de setembro de 2010

Ná en la Nevera - Ojos de Brujo


A letra da música a seguir é uma dentre do tema que mais tenho escutado nos meus primeiros dias aqui em Barça. Ojos de Brujo nasceu em Barcelona, há 10 anos, sua música mistura Flamenco, Hip Hop, Reggae, Rock e outras tendências. A música é do disco Vengue, de 2001.

Letra de Na En La Nevera (Ojos de Brujo, 2001)

Me levanto a media madrugá
Y tengo una hambre que no veas
Tropezando llego a la cocina
Caña pal'mechero y le doy a la vela
Y una vela, y otra vela,
ay!to'pa ver que no hay ná en la nevera!

Que con las tripas rujiendo y que rujen
Los pies congelaos
Y una hostia que no veas
Y empezé a maquinar pa'mañana
Y ya ves! Tener planta a mi vera

Moneillas! calderilla! Poco mas me solia caer
Después de lo menos cinco horitas cantando en la calle pa'na de \"parner\"
Hay pa comer, pa comer!
Que ya ves tu si no es pa comer...

Y todavía el garrulo de turno viene y me pregunta que si es pa comer?
Qué no será pa'meterte heroína, speed, cocaína o un porro de hachís?
Vamos ya! vamos ya! arrecojo y me voy mosqueá

Y fue justo a la noche siguiente
En la Manola tomando café
Cuando vino el compare Matias y otro coleguilla del moro también
Nos pasemos una noche mu alegre, marihuana, aceite y hachís
Y tocando unas bulerias y alguna rumbilla y palma que te di
Vamos ya! Vamos ya! Que vaya juerga nos vamos a dar

Y después a las seis de la mañana
Camino del querjo y muy mareá
Con 50 gramitos de hachís que a mi mi compare me dió pa fumá
Hay pa fumar! pa fumar! eso es lo que me creía yo

Cuando abrí la puerta de mi casa estaba to revuelto y la luz apagá
Entonces se encendió la linterna y de ese momento no recuerdo ná

Y me desperte... hay de esta pesadilla
Y estaba agustito y aunque la nevera estuviera vacía...

Y me desperte... hay de esta pesadilla
Y apagué la vela y aunque la nevera estuviera vacía...

Durmiendo la mañana
Despierto por la noche
Flipao por la calle bailando en la rambla del subidón

Durmiendo la mañana
Despierto por la noche
Flipao por la calle bailando en la rambla del subidón


(gracias a Bari por esta letra)
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28 de agosto de 2010

Bandera de Cataluña



Esta bandera es la "senyera" dels Països Catalans (Cataluña, Valencia y las Baleares) y su origen se sitúa alrededor de los siglos XI-XII. Entonces era el emblema de los condes de Barcelona y posteriormente pasó a ser la enseña real de la Corona de Aragón. Desde su creación ha ido evolucionando hasta llegar a nuestros días con el aspecto que se puede observar en la foto.

(original en http://www.flickr.com/photos/barberenc/318533659/ - Pablo Saludes Rodil)
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27 de julho de 2010

Super exposição no acampamento



Lembrando do tempo das oficinas de fotografia.




Vista do acampamento, à noite.
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Luar na floresta derrubada


Luar na floresta derrubada, área do projeto Combustão de Biomassa da Floresta Amazônica. E do meu projeto de doutorado (na parte da floresta em pé)
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26 de julho de 2010

Um Senhor Jagube na Floresta



Nas intensas caminhadas que fazemos atrás das parcelas, no coração da floresta, algumas surpresas acontecem.

A notável da semana foi eu ter levado um susto de um casal de bacuraus que saíram do tronco de um paxiubão que eus estava medindo, bem à altura do peito. Depois do quase ser atropelado pelas aves, elas ficaram ainda me dando rasantes na cabeça até que desisti de ficar por ali, e até deixei a marcação da árvore de lado.

Outra. Na foto, meu fiel escudeiro Popó está ladeado por um grande representante da floresta. Um senhor. Imponente mas tranqüilo. Um grande cipó Jagube.
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Ponte sobre o Rio Juruá em julho de 2010



Aparece na foto, tirada de uma balsa no cruzamento da variante (ligação Cruzeiro do Sul para a BR-364), a situação atual das obras da ponte sobre o Rio Juruá. A ponte que terá forma de arco será suspensa por cabos de aço, terá 82 estacas, 550 metros de comprimento e 13 metros de altura e 4 faixas de rolamento.

A previsão é que a ponte esteja concluída em dezembro deste ano. A movimentação de caminhões é intensa, tanto daqueles da estrada quanto os da construção da ponte. Vamos esperar. Tomara mesmo, pois facilita demais a passagem para o outro lado do Rio, e como minha área de campo do doutorado é para mesma direção, significa uma economia de quase 40 km no trajeto!
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Olhando a floresta


Uma outra perspectiva no meu olhar pela floresta. Novas perspectivas são sempre interessantes. Essa ai foi feita pela perspectiva de uma lente olho de peixe.
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7 de julho de 2010

Equipe de campo, 1a etapa de julho



Apresento minha super equipe de campo, só fera! Da esquerda pra direita: a Mille, Glória, Eu, Walter 'baby', Daniela, Jéssica e Maiane; embaixo: Cristiana, Dieina e Bruno. Alguns dias na floresta e um retorno a cidade quase frustrado, mas que deu certo. E ainda por causa de uma falta de luz, ficamos sabendo dos resultados do jogos da Copa do Mundo, de sábado, somente no Domingo.
Não compareceram na foto mas deram o suor na mata, o Popó, o João, a Yara e a Samara.
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1 de julho de 2010

Prognóstico climático sazonal para a Amazônia Legal para julho e agosto de 2010

Fonte: Site SIPAM

De acordo com as análises de dados observacionais e prognósticos de modelos numéricos para a TSM, as águas superficiais na região do oceano Pacífico equatorial tenderão progressivamente nos próximos meses para um padrão de resfriamento. Com relação ao Atlântico tropical Norte, espera-se o predomínio de anomalias positivas de TSM, o que deverá influenciar o clima em grande parte da Amazônia, especialmente na porção norte, leste e algumas áreas do sul da região. Assim, o prognóstico sazonal para o trimestre é resumido a seguir:

Precipitação:

