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18 de outubro de 2009

Acre convoca população para compor plano de águas


Local: Brasília - DF
Fonte: WWF Brasil
Link: http://www.wwf.org.br


O Governo do Estado do Acre lança, hoje (15/10), em Rio Branco, um kit de materiais de comunicação que irá apoiar a elaboração participativa do Plano Estadual de Recursos Hídricos, uma experiência inédita no Brasil no que tange à gestão das águas em nível estadual.

O kit – produzido com apoio do WWF-Brasil – inclui uma cartilha, destinada aos agentes multiplicadores do processo, um folder explicativo e quatro spots de rádio para veiculação no estado. A cartilha será utilizada para treinamento em 66 comunidades, sendo 44 em áreas críticas de conservação e outras 22 em áreas conservadas. Cerca de 150 multiplicadores participarão de todo o processo de treinamento e informação da população.

Os spots de rádio têm como objetivo informar a população em geral – com anúncio sobre a construção participativa do plano – , produtores rurais, população urbana e gestores públicos – com uma convocação específica destes três últimos públicos à participação efetiva no processo.

De acordo com Glauco Freitas, coordenador substituto do Programa Água para a Vida, a expectativa do WWF-Brasil é de que, feito o diagnóstico das águas no Acre, o Plano Estadual de Recursos Hídricos venha reforçar programas e ações para conservação e recuperação das bacias e, principalmente, apresente propostas de adaptação frente aos possíveis impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos.

“Além disto, é importante que o Plano esteja integrado com o Zoneamento Econômico Ecológico, harmonizando diretrizes de uso de solo e de água nas microbacias do estado”, destacou Glauco.

O Plano Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Acre será o primeiro da Amazônia, uma região em que ainda não são graves nem tão urgentes a escassez e os conflitos por recursos hídricos. Glauco Freitas destacou a postura proativa do governo do Acre que elege a gestão de recursos hídricos como questão importante e se antecipa aos impactos eventualmente causados pelas mudanças climáticas, que poderão mudar drasticamente o cenário atualmente confortável da região no que tange à água, como se viu durante a seca de 2005.

Anseios e saberes
Para o técnico especializado do WWF-Brasil Angelo Lima, responsável pelos projetos demonstrativos de governança da água na ONG, é importante que o Plano tenha uma excelente participação da sociedade e possa refletir os desejos e anseios da população acreana, com relação aos desafios e oportunidades para a gestão das águas.

“É importante que o Plano também tenha a percepção social. Além dos estudos técnicos, é preciso integrar saberes para que a sociedade acreana possa se sentir parte deste processo”, disse Angelo, lembrando que, no caso do Acre, é preciso levar em consideração as comunidades indígenas, e também o fato de que o Rio Acre é transfronteiriço, ou seja, passa por três países (Bolívia, Peru e Brasil). A expectativa do governo acreano é a de que o plano seja concluído até julho de 2010. Neste caso, o técnico alerta para que a implementação tenha início logo em seguida. “Diversos planos não consideram, de forma apropriada, a sua implementação e é fundamental dar atenção a esta fase”.

O técnico especializado do WWF-Brasil em Cuiabá, Alberto Tavares Pereira Júnior, acredita que existe um aspecto inovador nessa ação que é a garantia da participação da população através da divulgação ampla pelos meios de comunicação do processo de elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos. “Isto mobilizará a sociedade a contribuir ativamente nas etapas de construção do plano e não somente tomar conhecimento do que já estaria pronto”, avalia.

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16 de outubro de 2009

Retrospectiva Universidade da Floresta 5 anos. Parte 1.


Este ano o Curso de Letras da Universidade Federal do Acre comemora 20 anos. O ensino regular no processo de interiorização da UFAC começa em 1989, aqui em Cruzeiro do Sul, com a criação do Curso de Letras. Mais além o Curso de Pedagogia é criado. Anos depois, com o Projeto da Universidade da Floresta, novos cursos são somados aos já existentes. O processo para definição de quais cursos foi democrático e contou com a participação popular, nos Fóruns dos Povos da Floresta e Reuniões da Universidade da Floresta em Cruzeiro do Sul.

No prédio do Bairro Eletroacre foi a primeira sede do Campus Floresta - nome dado ao novo Campus da UFAC. Aqui onde tudo começou. Em março de 2006 iniciam as aulas dos cursos de Enfermagem, Engenharia Florestal, Ciências Biológicas. Tem continuidade os cursos de Letras e Pedagogia.


