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19 de maio de 2008

Muda o Horário do Acre!


(por Romerito Aquino, da agência O Alto Acre)

Brasília – O Acre finalmente vai ter o mesmo horário dos demais estados da Amazônia. Isso ocorrerá porque, no início da noite de ontem, o presidente Lula sancionou a lei 11.662/2008, originária do projeto do senador Tião Viana (PT-AC) que reduz de duas para apenas uma hora a diferença do fuso horário do estado em relação à hora de Brasília. A nova lei entrará em vigor dentro de 60 dias e muda também o horário de seis municípios do Amazonas e 18 municípios do Pará, reduzindo a quantidade de fusos horários do país, que passa a ser de apenas três e não mais quatro, como era antes do projeto do senador.

Pela lei sancionada por Lula, os municípios amazonenses de Boca do Acre, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Eirunepé, Envira e Ipixuna, que tinham o mesmo horário do Acre, também passam a ser regulados com o fuso de uma hora a menos com relação à capital federal. Enquanto isso, no Pará, a Lei Tião Viana estabelece que 18 municípios do estado passam a ter o mesmo fuso de Brasília, a exemplo do que ocorria com Belém e outros municípios paraenses. A lei foi sancionada pelo presidente no Palácio do Planalto na presença do senador Tião Viana, vice-presidente do Senado Federal.

Segundo estudos oficiais, a lei do novo tempo do Acre trará benefícios para o estado nas áreas de comércio, indústria, bancos, transportes, energia e comunicação, permitindo, ainda, uma nova adaptação da ordem temporal interna da população, o que favorece o ciclo laboral e propicia mais conforto às pessoas. Do ponto de vista energético, por exemplo, a alteração deve acarretar economia de energia no sistema do Acre, reduzindo despesas com a Conta de Consumo de Combustíveis, financiada por todos os consumidores do país. Isso sem contar que o estado deverá emitir menos gás carbônico, um dos responsáveis diretos pelo efeito estufa que superaquece hoje o planeta.

O Acre passa, com a nova lei, a ter finalmente o mesmo horário que os outros estados da Amazônia Ocidental, tais como Amazonas, Rondônia e Roraima. Esse mesmo horário abrange também os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste do país. A nova lei corrige um erro histórico cometido em 1913, quando a legislação transformou o Acre numa espécie de “ilha” do fuso horário amazônico, enquanto o meridiano que estabelece o fuso da Amazônia passa exatamente em cima de Rio Branco, capital do estado.

Quando da legislação de 1913, as populações dos estados do Nordeste não aceitaram ficar no mesmo fuso horário de Fernando de Noronha, mas na mesma hora do Centro-Sul do país. No Acre, por exemplo, não houve quem protestasse contra o que estabelecia a lei de 1913. Com o novo horário, tanto o amanhecer quanto o anoitecer nos municípios acreanos passarão a ocorrer praticamente no mesmo horário da maioria dos estados do país, particularmente os da Amazônia Ocidental.
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Querida Marina (por FREI BETTO)

(publicado na Folha de São Paulo, em 16/05/2008.)
 


Caíste de pé! Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente.

CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade.

Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias.

Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres.

Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio?

Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária.

Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004.

Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta.

É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados.

Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.

Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos.

Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso".

Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé.

Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.

Retorna à tua cadeira no Senado Federal. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum.

Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.

Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?"

Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.

CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 63, frade dominicano, escritor e assessor de movimentos sociais, é autor de, entre outras obras, "A Obra do Artista Uma Visão Holística do Universo".
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13 de maio de 2008

Barulho grande na noite



(Luis Fernando Veríssimo – publicado em Zero Hora – 23/10/2005)

No meio da noite, os recém-chegados acordam com o ruído da água. O ruído trovejante de um rio gigantesco que certamente transbordará e levará as ruínas da cidade

Há muitos anos, me pediram um roteiro para uma história em quadrinhos. Não me lembro quem era o desenhista. Não sei se a história foi publicada. E mal sabia eu que ela seria profética. Era mais ou menos assim.

***

Uma caravana atravessando um deserto. Quatro ou cinco homens sobre camelos e atrás deles uma fileira de camelos carregando sacos de comida e bolsões cheios de água. Época: indefinida. Só sabemos que não estamos no passado porque o chefe da caravana carrega um sofisticado aparelho de orientação por satélite no seu camelo. É o satélite que guia a caravana para o seu destino: a misteriosa cidade de Anhabã-açu, no meio do deserto.

***

Quando montam suas tendas para dormir, à noite, os homens sentam em volta do fogo e conversam sobre a sua missão. Só um deles - o chefe - conhece a misteriosa cidade de Anhabã-açu. Já levou comida e água para Anhabã-açu muitas vezes, mas sempre volta com medo. Sempre volta com terror. O que quer dizer "Anhabã-açu", perguntam ao chefe. É um nome dado pelos indígenas da região, responde o chefe. Ou pelos últimos indígenas da última tribo da região, anos atrás. Quer dizer "Barulho grande na noite". Por que a cidade tem aquele nome? Vocês verão, diz o chefe da caravana. Vocês verão.

***

A viagem leva muitos dias. No tempo em que havia gasolina, quando era feita com caminhões-pipa, levava poucos dias. Agora é feita em muitos dias. A água e a comida carregadas pelos camelos têm que ser racionadas. Os sacos e os bolsões precisam chegar cheios para a população de Anhabã-açu. Quantos habitantes tem Anhabã-açu? "Da última vez que estive lá eram sete", responde o chefe. Sete?! Todo este trabalho para levar água e comida a sete pessoas no meio do deserto?! É, responde o chefe. Ele também não sabe por quê. Só cumpre a sua missão.