As chuvas deverão ocorrer acima dos padrões climatológicos no noroeste do Pará e centro e norte do Amapá.
Abaixo dos padrões climatológicos na faixa litorânea do Pará (incluindo o extremo norte da ilha do Marajó) e do Maranhão. Situação semelhante deverá ocorrer no noroeste e no oeste do Mato Grosso, estado de Rondônia e o leste e sul do Acre.
Nos estados do Amazonas e Roraima e centro-norte do Pará, a distribuição da chuva deverá ocorrer de maneira irregular, com pontos isolados de anomalias. E nas demais áreas, a chuva deverá ocorrer dentro dos padrões climatológicos.
Temperatura:
Acima da média em grande parte da Região Amazônica, exceto no estado do Acre e oeste e sul dos estados de Rondônia e Mato Grosso, onde as temperaturas deverão ocorrer dentro dos padrões normais. Eventos fortes de Friagens, poderão ocorrer durante o período. Por conta disso, novos recordes de frio poderão ser observados nos próximos 3 meses no sul da Amazônia. Destaca-se também a estação seca no sul da Amazônia, onde deverá ocorrer predomínio da massa de ar seco, dificultando a formação de nebulosidade, favorecendo grandes amplitudes de temperatura e a umidade relativa do ar podendo atingir valores abaixo de 30%, principalmente, nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, sul do Pará e Maranhão.
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29 de junho de 2010

Macacos na Copa...


...do mundo
Da esquerda para direita, Marcos Fialho, Gérson Buss, o Txai aqui, Flor de Lis, Leandro Jerusalinsky, Júlia Verba e Rafael Rossato, curtindo Brasil x Portugal na casa de Manaus. Encontro e churrasco oficial do PMU Norte.
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23 de junho de 2010

Antigamente, as pessoas não tinham TWITTER

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, e nem formado um conceito mais claro de "conversas randômicas"

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, mas tinham MSN e desaprenderam a escrever português

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, e pra economizar, publicavam cordel

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, mas tinham o HAICAI

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, mas escreviam em papelzinhos e penduravam em estacas no cume das montanhas ao sabor dos ventos

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, e continuam não tendo uma ferramenta que donwload todos tweets em .txt

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, mas se tivessem uma vuvuzela perto, certamente assopraria

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, e nem deveriam ter mesmo, pois nem celular existia!

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, mas escreviam nas classes do colégio, os poemas aleatórios das namoradas aleatórias

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, mas pichavam nos banheiros públicos, frases diferentes das comuns ao lugar

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, mas ligavam aleatoriamente dando trote nos outros

antigamente, as pessoas não tinham TWITTER, mas gritavam na rua ou cantavam bem alto no chuveiro
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24 de maio de 2010

Pesquisa científica cresce na Amazônia

Local: Belém - PA
Fonte: O Liberal
Link: http://www.oliberal.com.br/index.htm

Encontrar meios para garantir a soberania da Amazônia é uma preocupação para muitos ambientalistas. Sem o conhecimento da floresta, os recursos naturais da região ficam sujeitos a pesquisas realizadas por estrangeiros. A boa notícia é que nos últimos seis anos a quantidade de doutores em atuação na Amazônia triplicou. Em entrevista exclusiva a O LIBERAL, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Luís Val, falou sobre a importância das pesquisas científicas serem feitas por brasileiros e sobre formas de desenvolvimento sustentável para a floresta.


Segundo Adalberto Val, 78% das pesquisas sobre a Amazônia eram produzidas fora do Brasil em 2005. Além da perda do controle sobre o resultado dos estudos, a predominância das pesquisas feitas fora do país representa maiores custos para profissionais e estudantes brasileiros, que precisam se deslocar até os museus e instituições do exterior para consultar os materiais coletados durante as expedições científicas. Hoje, o diretor do Inpa não sabe informar qual o percentual das pesquisas sobre a Amazônia realizadas por estrangeiros, mas garante que reduziu de maneira significativa.

Há cinco anos existiam apenas 17 programas de doutorado na Amazônia. Hoje, a região conta com mais de 50. "A pesquisa no Brasil está fortemente atrelada à pós-graduação. Quanto mais cursos de pós-graduação, maior a quantidade de formação de recursos humanos e mais intensa é a produção científica", declarou.

De acordo com o diretor do Inpa, além da ampliação dos cursos de mestrado e doutorado, o financiamento das pesquisas sobre a Amazônia pelo governo federal e por fundações estaduais - como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) - também foi responsável pelo crescimento do conhecimento sobre a Amazônia entre os brasileiros.

Quanto ao programa Acelera Amazônia - que tinha o objetivo de triplicar o número de doutores em atuação na Amazônia em cinco anos - Adalberto afirmou que em seis anos o número de doutores foi multiplicado por três, mas este aumento não deve ser atribuído exclusivamente ao programa. "Houve uma série de ações desenvolvidas por órgãos como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e o Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (Cinep) e fundações de amparo à pesquisa", ressalvou.

A exploração de produtos e processos da floresta foi apontada por Adalberto como a única alternativa sustentável para o desenvolvimento econômico da Amazônia. "É necessário manter a floresta de pé e desenvolver alternativas de geração de renda para as comunidades locais. Estima-se que 25 milhões de pessoas habitem a floresta amazônica brasileira", afirmou. De acordo com ele, os biocosméticos, a utilização de folhas e raízes para a produção de medicamentos são algumas opções para o desenvolvimento sustentável. "Deve-se entender como funcionam os princípios ativos para a produção de remédios. Estas ações ocorrem em longo prazo e requerem altos investimentos em biotecnologia e pessoas capacitadas para a produção dos insumos", disse.

Outros exemplos apresentados pelo pesquisador foram a exploração do subsolo da floresta e a piscicultura. "Hoje é possível a extração de recursos minerais de forma sustentável, fazendo a manutenção do meio ambiente. Já a criação de peixes é importante para a nutrição humana porque eles são fontes inesgotáveis de proteínas. É necessário investimento para o manejo sustentável destas técnicas", argumentou. Adalberto frisou que, para garantir a soberania da Amazônia, é necessário empregar recursos em ciência e em tecnologia. "É preciso conseguir as informações primeiro e divulgá-las para a sociedade brasileira. Para que se proteja a floresta é fundamental conhecê-la", ressaltou.
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30 de abril de 2010

Belo Monte goela abaixo: da Ditadura aos dias de hoje

30/04/2010

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br

A vila de Belo Monte se localiza nas proximidades do rio Xingu, Estado do Pará, no coração da selva amazônica, próxima à cidade de Altamira. É ali que o governo brasileiro pretende construir uma das maiores hidrelétricas do mundo, também com o nome de Belo Monte, realizando um projeto do tempo da Ditadura Militar, que data dos anos 70.

