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18 de setembro de 2008

Comércio deverá receber pilhas e baterias usadas

O Conama aprovou uma nova resolução, na 91ª Reunião Ordinária, para o descarte e gerenciamento de pilhas e baterias usadas. A nova resolução estabelece o recebimento das pilhas e baterias usadas pelos estabelecimentos comerciais. A medida visa a reduzir o teor de metais pesados , como o mercúrio, o cádmio e o chumbo presentes nas pilhas. Esta norma entrará em vigor em até 40 dias da data de aprovação, 11 de setembro, e revogará a Resolução de 1999.

Os supermercados, farmácias e outros estabelecimetos comerciais terão até dois anos para disponibilizarem pontos para o recolhimento de pilhas e baterias . Todo o resíduo recebido deverá receber destino ambientalmente adequado pelos fabricantes e importadores. Campanhas educativas serão promovidas para o consumidor, e também orientações serão disponibilizadas para o comércio.

A resolução solicita, também, que os órgãos do governo federal intensifiquem o controle e a fiscalização da importação e do comércio ilegal de pilhas e baterias que correspondem a 40% do mercado nacional. Solicita, ainda, ao Ministério da Fazenda incentivos para o consumo de pilhas e baterias recarregáveis em lugar das descartáveis.

Esta é uma medida que, sem dúvida, tem tudo para dar certo. O consumidor precisa se conscientizar do prejuízo ao meio ambiente provocado pelo descarte inadequado de pilhas e baterias. É de suma importância que se crie o hábito de levar a pilha ou bateria velha ao ponto de coleta, caso não se disponha de um carregador para reaproveitá-las o máximo possível.

Um carregador de pilhas pode até ser caro em um primeiro momento, mas a economia na compra de pilhas , em pouco tempo, compensará a despesa. E a quantidade de pilhas que deixarão de ser descartadas é algo que não tem preço. Comprei meu primeiro carregador de pilhas há um ano, e, de lá para cá, tenho economizado bastante com compra de pilhas e contribuído mais ainda para a preservação do ambiente. Pense nisto.

FONTE: ECOBLOGS.COM.BR
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16 de setembro de 2008

DDT Ainda Mata na Amazônia !!!!!


Mais de 500 guardas da extinta Sucam (Superintendência de Combate à Malária), foram contaminados pelo inseticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano, que ficou conhecido popularmente como DDT.

"É como se a gente corresse atrás e a morte na frente, sempre levando vantagem", disse Aldo Moura da Silva, 50 anos, ao lamentar a morte do amigo que havia visitado na tarde do dia anterior. José Lacerda e Aldo Moura fazem parte de uma extensa lista de marcados para morrer. Não por tiros, mas por um mal devastador que os está destruindo por dentro e por fora.

A Sucam foi incorporada em 1990 à Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Para o Ex-Presidente José Sarney, quando a Sucam e seu “exército de mata-mosquitos” atuavam, o controle de endemias e epidemias era mais bem executado no país. Infelizmente, estes mata-mosquitos tinham que beber, na frente das pessoas, goles de DDT para provar aos espectadores que o veneno não fazia mal. Dos borrifadores de DDT no Acre, 12 sofreram mutilações e 11 estão com suspeita de câncer. Outros 12 apresentam problemas cardiovasculares. No entanto, por incrível que pareça, nem essa sucessão de 41 mortos, agora 41, nem as seqüelas devastadoras e a dor que a contaminação marca os corpos de suas vítimas conseguiram, até agora, despertar e comover as autoridades de Saúde, oficialmente, as autoridades ignoram o problema.

De todas as doenças que o Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o DDT, pode causar em humanos e animais com sua contaminação - edema pulmonar, câncer, cirrose, doenças car-diovasculares, distúrbios mentais, tosse, rouquidão e outras - o ex-guarda Mário Wilson da Silva parece ter sido acometido de todas, tal o estado lastimável em que se encontra.
Nos últimos sete anos em que a contaminação se manifestou, seu corpo foi definhando, até prostrá-lo na cama, de onde não mais se ergueu. Há dez dias, a circulação sangüinea estancou de vez na perna direita. Alegando apenas que se tratava de uma doença "cardio-vascular", sem investigar as origens, o médico amputou a perna na altura do joelho.
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Mata-mosquitos pedem justiça

