Translate

23 de março de 2008

Vá de Trem! Preserve a Amazônia


Penso, e não somente eu sou desta idéia, que quando da abertura da estrada a tranquilidade na cidade de Feijó, e em muitas outras da beira da BR364 será diminuida. Hoje, a ligação de estrada no inverno, perfeitamente transitável, somente é possível até Cruzeiro do Sul. No verão, dai é possível até Rio Branco. São muitos anos de isolamento, que está prestes a acabar, segundo alguns, em 2010.

Ha algumas semanas falei em aula que se daquela época em que começaram as construcões da estrada, se houvesse possibilidade de optar por uma estrada de ferro, trens mesmo, com certeza grande parte das malezas sofridas pela população desde então estariam acabadas, como grandes despesas com saúde, exploração decorrente de mercadorias super valorizadas pelos donos de atacado, problemas de transporte em geral, além do que é sabido que estradas de terra impactam muito menos o meio ambiente, ideal para a Amazônia e seus ambientes. Dai pergunto, porque estradas de asfalto na amazônia? Tudo que pode ser transportado em uma caminhão pode ser transportado da mesma forma, ou muito melhor em um trem.

Falta tecnologia no mundo para estradas de ferro? Não, muito pelo contrário. O Brasil se vende para aqueles que mantém o lobby das estradas de asfalto, dos postos de gasolina, dos fabricantes de carro, pneus, dos combustíveis.

Para o transporte na Amazônia, estradas de Ferro. Para não ocorrer o que provavelmente ocorrerá com a conclusão da BR364.
Eu estarei aqui para assistir, e relatar, os impactos do avanço desta fronteira do pseudo-progresso.
--> Leia mais...

Haru! Cadê você?!?!


Acima, momento de extrema concentração, logo em seguida à aplicação do rapé do pagezinho Haru Kontanawa. Na foto ainda estão o Deildo Arara, a Chalissa, visitante do sul, e o João Pedro, que não é do sul mas se amarra em um chimarrão.

Essa é pra lembrar do Haru, e ai, Haru, entra em contato ai irmãzinho...tu sabe que eu não tenho e nem quero ter esse negócio de orkutio.
--> Leia mais...

Ambientalistas pedem ferrovia em vez de rodovia na Amazônia

Publicada em 20/03/2008 às 01h04m - O Globo Online

"Há pressão política por parte de empreiteiras que atuam nessas obras"


MANAUS - A reconstrução da BR-319 (Manaus-Porto Velho) pode provocar o desmatamento de mais de cinco milhões de hectares de floresta na Amazônia até 2050. O alerta foi feito nesta quarta-feira por ambientalistas, durante o seminário "Ferrovia X BR-319: um debate necessário e urgente para o Amazonas", realizado por ONGs, com o apoio do governo do Estado do Amazonas, em Manaus. É o que mostra o jornal 'O Globo' nesta quinta-feira.
Ambientalistas são contrários à reconstrução da BR-319, prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e defendem a construção de uma ferrovia entre duas cidades amazonenses: Careiro Castanho (a 80 quilômetros de Manaus) e Humaitá (a cem quilômetros de Porto Velho). Segundo o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, a ferrovia conteria em 80% o desmatamento previsto para a reconstrução da BR-319.

O representante da ONG Preserve a Amazônia, Marcos Mariani, disse que a entidade começou um movimento a favor de ferrovias na região: "Vá de Trem! Preserve a Amazônia". A ONG estuda a possibilidade de pedir, na Justiça, a paralisação das obras, como será feito na BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).
Mariani ressaltou que estudos e estatísticas sobre o desmatamento apontam que mais de 80% da área desmatada na Amazônia, que abrange os estados de Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Acre e Mato Grosso, estão a até 50 km das rodovias.
Para ele, as estradas favorecem o desmatamento, e os estudos ambientais para licenciamento de rodovias não atendem à legislação brasileira.
- Há pressão política por parte de empreiteiras que atuam nessas obras - afirmou Mariani.
--> Leia mais...

Em Feijó, quase n'agua

--> Leia mais...

Em Feijó, Acre

Mais uma etapa de aulas pelos caminhos do Acre. Desta vez em Feijó. Município a meio caminho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Mais uma turma de professores da zona rural, muitos moradores das margens do Rio Envira, outros moradores das diversas aldeias indígenas da região. Estava trabalhando, mas também curtindo um pedacinho final das minhas férias. A foto mostra um dos momentos de relaxamento, entre uma aula e outra. O local ali é o futuro pesque-pague do Seu Toinho, também um criadouro de peixes, como pirarucus, tambaquis e muitas, muitas piabas.

Feijó tem o seu charme. Bem plana, à beira do Envira. Tranquila ao máximo. Quando digo tranquila, é do tipo dormir de porta e janelas abertas, bicicletas pela rua, carros abertos, passeios ao fim de tarde com pôr-do-sol no rio, essas coisas.
--> Leia mais...

Blogs Favoritos