Originalmente, o plano previa a construção de cinco usinas na região. Desde então, indígenas, ribeirinhos, ambientalistas e representantes da Igreja, que vivem no local, vêm lutando contra o projeto de Belo Monte.

Em 1989, os índios realizaram o "Primeiro Encontro das Nações Indígenas do Xingu", que alcançou repercussão nacional e internacional. Essa mobilização contou com o apoio do cantor Sting, que se uniu ao líder indígena Raoni na luta contra Belo Monte. Pouco depois desse encontro, o Banco Mundial negou suporte financeiro ao projeto, fazendo com que fosse arquivado.

Porém, o empreendimento não foi abandonado, e, 30 anos depois, a intenção de realizá-lo volta com toda a força. O estímulo maior para que as obras, finalmente, saiam do papel, parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incluiu a usina dentre os projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para acalmar a resistência popular a Belo Monte, o governo reduziu a proposta para a construção de uma única usina, ao invés de cinco. Porém, estudiosos afirmam que a construção de uma usina é apenas uma etapa, e o projeto será financeiramente deficitário caso se limite a uma única barragem. Aprovada e iniciada a primeira, o projeto das outras quatro viria necessariamente.

Além disso, o volume de terra a ser retirado para formar os canais de uma única usina será tão grande quanto aquele escavado para a construção do canal do Panamá. Milhares de pessoas dos municípios de Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo serão retiradas de suas terras compulsoriamente, e perderão a possibilidade de viver e obter meios de subsistência de acordo com seus costumes tradicionais. Um terço da cidade de Altamira ficará submerso.

Especialistas alertam para o fato de que o objetivo principal da energia gerada por Belo Monte será o de atender às necessidades das grandes empresas que já estão instaladas ou pretendem se estabelecer na região ou em suas proximidades.

Se for construída, como pretende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Belo Monte será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, com capacidade total instalada de 11.233 Megawatts (MW), dos quais somente uma média de 4.571 Megawatts (MW) terá geração assegurada, devido ao regime de cheias do rio Xingu.

O custo total da obra deverá ser de R$ 19 bilhões, quantia que torna o empreendimento o segundo mais custoso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), atrás apenas do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro, orçado em R$ 34 bilhões.

Desrespeito à população continua

Para garantir que projeto seja aprovado, o governo federal vem passando por cima de uma série de exigências: seriam necessárias 27 audiências públicas, mas foram feitas apenas quatro.

Nesses encontros, os principais interessados, os indígenas, não tiveram acesso a informações suficientes sobre o projeto, ou tiveram acesso ao local dos debates dificultado. Essa situação foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF), que, inclusive, chegou a pedir que as audiências públicas fossem anuladas, mas não teve esse pedido acatado.

Para que a licença ambiental prévia fosse concedida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à obra, houve pressão sobre os funcionários do órgão.

Dois deles, inclusive, deixaram o instituto no final do ano passado em função disso. O Ministério das Minas e Energia (Edson Lobão) e o Ministério do Meio Ambiente (Carlos Minc) pressionaram para que a licença ambiental fosse concedida o quanto antes. E isso, de fato, aconteceu no dia 1° de fevereiro deste ano.

A Advocacia Geral da União (AGU), logo em seguida à concessão da licença, lançou uma nota - apoiada pelo Presidente da República - ameaçando processar os membros do Ministério Público que viessem a colocar em questão a licença concedida ou o próprio projeto.

Essas investidas contrariam promessa feita por Lula, em julho do ano passado, durante encontro com movimentos sociais da região de Altamira e com o bispo da Prelazia do Xingu, Dom Erwin Krautler. Na ocasião, o presidente afirmou que o projeto de Belo Monte não seria empurrado "goela abaixo" da população.

Hoje, Lula faz críticas abertas às ONGs contrárias a Belo Monte, e informa que fundos de pensão poderão participar da licitação da obra.

Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que facilitaria o empréstimo aos empreendedores da obra, apesar de questionamentos do MPF sobre essa conduta. O banco já foi avisado de que poderá ser co-responsabilizado por eventuais danos socioambientais de Belo Monte, caso insista em financiar o projeto, por meio de comunicado redigido por organizações não-governamentais.

Tais atitudes também lembram práticas da Ditadura, período em que os militares construíram, de forma autoritária, grandes obras e projetos com importantes impactos socioambientais, como a inundação das Cataratas de Sete Quedas, a construção das barragens de Tucuruí e outras, a estrada Transamazônica, e a usina nuclear de Angra dos Reis.

Essas obras foram realizadas, passando-se por cima da sociedade, dos povos indígenas, de populações ribeirinhas, dos atingidos por barragens e do respeito ao meio ambiente, todos vistos como obstáculos ao desenvolvimento.

Impactos da obra

O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da usina hidrelétrica de Belo Monte, apresentado pelos empreendedores, durante as audiências públicas, continha diversas falhas.

Veja: Belo Monte: pouca energia para muitos danos

Dentre os erros, foram indicados: a omissão de impactos socioambientais, falta de previsão sobre formas de compensar as famílias que serão impactadas pela obra e superestimação da energia e dos empregos que serão gerados pelo empreendimento. As lacunas foram apresentadas por pesquisadores, Ministério Público e sociedade civil organizada.

Um Painel de Especialistas, formado por 38 estudiosos dedicados a analisar o EIA/Rima da usina, identificou que impactos descritos no projeto subestimam as populações urbanas e rurais que serão afetadas pela obra e também desconsideram as conseqüências socioambientais do projeto no trecho do rio que terá sua vazão reduzida.

Segundo os estudiosos, cerca de 3/4 ou 100 km da Volta Grande [do Xingu] serão submetidos a condições de uma falta de água severa com a construção da usina, o que irá prejudicar o aproveitamento do rio pela população local, para pesca e navegação. Além disso, o empreendimento irá gerar o inchaço das cidades do entorno da obra, e não foram previstos recursos para a ampliação da oferta de serviços públicos nesses locais.