Se as autoridades de Saúde permanecem em silêncio sobre o drama que virou tragédia dos ex-guardas da Sucam, aos poucos, eles estão conseguindo alguns aliados. Um deles é o procurador da República no Acre, Anselmo Henrique.
No entanto, o que para eles representa uma questão urgente, de vida e morte, o procurador pondera que, diante da lei, pouco se pode fazer. Como o uso do Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o DDT, foi suspenso há mais de dez anos, não caberia mais uma ação penal para responsabilizar o governo.
Mesmo uma indenização fica difícil, porque haveria necessidade de se modificar a legislação. Há informações de que um ex-guarda de outro estado já teria ganho uma ação e o valor estipulado pela Justiça inviabilizaria o orçamento da Funasa. Daí, talvez, a explicação para o silêncio das autoridades. Pelo sim, pelo não, por ora, o que o Estado oferece é uma simples aposentadoria através do INSS.
Além disso, segundo o procurador da República, há controvérsias sobre as conse-qüências do uso do inseticida, os sintomas são bastante variados e os exames não são conclusivos. No caso dos ex-guardas da Sucam no Acre, a situação é mais confusa ainda, levando-se em conta que nem exames toxicológicos foram realizados.
O procurador cita o caso do ex-guarda Luiz Carlos Gomes, que morreu há duas semanas em Cruzeiro do Sul. Quando soube da morte, o procurador conta que já o ha-viam enterrado. Mesmo assim, ainda teve o cuidado de procurar informações sobre a causa mortis e o médico foi evasivo, porque não haviam sido feitos os exames. Sem exames apropriados, há médicos que atestam qualquer doença, como cirrose, hepatite etc.
Nem tudo, porém, está perdido. Segundo o procurador, o que tem a ser feito de imediato são exames toxicológicos confiáveis para detectar se as seqüelas das quais se queixam os ex-guardas são, de fato, resultado da contaminação pelo uso do DDT. Esta medida o procurador diz que pretende determinar, através de uma ação, que o SUS (Sistema Único de Saúde) faça o quanto antes e com todos.
Como os ex-guardas não confiam na isenção de órgãos governamentais, por tudo que passaram, o procurador acha que é possível estabelecer regras e um entendimento entre a Funasa e as lideranças do movimento para escolher, de comum acordo, laboratórios no Estado ou fora dele aptos e confiáveis para realizar esses procedimentos. Para isso, já solicitou relatórios tanto dos ex-guardas como da Funasa no Acre.
Depois da realização dos exames, aí sim, diz o procurador da República, pode-se obrigar o Estado, através do SUS, a prestar um atendimento digno e urgente aos ex-guardas da Sucam. Na sua opinião, trata-se, antes de tudo, de um problema de saúde e saúde é um direito do cidadão.
Além do procurador da República, os ex-guardas da Sucam estão encontrando alguns aliados entre políticos da região, entre eles a deputada federal Perpétua Almeida (PC do B/AC). Conversando com as lideranças da categoria e visitando os doentes em suas casas e hospitais, a deputada reconhece que a situação é grave e está a exigir medidas urgentes.
Segundo ela, como o DDT foi usado não só no Acre, mas em toda a Amazônia, uma de suas primeiras providências será a de mobilizar os parlamentares de outros estados, como os do Amazonas e Pará. Consta que no Pará, os ex-guardas estariam também passando pelos mesmos problemas dos seus colegas no Acre. Depois disso, segundo a deputada, é possível sim com um projeto-de-lei pleitear uma aposentadoria especial e uma indenização pelos danos causados aos ex-guardas e suas famílias.
- O que fizeram com esses trabalhadores não foi só omissão. Foi também um crime, porque na época já sa-biam que o DDT provocava doenças graves e mesmo assim o governo resolveu usar o estoque do inseticida" - diz a deputada.

Fonte: A GAZETA
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3 de setembro de 2008

Amazônia antiga e urbana

Agência FAPESP – Não são exatamente as cidades perdidas que há tempos cientistas e exploradores tentam encontrar na Amazônia, mas a descoberta impressiona. São antigos assentamentos, hoje quase totalmente escondidos pela floresta, que constituíram há séculos estruturas grandes e complexas o bastante para serem chamadas de urbanas.

Segundo estudo publicado na edição desta sexta-feira (29/8) da revista Science, antes da chegada dos colonizadores europeus a bacia do rio Amazonas era um local bem diferente, com comunidades que reuniam mais de 5 mil indivíduos.

Em torno dos assentamentos foram encontrados sinais de represas e lagos artificiais que indicam que os habitantes criavam peixes próximo às suas moradias. Também foram identificadas remanescentes de áreas cultivadas.

A pesquisa foi feita por pesquisadores brasileiros e norte-americanos. Um dos autores é Afukaka Kuikuro, da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu e descendente dos habitantes originais dos assentamentos.

“Se analisarmos as vilas medievais médias ou as pólis gregas, veremos que a maioria tinha uma escala semelhante à que era encontrada na Floresta Amazônica”, disse Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, um dos autores do estudo.

O trabalho também aponta que o tamanho e a escala dos assentamentos no sul da Amazônia implicam que áreas que muitos cientistas consideravam como florestas tropicais virgens foram, na realidade, grandemente influenciadas pela atividade humana.

A pesquisa aponta que os assentamentos eram formados por redes de vilas muradas maiores (de cerca de 600 km²) e vilarejos, cada uma organizada em torno de uma praça central onde eram conduzidos rituais.

Tais estruturas urbanas pré-descobrimento, afirmam, podem auxiliar no desenvolvimento de soluções futuras para a população indígena em outras regiões da Amazônia e no Mato Grosso. “Algumas das práticas que esses antigos habitantes utilizavam podem ajudar a desenvolver formas de implantar soluções de desenvolvimento sustentável”, disse Heckenberger.

Os assentamentos agora analisados, cuja descoberta foi anunciada em outro artigo publicado na Science em 2003, foram formados entre 1250 e 1650, tendo desaparecido ao entrar em contato com doenças trazidas pelos colonizadores europeus.

Apesar de quase totalmente extintas, as antigas comunidades guardam características transmitidas oralmente pelos Kuikuro. Os pesquisadores levaram mais de uma década para identificar e mapear as comunidades antigas com o auxílio dos Kuikuro e de satélites e GPS.

As antigas comunidades não tinham os tamanhos das maiores vilas medievais européias, mas os cientistas verificaram que elas contavam com grandes muros, construídos a partir de trabalhos feitos na terra que permanecem.

Os assentamentos tinham também uma estrada principal semelhante, sempre orientada do nordeste ao sudoeste de modo a seguir o solstício de verão e conectada à praça central. “Não são cidades, mas se trata de urbanismo, construído em torno de vilas”, disse Heckenberger.

A pesquisa destaca que parte da Amazônia virgem não é tão virgem assim, uma vez que conta com uma história de atividade humana. “Isso derruba modelos que sugerem que estamos olhando para uma biodiversidade original”, disse Heckenberger.

Participaram do estudo pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O artigo Pre-Columbian urbanism, anthropogenic landscapes, and the future of the Amazon, de Michael Heckenberger, Afukaka Kuikuro e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
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