Esta foi a primeira sala administrativa do Centro Multidisciplinar, e de todas as novas coordenações dos cursos recém criados.

Havia no Canela Fina - bairro distante 12km do Centro - precárias instalações construídas em 2002 para abrigar os cursos de Letras e Pedagogia que acabaram não sendo utilizadas. A imagem acima é de janeiro de 2006.

Tem-se início em maio de 2006 a reforma dos prédios existentes e a construção de novos prédios, que em bem pouco tempo já se mostraram insuficientes para abrigar todo o corpo administrativo e a quantidade de novos alunos.


A Reforma foi acelerada com diversos prédios sendo construídos. O estacionamento foi o último e talvez por isso, ou apesar disto, não previram nenhuma árvore. Depois de 3 anos já podíamos ter sombra.
Obras do prédio de salas de aula, maio de 2006, Campus Floresta, Cruzeiro do Sul Acre.

Na época um principal obstáculo devia ser superado, o acesso. Foi superado em partes, é tudo asfaltado mas o serviço de transporte público ainda é muito precário.


Uma vista aérea do Campus Floresta em julho de 2006.

O prédio da Biblioteca em 2007 quando foi construído. É a maior biblioteca do oeste do Acre.

Vista da fachada geral do Campus, em 2008. Neste ano inicia a construção dos prédios novos de salas de aula mais laboratórios didáticos. Mas esta história é um outro post.

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14 de outubro de 2009

Tataraneta de Darwin refaz percurso do biólogo no Brasil

13/10/2009 - 20h31
Fonte: Agência Estado

Rio - O veleiro holandês Clipper Stad Amsterdam, que há quarenta e cinco dias começou a refazer o percurso traçado por Charles Darwin há 178 anos, aportou no Rio de Janeiro. Um grupo de biólogos, do qual faz parte a tataraneta do naturalista, Sarah Darwin, quer chamar a atenção para a importância da preservação da natureza.
"Se, muitos há anos atrás, Darwin descreveu a origem das espécies, hoje estamos preocupados com a preservação das espécies e o ambiente em que vivem", disse Johan van de Gronden, diretor da ONG WWF, um dos patrocinadores do projeto.

A viagem está sendo gravada e apresentada em 35 episódios em canal de tevê da Holanda e da Bélgica. Além da equipe de produção da série, cerca de 50 pesquisadores de várias partes do mundo, entre paleontólogos, biólogos e até mesmo teólogos, visitam o barco e tratam de temas que tenham a ver com os estudos de Darwin.

"A discussão entre a Teoria da Evolução e o Criacionismo é perda de tempo. O importante é preservar a partir de agora. A humanidade não tem o direito divino de destruir a natureza", defende Sarah.

O veleiro vai percorrer 12 países, com quatro paradas no Brasil, exatamente como Darwin fez - a diferença é que o naturalista viajou por cinco anos, o grupo fará o trajeto em sete meses. "Ele visitou vários lugares importantes, viu as formações rochosas de Cabo Verde, fósseis de animais gigantes na Argentina, as aves de Galápagos. Mas pode-se dizer que as passagens de Darwin pela Mata Atlântica foram as mais importantes. É uma floresta tão diversa. Em um hectare há mais espécies de árvores do que em toda Grã-Bretanha", compara.

No Brasil, as primeiras paradas da equipe foram em Fernando de Noronha e Salvador - onde foi preciso viajar mais três horas de carro para se chegar à floresta. No fim da semana, o veleiro parte para a Argentina.
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7 de outubro de 2009

Cruzeiro do Sul fabrica a melhor farinha do País

Da Agência Amazônia de Notícias

TER, 06 DE OUTUBRO DE 2009 08:44

Mas a comercialização não compensa o esforço dos pequenos produtores, lamenta o prefeito

MONTEZUMA CRUZ
montezuma@agenciaamazonia.com.br

CRUZEIRO DO SUL, AC – Alto-falantes das lojas anunciam as ofertas na manhã de sábado nesta movimentada cidade do extremo-oeste brasileiro. "Venha participar do arraial de ofertas da Cruzeirense. Temos os melhores planos para você", ouve-se num deles. São 8h e o comércio está com todas as portas abertas, apresentando promoções numa mistura de sotaques de locutores nativos e de sulistas.

serieac070809bNa segunda cidade mais importante do Acre, onde se fabrica a melhor farinha de mandioca do Brasil, a goma custa R$ 5 o litro, farinha é vendida a R$ 65 a saca de 50 quilos, beiju e tapioca a R$ 1 e R$ 2 a unidade, em tamanho pequeno e grande; e a farinha de coco a R$ 120. Cruzeiro do Sul é chamada de "meca da farinha", um reconhecimento manifestado por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no estado e de Cruz das Almas (BA).