Além de gerar desmatamento de 516 km² de floresta amazônica, que serão inundados com a construção da barragem, a obra, a partir da mudança da vazão do rio Xingu, levará à destruição da biodiversidade de fauna e flora existentes no trecho previsto para a instalação da usina.

Por esses motivos, e também devido à falta de consulta prévia às comunidades indígenas que serão atingidas pelo empreendimento, Belo Monte foi denunciada à ONU por movimentos sociais e organizações defensoras dos direitos humanos.
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12 de março de 2010

GLAUCO: Que o nosso Pai Celestial te receba com todo amor que mereces


Abaixo, a história deste líder, que confunde-se com a história da Igreja Céu de Maria,  por Inês Castilho 

Os Traços do Espírito

Conhecido como cartunista de humor, o criador do Geraldão, da Dona Marta, do Zé do Apocalipse e do Casal Neuras aprendeu a sonhar com Castañeda e tornou-se um líder espiritual do Santo Daime.


Ferve o caldeirão de raças e culturas brasileiras. De um lado, o culto do Santo Daime, criado na Amazônia dos anos 30 pelo negro maranhense Raimundo Irineu Serra. De outro, a febril atividade da imprensa alternativa do Rio de Janeiro e de São Paulo, na luta contra a ditadura militar. Como imaginar que histórias tão dessemelhantes viessem a se encontrar, miscigenar, dar frutos? Pois assim sucedeu. E a costura foi feita por Glauco Vilas Boas, o Glauco.


Pouca gente sabe mas o criador do Geraldão, do Geraldinho, do Casal Neuras, da Dona Marta, do Zé do Apocalipse, do Doy Jorge, do Netão, da Picadinha, d'Ozetês, o cartunista das charges políticas, publicado pela Folha de S.Paulo desde 1977-"são 26 anos, vixe!" - tornou-se um líder espiritual. Juntou um povo e ergueu uma igreja do Santo Daime no Morro de Santa Fé, próximo do Pico do Jaraguá, na Grande São Paulo, pela qual já passaram milhares de pessoas. "Muita gente se conheceu dentro do salão e se casou - já são mais de 20 crianças exclusivas da igreja Céu de Maria", diz, satisfeito. E resume, certeiro: "É uma faculdade da Nova Era."



As mãos de Deus estão tecendo a rede. Mexendo o doce. Desde quando a história começou, em 1993 - numa casinha no bairro do Butantã, depois numa maior, na entrada da Cidade Universitária, até chegar a esse morro -, o ponto foi se firmando, virou igreja e, em 2000, acabou escolhida igreja oficial de São Paulo. Uma irmandade está indo morar à sua volta. "É um condomínio de daimistas", explica Glauco. "Batizado de Vila Astral pelo Padrinho Alfredo." Padrinho Alfredo, filho do Padrinho Sebastião, comanda a doutrina desde a morte do pai, em 1990. "É isso aí, não tem mistério", diz ele.

Mistério tem. Porque a história começou muito antes, quando ele aprendeu a sonhar. Glauco relata coincidências. Agradece a sorte (mas sorte é poder pessoal, diz Carlos Castañeda). Sorte de ter encontrado, ainda em Jandaia do Sul, Paraná, onde nasceu, um amigo que lhe apresentou o Pasquim e os Beatles, e com quem criou seus primeiros quadrinhos. De ter topado com dois mestres do jornalismo logo que chegou a Ribeirão Preto, interior de São Paulo. De ter sido premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 1977, justo quando todo seu panteão - Henfil, Angeli, Jaguar, Millôr, Ziraldo, os Caruso - fazia parte do júri. De ter sido hospedado pelo Henfil e adotado pelo Angeli ao chegar a São Paulo.


Em 1975, 18 anos, Glauco foi morar em Ribeirão e logo deu as caras no jornal editado por José Hamilton Ribeiro. "A cidade tinha uma safra de feras - o Sérgio de Souza, depois do Bondlinho, também foi para lá montar um jornal alternativo." (Para quem não sabe, José Hamilton Ribeiro fez a cobertura, pela Realidade, da Guerra do Vietnã. Sérgio de Souza, o Serjão, foi seu companheiro de Realidade e é o criador da revista Caros Amigos.)

Zé Hamilton Ribeiro lhe ofereceu emprego. "Foi meu primeiro padrinho", diz Glauco, que já tinha dois personagens, Rei Magro e Dragolino. "Eles passavam o dia todo queimando um", lembra. Zé Hamilton também se recorda. "Percebi que estava diante de alguém especial - o artista capta sinais que a gente, comum, não percebe. Sua presença física já era de oposição." Sobre o Glauco e o amigo Sérgio de Souza, diz: "Bom mesmo são as pessoas que conseguem fundar sua própria igreja - não sobre pilares de ouro, pois essas podem ser roubadas, mas sobre os pilares do espírito".

Outros padrinhos se seguiram. O cartunista Angeli, que editava o Vira Lata no folhetim dos tempos do Tarso de Castro, começou a publicar seu trabalho. O Henfil, sua maior influência desde que conheceu o Pasquim, o hospedou durante nove meses. "Estou falando com Deus, pensava, quando conheci o Henfil. Os Fradinhos, aquele traço todo solto, o uso do palavrão - o trabalho dele era um avanço muito grande."

Na sombra do cartunista, contudo, nascia o sonhador. Glauco aprendeu a sonhar consciente com o livro A Erva do Diabo, de Carlos Castañeda. "Através das instruções dele passei a sair do corpo e a comprovar que estive em certos lugares - perdi muito tempo com isso. Eu ia lá na frente da redação do jornal, sonhando, ia lá e decorava o número do poste, numa plaquinha. Acordava e ia correndo ver - estava lá! Passei uma época obcecado em convencer minha razão."

Foi quando sonhou com o Padrinho Eduardo, que ainda não conhecia. No sonho um índio dizia, dirigindo-se a uma multidão diante dos dois - olha, é ele quem vai levar vocês. Acordou achando que tinha sonhado com Dom Juan Matus, o feiticeiro yaqui de quem Castañeda foi aprendiz. "Parecia um inca - um narigão, baixinho, atarracadinho... nunca esqueci aquele véinho." Foi a sinalização do caminho para o Santo Daime.