***

A caravana chega a Anhabã-açu numa manhã. A cidade está em ruínas. Só o que parece ter resistido ao sol e ao vento carregado de areia do deserto é um incongruente prédio que lembra um teatro europeu do século dezoito, uma ópera, sobressaindo-se da desoladora paisagem à sua volta. Não longe do teatro está o alojamento do destacamento que ficou na cidade, agora reduzido a cinco pessoas. O comandante do destacamento recebe a caravana. Manda descarregar os camelos e convida os membros da caravana a dormir no acampamento, antes de começarem sua viagem de volta. Não há nada para fazer na cidade, conta o comandante. Podem visitar o teatro, se quiserem, mas só verão suas paredes antigas cercando um monte de areia.

***

No meio da noite, os recém-chegados acordam com o ruído da água. O ruído trovejante de um rio gigantesco que certamente transbordará e levará as ruínas da cidade e até o grande teatro na sua correnteza, da qual ninguém escapará. Saem para a rua em pânico, à procura de um lugar alto para escapar das águas do grande rio. Mas não há rio algum. Só há o ruído apavorante de um rio que não se vê, e que diminui pouco a pouco até voltar o silêncio. O comandante pede desculpas. Deveria tê-los avisado. Aquilo acontecia todas as noites. Um rio fantasma passava pela cidade fazendo um grande barulho. Mas só fazia o barulho. A areia que cobria tudo continuava seca depois da sua passagem. Ele não sabia, talvez houvesse um rio ali antes. Já tinham se acostumado. A opção era só essa, se acostumar ou enlouquecer.

***

Perguntaram ao comandante por que o destacamento continuava naquele lugar mal-assombrado. Ele respondeu que cumpria uma lei antiga, cuja origem se perdera no tempo. Talvez fosse até de AFG, antes do fim da gasolina. Algo sobre marcar a presença brasileira na região, para prevenir a cobiça internacional.
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PARA ONDE VAI A POLÍTICA AMBIENTAL DO GOVERNO LULA?


Atenção Senhores e Senhoras preocupados com a ambiente no Brasil. De hoje em diante teremos muito mais motivos de preocupação dos que já vinham nos perseguindo.

Teremos provavelmente, um sensível aumento nos desmatamentos, nas autorizações de desenvolvimento insustentável, nas hidrelétricas altamente sócio-ambientalmente impactantes, nos processos de absolvição daqueles que poluem e degradam o ambiente.

A política ambiental do Gobierno Lula, se existia, estava calcada no trabalho e na ética da Marina Silva. E em ninguém mais..para os degradadores, os desmatadores, os vilões do meio ambiente, saiu a pedra do sapato.

A Ministra do Meio Ambiente saiu sob pressão do agronegócio e dos defensores do crescimento a qualquer custo. Seu substituto já foi anunciado: Carlos Minc, atual secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro.

Pressionada por setores do agronegócio, governadores de estado e políticos da bancada ruralista, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, entregou nesta terça-feira sua carta de demissão ao presidente Lula, de caráter irrevogável. Era a última pessoa no governo a defender o meio ambiente e uma política de desenvolvimento sustentável.

Marina Silva caiu porque não suportou as pressões para que fossem revistas medidas de combate ao desmatamento e de punição a quem destrói a floresta amazônica recentemente anunciadas pelo governo federal, como a determinação para que os bancos (oficiais e privados) só concedessem créditos a proprietários de terras que não desmatassem e regularizassem suas terras no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Políticos da região amazônica, como o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, e pesos-pesados do agronegócio vinham exigindo do governo uma posição mais favorável ao setor, o que provocou constantes choques com o Ministério do Meio Ambiente.

'O pedido de demissão da ministra Marina comprova o descaso do governo Lula com a causa ambiental e também com a proteção da Amazônia', afirma Paulo Adario, diretor da campanha de Amazônia do Greenpeace. Segundo ele, Marina sai e leva junto a toda a credibilidade que tinha transferido para o governo Lula nos últimos cinco anos.

'Ela vai embora e leva junto essa roupa de credibilidade ambiental, deixando o rei Lula completamente nu', critica Adario.

E agora, o Brasil retrocede 30 anos. Vamos aguardar o novo "Milagre Brasileiro" baseado no derruba floresta, planta gado, derruba floresta, planta soja...

Desenvolvimento a qualquer custo! Ordem e Progresso, e a ordem é desmatar!
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7 de maio de 2008

Mandei meu nome pra Lua!


Já que somente em sonhos e de forma muito impossível poderia ir pessoalmente, meu nome estará indo pra Lua ainda este ano.
Quer mandar o seu também?
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5 de maio de 2008

COLORADO CAMPEÃO GAÚCHO !!!!!!!!


GLÓRIA DO DESPORTO NACIONAL
Ó INTERNACIONAL QUE EU VIVO A EXALTAR
LEVAS A PLAGAS DISTANTES
FEITOS RELEVANTES
VIVES A BRILHAAAAAAAARR
OLHOS ONDE SURGE O AMANHÃ RADIOSO DE LUZ, VARONIL
SEGUE TUA SENDA DE VITÓRIA
COLORADO DAS GLÓRIAS
ORGULHO DO BRASIL


O TEU PASSADO ALVI-RUBRO
MOTIVO DE FESTAS EM NOSSOS CORAÇÕES
O TEU PRESENTE DIZ TUDO
TRAZENDO A TORCIDA ALEGRES EMOÇÕES
COLORADO DE ASES CELEIRO
TEUS ASTROS CINTILAM NO CÉU SEMPRE (VIBRA)
VIBRA O BRASIL INTEIRO
COM O CLUBE DO POVO DO RIO GRANDE DO SUL
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