A farinha vendida nos cinco mercados municipais de Cruzeiro vem das colônias pelos ramais (vicinais) de chão batido, acomodada no chão das camionetes paus-de-arara ou em carros particulares e pequenas embarcações. Alcança, por rodovias e embarcações fluviais, os estados de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas.

Torrada duas vezes

Cruzeiro do Sul fica no Vale do Juruá, a cerca de 700 quilômetros de Rio Branco, é a porção nordestina mais expressiva do Acre. Aqui, seus pequenos fabricantes utilizam a matéria-prima com um jeito especial. "A farinha de coco é torrada duas vezes e demora mais" explica dona Maria Gomes de Oliveira, 60 anos, mãe de 12 filhos "todos vivos", quase todos farinheiros. Ela tem banca no Mercado Samambaia e recebe o produto da Colônia Belo Jardim, na saída para o município de Rodrigues Alves.

"Em média, cada produtor fabrica três a quatro sacas por dia. Tem qualidade muito boa, tanto que sempre vendem outras farinhas por aí, como se fosse a nossa", explica Cleomildo Cunha, 53, encarregado da administração dos mercados.

Pesquisa Mensal da Cesta Básica divulgada no mês passado pelo Governo do Acre indicou redução de 24,2% no custo dos alimentos no índice acumulado de julho e agosto em Cruzeiro do Sul. Na comparação com julho, o gasto com a cesta básica caiu 15,92% em agosto, confirmando o impacto positivo da reabertura da rodovia BR-364.

serieac070809Secretário de agricultura
quer diversificar produção

CRUZEIRO DO SUL – Mesmo com incentivos oficiais e a breve construção da extensão do Núcleo de Tecnologia da Mandioca pela Embrapa, o prefeito Vagner Sales reuniu-se com gerentes do Ibama e do Instituto Chico Mendes, para buscar alternativas agrícolas. Não significa um cansaço da farinha, mas a oportunidade para se abrir nova frente de comercialização, ele admite. O prefeito também quer incentivar o plantio de açaí e cupuaçu.

Com sede em Rio Branco, o núcleo é um projeto viabilizado por uma emenda parlamentar individual de R$ 5,8 milhões do deputado Fernando Melo (PT-AC). Suas atividades consistirão na promoção de treinamento, uso e manutenção de microtratores e trituradora de capoeira, e transferência de tecnologia aos pequenos agricultores do Juruá. "Proponho o aproveitamento múltiplo da raiz e principalmente da parte aérea da planta, que rende manipueira (líquido leitoso da mandioca), mas há anos é desperdiçada nesta região e também no Vale do Purus", explica o deputado.

Baixa cotação

Numa das reuniões para ouvir os agricultores, o secretário municipal de Agricultura Erni Dombroswski avaliou com 370 famílias da Reserva Extrativista do Rio Liberdade, a possibilidade de escoamento da safra com transporte custeado pelo município. Moradores das localidades de Uruburetana, Carlota de Baixo, Carlota de Cima e Tatajuba já se beneficiam disso. Eles mandam para o porto de Cruzeiro toda a produção agrícola num barco com capacidade para 12 toneladas, alugado pela prefeitura.

Prefeito e secretário perceberam que os pequenos produtores passam um ano e meio cultivando mandioca para as casas de farinha, mas só obtêm R$ 30 pela saca de 50 Kg. "Enquanto isso, em apenas quatro meses o agricultor vende uma saca de arroz por esse mesmo valor, ou seja, ganham pelo menos quatro vezes mais que o negócio com a farinha", salienta.

Outro fator para a diversificação é a falta de milho na região. Segundo o secretário, a produção desse grão se dá num ciclo de apenas três meses. Atualmente, avicultores do município compram fora do estado, pagando fretes caros. "No máximo em quatro meses, os agricultores do Rio Liberdade podem plantar, colher e vender uma saca de 50kg por R$ 30,00, com um lucro superior ao obtido com a farinha", acrescenta. (M.C.)

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