Com The Teachings of Don Juan (título original e mais sensato de A Erva do Diabo), o antropólogo Carlos Castañeda abria, em 1968, uma corrente de atenção para as plantas de poder dos índios americanos. "Ele devolveu um valor que estava sendo deixado de lado, que é prestar atenção nas plantas professoras dos nossos caboclos." Muita gente considerava aquilo alienante. Mas Glauco, cartunista de esquerda, convivia também com o Budismo, com Osho... "A antropofagia me ensinava a possibilidade de freqüentar todas essas linhas."


A oportunidade de conhecer o Daime sempre lhe escapava. Até que um dia... "baixou o Zé do Apocalipse numa roda de bar e comecei a alugar o povo com disco voador, Eubiose, Dorn Bosco, Smetack, Madame Blavatsky, Rudolf Steiner, o Brasil sendo a pátria da Nova Era pela mistura das raças. A moçada pensando: esse cara é doido! Fiquei meio puto e intimei meus guias - vocês têm dez minutos para mandar um veio de luz para me ajudar, falei com meus botões. E fiquei olhando o relógio." No final do tempo chegou Leo Christo, psicólogo mineiro, irmão do Frei Betto." Estava te esperando desde a índia, veio", o Glauco disse para ele - que só relaxou quando soube que se tratava do criador do Geraldão.


Era 1989 e o Leo lhe apresentou o Daime. Glauco começou a freqüentar a comunidade de Visconde de Mauá, na fronteira do Rio com Minas Gerais, liderada pelo escritor, poeta e ex-guerrilheiro Alex Polari de Alverga. Com ele foi ao Céu do Mapiá, a comunidade-mãe do Santo Daime, na Amazônia. E foi lá, no primeiro trabalho de que participou, que viu Padrinho Eduardo, o véinho do sonho. "Entendi que aquilo de ele dizer, no sonho, para a multidão – “é ele quem vai levar vocês...” — significava que eu ia levar um povo para o Mapiá. E criei coragem para abrir um ponto do Daime."


Glauco inaugurou um grupo de estudos, o que causou certo incômodo nos daimistas de São Paulo." Mas devagarinho o pessoal entendeu que vinha chegando uma moçada com o meu jeitão - estudantes, o pessoal da night, os viciados, toda a fauna paulista. O sonho era a procuração para me dar coragem." O ponto em frente à USP exigiu mesmo muita coragem. Quando foi alugada, a casa estava ocupada por meninos de rua. Na frente dela trabalhavam prostitutas e travestis. A cada trabalho os vizinhos chamavam a polícia. Um clima meio dark, digamos.


"Mas tinha uma luz que transcende essa trevinha", diz Glauco. "Era o amor do Cristo, mesmo, que eu sentia. Quando abri o portão daquela casa tinha dez meninos de rua ali no fundo, numa fuinha, atocaiada. Um pacotinho, de presente, pronto para começar o trabalho. Lembrei-me do banquete do Cristo, quando Ele convidou todo mundo, mas estavam todos ocupados com seus negócios. E aí Ele chamou o povão, os simples, os desvalidos. Quando o Céu de Maria abriu ali, senti que tinha a força da caridade contra a miséria humana. Dois daqueles meninos estão comigo até hoje."

Glauco colheu ali o seu povo. "Chegaram os artistas, a turma da Vila Madalena." E as mulheres. Primeiro a Kiki, madrinha da Flor das Águas, igreja pioeira de São Paulo. Em seguida, as irmãs Paula e Bia, que se tornaram o esteio da casa. Depois as irmãs Silvia e Lu, filhas do Serjão de Souza.





Na FM do astral

Com a união entre Bia e Glauco, firmava-se a igreja. "A Bia me ajudou muito a chegar a esse grau do Céu de Maria", diz Glauco. "A Juliana também, ela segurou o canto, junto com a Gercila, do Mapiá." O Céu de Maria cresceu e se mudou para o Pico do Jaraguá. Glauco e Bia construíram ao lado da igreja uma casa que está sempre cheia de mapienses. Padrinho Eduardo, que já ficava muito em São Paulo, veio morar no condomínio com Tonho, o filho dele.

A energia que rege o Céu de Maria é feminina, diz Glauco. "Mestre Irineu recebeu a doutrina da Virgem Mãe, o Padrinho Sebastião falava da força e da firmeza das mulheres. A música aqui é firmada nas mulheres." A música é o elemento ritual que lhe é mais caro. O canto e os instrumentos - violão, flauta, percussão, o Glauco sempre na sanfona -são a base de um bom trabalho. "Se estiver desafinado.o couro come." Ele considera os hinos do Daime um tesouro musical. Seu hinário, o Chaveirinho, traz os hinos ofertados pêlos padrinhos e os 37 que recebeu até agora (no Daime, hinos não são compostos, mas "recebidos").

O culto do Santo Daime, que consagra o uso da ayahuasca, tem raízes na imemorial utilização de plantas de poder pelas tribos indígenas da América, nos rituais de xamanismo, nos movimentos messiânicos do Brasil e nas formas de produção não-capitalista incrustadas no sistema. Há vários livros publicados sobre o assunto. Podem também ser encontrados os relatórios do Conselho Federal de Entorpecentes, elaborados nas ocasiões em que foi chamado a deliberar, e sempre liberou, o uso dessa substância psicoativa em rituais coletivos.


O chá, feito das plantas professoras Banisteriopsis caapi (cipó) e Psychotria viridis (folha rainha), tem reconhecido poder de cura, particularmente da dependência de drogas, álcool, nicotina. "É um dos poucos lugares onde o pessoal consegue se recuperar do crack, uma droga devastadora. Já existem muitos depoimentos de pessoas que se curaram aqui", afirma Glauco. Há também relatos de estabilização de casos de Aids e câncer. "A cura todos vivem, seja ela física, mental ou espiritual. Se você está harmonizado, o Daime lhe mostra realidades muito finas, superiores. Mas enquanto não arruma a casa não dá para sintonizar naquela FM do astral", diz.

Glauco considera que estamos vivendo, há tempos, um apocalipse ambiental. Mas tem esperança na consciência que vê despertar no mundo. "Vai que, de repente, vira e o povo começa a dar valor a essa cultura que sempre negou, acho que dá tempo de mudar." Sua ligação com os índios é forte. Os dois filhos, ambos com 18 anos, têm nomes indígenas - Ipojucam e Raoni, este já iniciado na doutrina. "O Daime é uma floresta concentrada. Quando entrei na mata pela primeira vez senti que era habitada, cheia de seres espirituais. Cada árvore derrubada tinha uma energia espiritual que não vai mais poder ser aparelhada. Mas acho que o Brasil ainda tem muita mata, dá para a gente acordar, para segurar esse povo."

por Inês Castilho
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22 de fevereiro de 2010

Nota de repúdio às notícias veiculadas pelas Revistas Veja e Isto É sobre a Ayahuasca


19/02/2010 - 21:51

Republicação da nota de repúdio às notícias veiculadas pelas Revistas Veja e Isto É sobre a Ayahuasca  

clique aqui para página original do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos – NEIP

Nós, pesquisadores do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos – NEIP (www.neip.info), com apoio dos abaixo-assinados, manifestamos nosso repúdio ao recente processo de desqualificação das religiões ayahuasqueiras brasileiras – em suas múltiplas tradições e vertentes –, que tem se dado através da veiculação de matérias obscurantistas e indutoras de juízos equivocados e preconceituosos. Referimo-nos à nota “Liberado” da Revista Veja (ed. 2150, 3/02/2010, não assinada) e à matéria “As Encruzilhadas do Daime” da Revista Isto É (ed. 2100, 5/02/2010, de Hélio Gomes). Reafirmamos: - O direito à liberdade religiosa e ao pluralismo religioso estão previstos na Constituição Federal do Brasil; - Estas religiões – o Santo Daime, a Barquinha e a União do Vegetal –, que nasceram no norte do país a partir da década de 30 do século passado, e depois se expandiram e se diversificaram em variadas manifestações nos centros urbanos, constituem legítima expressão cultural e religiosa; - Assim como outras práticas religiosas foram perseguidas no passado, como é o caso das religiões de origem africana, estes grupos têm sido sistematicamente perseguidos. É nosso dever combater a estigmatização das minorias religiosas; - O processo de regulamentação do uso da ayahuasca no Brasil é produto de um diálogo de mais de 25 anos entre governo, religiosos e estudiosos. A Resolução N. 1 do CONAD (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas), de 25 de janeiro de 2010, reflete este processo; - O modelo que o Brasil encontrou de lidar com este assunto polêmico é de certa forma pioneiro, tendo influenciado a legislação de vários países no mundo; - Não há evidências científicas nem empíricas de que o uso de ayahuasca por gestantes e crianças seja perigoso. Os direitos de ambos de participarem dos rituais estão garantidos desde a Resolução N. 5 do CONAD, de 4 de novembro de 2004, e devem ser salvaguardados; - Não há evidências científicas nem empíricas de que a ayahuasca cause dependência, muito menos de que seu consumo leve à morte; - O consumo de substâncias psicoativas faz parte da história humana. Devemos abandonar o modelo de debate público que se reduz a demonizá-lo; - O debate sobre o importante tema das religiões ayahuasqueiras deve ser ético, respeitar os princípios constitucionais, considerar o conhecimento já acumulado e não substituir a tolerância dialógica por preconceitos, acusações, estigmas e sensacionalismo.

Atenciosamente,

Beatriz Labate – Pesquisadora Associada ao Instituto de Psicologia Médica da Universidade de Heidelberg Edward MacRae – Professor do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBa Henrique Carneiro – Professor do Departmento de História da USP Julio Simões – Professor do Departamento de Antropologia da USP Sandra Goulart – Professora da Faculdade Cásper Líbero Maurício Fiore – Doutorando em Ciências Sociais pela UNICAMP Thiago Rodrigues – Doutor em Relações Internacionais pela PUC-SP Renato Sztutman – Professor do Departamento de Antropologia da USP Eduardo Viana Vargas – Professor do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMG Stelio Marras – Doutor em Antropologia pela USP Rafael dos Santos – Doutorando em Farmacologia pela Universidade Autônoma de Barcelona Matthew Meyer – Doutorando em Antropologia pela Universidade da Virgínia Maria Betânia de Albuquerque – Pós-Doutora pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra Clara Novaes – Doutoranda em Psicologia pela Universidade de Paris 5 Bruno Ramos Gomes – Mestrando pela Faculdade de Saúde Pública da USP Débora Carvalho Pereira – Doutoranda em Ciências da Informação pela UFMG José Eliézer Mikosz – Doutor em Ciências Humanas pela UFSC Isabela Oliveira – Professora da Faculdade de Comunicação Social da UNB Christian Frenopoulo – Doutorando em Antropologia pela Universidade de Pittsburgh Marcelo Simão Mercante – Pós-Doutorando em Antropologia pela USP Antonio Marques Alves – Mestre em Ciências da Religião pela PUC-SP Santiago López-Pavillard – Doutorando em Antropologia pela Universidade Complutense de Madri Sergio Vidal – Mestrando em Antropologia pela UFBA Wagner Lins Lira – Mestre em Antropologia pela UFPE Wladimyr Sena Araújo – Professor de História da Secretaria de Educação do Acre Maria de Lourdes da Silva – Professora de História da Faculdade de Educação da UERJ Pablo Rosa – Doutorando em Ciências Sociais pela PUC-SP Osvaldo Fernandez – Pós-Doutorando em Antropologia Urbana e da Saúde na Universidade de Columbia Stella Pereira de Almeida – Pós-Doutora em Psicologia pela USP Gabriel de Santis Feltran – Professor do Departamento de Sociologia da UFSCar Isabel Santana de Rose – Doutoranda em Antropologia pela UFSC Frederico Policarpo – Doutorando em Antropologia pela UFF-RJ Jardel Fischer Loeck – Doutorando em Antropologia pela UFRGS Brian Anderson – Graduando em Medicina pela Universidade de Stanford Luciana Boiteux – Professora Adjunta de Direito Penal da UFRJ Laércio Fidelis Dias – Doutor em Antropologia pela USP Cristiano Avila Maronna – Doutor em Direito Penal pela USP Manuel Villaescusa – Mestre em Psicoterapia Humanista pela Universidade de Middlesex Denizar Missawa Camurça – Bacharel em Biologia pela UnG Maria Clara Rebel Araújo – Doutoranda em Psicologia Social pela UERJ Alexandra Lopes da Costa - Pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Tom Valença – Doutorando em Ciências Sociais pela UFBa Alexandre Camera Varella – Doutorando em História pela USP Lucas Kastrup Fonseca Rehen – Doutorando em Ciências Sociais pela UERJ Guillaume Pfaus – Doutorando em Etnologia Urbana pela Universidade Aix-Marseille Arneide Bandeira Cemin – Professora do Departamento de Antropologia da Univerisidade Federal da Rondônia Gabriela Ricciardi - Doutoranda em Ciências Sociais pela UFBa José Ricardo Gallina - Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA Apoiam: Luiz Eduardo Soares – Professor do Departamento de Ciências Sociais da UERJ Miriam K A Guindani – Professora das Faculdades de Serviço Social e Direito da UFRJ Roberta Uchoa – Professora do Departamento de Servico Social da UFPE e membro do Grupo Multisciplinar de Trabalho sobre a Ayahuasca do CONAD Mauro Almeida – Professor do Departamento de Antropologia da UNICAMP Salo de Carvalho – Professor de Direito Penal e de Criminologia da PUC-RS Clodomir Monteiro – Presidente da Acadêmia Acreana de Letras Pedro Strozenberg – Diretor Executivo do Instituto de Estudos da Religião Marilson Santana – Professor de Direito da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ Sérgio Seibel – Pesquisador Associado do Departamento de Medicina Legal, Bioética e Saúde Ocupacional da Faculdade de Medicina da USP Sonia Francine Gaspar Marmo – Membro da Executiva Estadual do Partido Popular Socialista José Murilo Jr. – Coordenador de Cultura Digital da Secretaria de Políticas Culturais do MinC Daniela Piconez – Diretora da Rede Brasileira de Redução de Danos Luiz Paulo Guanabara – Diretor Executivo da Psicotropicus – Centro Brasileiro de Política de Drogas José Eisenberg – Professor do Departamento de Teoria do Direito da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ Leilah Landim – Professora Associada na Escola de Serviço Social da UFRJ Newton Guimarães Cannito – Doutor em Cinema pela USP Maria Teresa Araújo Silva – Professora do Departamento de Psicologia Experimental da USP José Jorge de Carvalho – Professor do Departamento de Antropologia da UNB José Guilherme C. Magnani – Professor do Departamento de Antropologia da USP Robin Wright – Professor Titular Aposentado do Departamento de Antropologia da UNICAMP Edilene Coffaci de Lima – Professora do Departamento de Antropologia da UFPR Mariana Pantoja – Professora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFAC Maria Filomena Gregori – Professora do Departamento de Antropologia da UNICAMP Jaco Cesar Piccoli – Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFAC John Manuel Monteiro – Professor do Departamento de Antropologia da UNICAMP Sylvia Caiuby Novaes – Profesora do Departamento de Antropologia da USP Edmundo Pereira – Profesor do Departamento de Antropologia da UFRN Bruno César Cavalcanti – Professor do Instituto de Ciências Sociais da UFAL Rose Hikiji – Professora do Departamento de Antropologia da USP Gilberta Acselrad –– Coordenadora do Núcleo de Estudos Drogas/Aids e Direitos Humanos – Laboratório de Política Públicas da UERJ Pedro de Niemeyer Cesarino – Pós-Doutorando em Letras pela USP Julio Delmanto – Coletivo DAR – Desentorpecendo a Razão Rosa Melo – Doutoranda em Antroplogia pela UNB Walter Dias Jr. – Mestre em Antropologia pela PUC-SP Claudio Alvarez Ferreira - Mestre em Ciências da Religião pela PUC-SP José Augusto Lemos – jornalista Afrânio Patrocínio de Andrade – Doutor em Direito pela Universidade do Museu Social Argentino Sérgio Brissac – Doutor em Antropologia pelo Museu Nacional – UFRJ Paulo Moreira – Doutorando em Antropologia UFBA Messias Basques – Mestrando em Antropologia Social pela UFSCar-SP Jussara Rezende Araújo – Professora de Projetos Educacionais da Universidade Federal do Paraná – Setor Litoral Fábio Mesquita – Médico, Doutor em Saúde Pública pela USP Marcelo Bolshaw – Professor do Departamento de Comunicação Social da UFRN Luiz Assunção – Professor do Departamento de Antropologia da UFRN Walter Moure – Doutor em Psicologia Clínica pela USP Bruno Torturra Nogueira – Repórter Especial da Revista Trip Marcos Messeder – Professor do Departamento de Educação da Universidade do Estado da Bahia Wagner Coutinho Alves – Secretário da Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos – ABESUP Patrícia Paula Lima – Doutoranda em Etnomusicologia pela Universidade de Aveiro Luiz Antonio Martins – Babalorixá de Umbanda João Pedro Chaves Valladares Pádua - Diretor Jurídico Psicotropicus – Centro Brasileiro de Política de Drogas Marcelo Ayres Camurça – Professor do Departamento de Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora Ilana Goldstein – Doutoranda em Antropologia pela UNICAMP Rachel Stefanuto – Professora do Instituto de Geociências da Unicamp Marco Tromboni – Professor do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBa Thaís Seltzer Goldstein – Doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP Marcus Athaydes Liesenfeld - Professor do Campus Floresta Universidade Federal do Acre

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3 de fevereiro de 2010

Outros habitantes de Cruzeiro do Sul



Resultado de pesquisa mostra nove espécies de primatas dentro da área urbana da cidade:

Cruzeiro do Sul pode se considerar uma cidade privilegiada. Pelo menos no quesito macacos urbanos. São vários e de várias espécies, convivendo junto com a população da zona urbana. É o que constatou o projeto: “Lavantamento da Ocorrência de Primatas Não-humanos nas Zonas urbana e periurbana de Cruzeiro do Sul – AC, através de entrevistas semi-estruturadas” de autoria da aluna formanda do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas, Anne Jamille Araújo, que percorreu a cidade e coletou mais de 50 entrevistas que relatam a presença dos macacos dentro da zona urbana e periurbana da cidade, em bairros como Tiro ao Alvo, Cruzeirinho e Nossa Sra. das Graças.


Macaco-soim do vermelho, do branco e do preto, soim-bigodeiro, macaco-da-noite, zogue-zogue, leãozinho, mico-de-cheiro e, nos locais mais afastados, o parauacú, são as qualidades de macacos relatadas pelos moradores como sendo os seus “vizinhos”. O soim-vermelho e o leãozinho, considerado o menor macaco do mundo, são os mais citados pelos moradores. Em alguns locais, em fragmentos inseridos na malha urbana, existe uma associação entre bandos de soim-vermelho e soim-preto, também conhecido como soim-do-bigode-branco.



O Brasil tem o maior número de espécies de primatas do mundo, sendo a Amazônia a região de maior diversidade. São 120 espécies e subespécies de primatas distribuídas por toda Amazônia Brasileira. Aqui às margens do Rio Juruá, é possível encontrar 16 espécies. O estudo constatou que mais da metade destas vivem dentro da zona urbana e periurbana da cidade, por este motivo, estão ameaçadas pela supressão, retirada de seu habitat, sua moradia, que são as florestas. A destruição ou fragmentação de habitats é a principal causa de extinção de espécies na atualidade e é causada principalmente pela ação do homem.


Em diversas cidades, e em Cruzeiro não parece ser diferente, a urbanização desorganizada está resultando na diminuição ou no total desaparecimento dos fragmentos florestais, tornando a sobrevivência das espécies de primatas e outros mamíferos ameaçada. Portanto, uma das conclusões do trabalho indica que é de suma importância a recuperação e manutenção das matas ciliares no fundo dos vales, protegendo os igarapés e suas margens, formando corredores ecológicos para os animais de vida silvestre.



Os resultados do trabalho ainda sugerem a instalação de pontes de corda, a fim de ligar fragmentos mais prioritários, pois em diversos pontos a pesquisadora constatou que os macacos andam pelo chão, atravessando ruas ou avenidas, na tentativa de atravessar entre um fragmento e outro, ficando expostos ao perigo dos atropelamentos ou do ataque de cães. As pontes servirão de ligação física para os primatas e outros animais silvestres, na travessia entre os fragmentos.


Além da proteção dos fragmentos e das margens dos igarapés, da instalação de pontes para travessia dos macacos, a pesquisadora indica que é de necessária urgência a promoção de projetos e programas de Educação Ambiental nas escolas e comunidades locais, divulgando a ocorrência de primatas dentro do ambiente urbano da cidade, a fim de formar cidadãos antenados com o futuro da cidade.


A apresentação dos resultados da pesquisa será no dia 10 de fevereiro, no segundo piso da Biblioteca do Campus Floresta da Universidade Federal do Acre.
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2 de fevereiro de 2010

Treze anos sem Chico Science


Em 1997 estava eu em Recife, curtindo uma prainha após um Encontro Nacional de Estudantes de Biologia. No dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá e de Nossa Sra. Navegantes, recebemos uma notícia que parou Recife: morria, de acidente de carro, Chico Science, o maior expoente do manguebeat, poeta, louco, mestre, Sr. do maracatu, filósofo da lama. Morria aquele que impressionou e arrebatou uma multidão de fãs pelo Brasil inteiro, integrantes da geração manguebeat.

Esta semana inaugura uma exposição, no Itaú Cultural - SP chamada 'Ocupação Chico Science', com imagens, músicas e filmes relacionados ao Chico, como esta foto que aparece acima, ao lado de Antônio Nóbrega, poucos dias antes de falecer (retirada do site do G1), e no ensaio da Trilha sonora de "Baile Perfumado". Momento de prestigiar e relembrar esta figura emblemática da Cultura Nordestina e de nossas vidas.

Hoje seguirei ouvindo aqui Afrociberdelia. Valeu Chico do foguete nos pés!

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31 de janeiro de 2010

Adiós, Llorona


Em Montreal, Canadá: domingo 3 de janeiro de 2010

A cantora Lhasa de Sela faleceu em sua casa, Montreal, na noite de 1 de janeiro de 2010, pouco antes da meia-noite. Ela sucumbiu ao câncer de mama depois de vinte e um meses de luta, que enfrentou com coragem e determinação. Durante todo este período difícil, ela continuou a tocar a vida daqueles ao seu redor com a sua característica graça, beleza e humor. A força de vontade dela levou-a novamente para o estúdio de gravação, onde concluiu seu mais recente álbum, seguido pelo lançamento recorde de sucesso em Montreal, no Théatre Corona e em Paris, no Théâtre des Bouffes du Nord. Dois shows na Islândia talvez fossem os últimos. Ela foi forçada a cancelar uma longa turnê internacional agendada para o Outono de 2009. Um álbum projetada das canções de Victor Jara e Violeta Parra, também permanecem não realizados.

Lhasa de Sela nasceu em 27 de setembro de 1972, em Big Indian, Nova York. Teve um infância nômade junto aos pais e irmãos, rodando pelo México e Estados Unidos. Durante este período as crianças improvisavam, tanto teatral e musical,todas as noites. Lhasa cresceu em um mundo impregnado com a descoberta artística, longe da cultura convencional.

Mais tarde Lhasa tornou-se o artista excepcional que o mundo inteiro descobriu, em 1997, com La Llorona, seguido por 2003's The Living Road, e 2009 o auto-intitulado Lhasa. Estes três álbuns já venderam mais de um milhão de cópias no mundo inteiro.

É difícil descrever a sua voz única e presença de palco, o que lhe rendeu status de ícone em muitos países em todo o mundo, mas alguns jornalistas têm descrito como apaixonado, sensual, indomável, concurso, profundo, perturbador, encantadora, hipnótica, silenciosa, poderosa , intenso, uma voz para todos os tempos.

Lhasa tinha uma forma única de se comunicar com seu público. Ela se atreveu a abrir seu coração no palco, permitindo que seu público vivesse uma experiência íntima de ligação e comunhão com ela.  

Um velho amigo de Lhasa, Jules Beckman, ofereceu as seguintes palavras: "Nós sempre ouvimos algo ancestral vinda através dela. Ela sempre falou do limiar entre os mundos, fora do tempo. Ela sempre cantava a tragédia humana e o triunfo. Ela colocou a sua vida aos pés do Invisível ".  

Nos dias posteriores à morte da cantora, nevou mais de 40 horas em Montreal.
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