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24 de janeiro de 2008

O antes e depois da alagação do rio Juruá 5




Este é a casinha do porto norte de Marechal Thaumaturgo, acima, no dia 14 de janeiro, abaixo, no dia 21 de janeiro. Ainda subiu mais do que a foto de cima. E o rio ainda baixará mais nos próximos dias.
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Antes e depois da alagação 4




Acima, vista do rio Juruá na foz do rio Amônia (Marechal Thaumaturgo), no dia 14 de janeiro, em um dos dias de maior nível da alagação. Abaixo, já o rio Juruá bem mais baixo. Pelo relato de uma de minhas alunas, moradora antiga de Thaumaturgo, a foz do Amônia, há 30 anos atrás, tinha barrancos altos, cachoeiras caindo dentro do rio, e aquele ponto ali que aparece como uma grande praia, em frente ao aeroporto, era um remanso fundo que mesmo na época seca ainda suportava tarrafas com mais de sete metros de comprimento e não chegava ao fundo.

Observa-se com tristeza tudo que mudou neste ponto, após os extensos desmatamentos na beira do Amônia e do Juruá. Depois das grandes fazendas de gado ali instaladas e os assentamentos do Incra.
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Antes e depois da alagação 3



Acima, no dia 14, olhando próximo a ponte para o interior da cidade. E abaixo, no mesmo local, depois do rio já baixando. Repare na seta vermelha, ela indica o telhado de uma das casa que ainda permaneceu fora da água.
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Antes e depois da alagação 2



Acima, no dia 14, vista bem em frente ao centro de Marechal Thaumaturgo, vendo a escola da floresta, da Associação Ashaninka Apiwtxa, quase totalmente debaixo d'agua. Abaixo, ja o rio baixando, pode o Benqui fazer a limpeza e contabilizar o prejuízo. Segundo informação dele, grande parte das cinco mil mudas plantadas foram prejudicadas. Estaremos contabilizando e monitorando este prejuízo juntos.
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23 de janeiro de 2008

O antes e depois da Alagação do Juruá



Acima a esquerda, foto tirada no dia 14, em um dos dias de maior nivel da alagação. A direita, ja no dia 19, baixando, e abaixo a esquerda, no dia 21, ja se ve a ponte que liga a parte sul da cidade a parte norte. Na direita abaixo, vista da ponte para o Rio Juruá.
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20 de janeiro de 2008

Haru Xinã Kontanawa


Recebo aqui a visita do meu amigo txai, o pagezinho Haru Xinã Kontanawa.
Ele por muita gentileza me convidou a usar um cocar, é um privilégio de poucos.

A água ainda não voltou, mas eu recebi 100 litros aqui na casa, pela prefeitura, defesa civil, outro privilégio..
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Um pão saudável



Por incrível que pareça, este é um pão saudável. Pão feito aqui em Marechal Thaumaturgo. Saudável pois não são adicionados os muitos conservantes, bromatos, e etc. que normalmente o pão da cidade grande tem. Aqui inclusive vocé pode escolher entre um pão de massa fina e um pão de massa grossa. O pão tem recheio, tem miolo, coisa que já desapareceu do pão da cidade grande.

Este é um pão saudável pois embolora, cria mofo, e vejam que diversidade de tipos de mofo. Um pão saudável pois é feito manualmente. Um saudável pão da floresta!
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17 de janeiro de 2008

Conseqüencias da alagação...

A princípio, a cidade, M.Thaumaturgo, toda, está sem água pra usar, e beber..

Me considerava um sortudo..até hoje...

Minha água acabou, nem pra tomar banho ou outras coisas, nem para beber...

Estou esperando chegar de CZS..

E a Hepatite por ai..

Ai Ai...
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Onde está a Enciclopédia da Floresta.?.?.


..quando eu preciso dela?

Preparando minha bagagem pra sair de casa, juntando o material de uso em sala de aula, separando o que iria utilizar para ministrar a Disciplina de Educação Ambiental para 3 turmas de professores de ensino médio e fundamental, mais ou menos 120 professores, no Programa de Formação de Professores para a Educação Básica, olhei o meu exemplar da Enciclopédia e, pensei, puxa pesada pra levar naquela aviãozinho mais todo o material que tenho que levar, e, além do mais, COM CERTEZA encontrarei um exemplar em Marechal Thaumaturgo...

Não trouxe...e

O meu espanto foi que não encontrei, nem na Biblioteca Municipal, nem na Biblioteca do Centro de Formação dos Povos da Floresta e muito menos, entre os meus alunos...mas não postaria isto aqui se não fosse por outro motivo..

Muitos nem ouviram falar do livro, não tinham mesmo conhecimento..e me disseram que não possuim a Enciclopédia em suas escolas..Uma pena, pois precisava mesmo, e seria muito produtivo acessar as informações ali, dando aula para professores das comunidades ribeirinhas.

Fica ai o toque, quem tiver algumas ainda, e que tenha condições de doar pelo menos para a Biblioteca Pública de Marechal Thaumaturgo ou para a Biblioteca do Centro de Formação dos Povos da Floresta, os alunos agradecem!!
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15 de janeiro de 2008

Vista de Marechal Thaumaturgo com Alagação ao fundo

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Centro Yoreka Ãtame



Centro Yoreka Ãtame também afetado pela alagação, em frente à Thaumaturgo.
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Mais Alagação em Marechal Thaumaturgo


Vista da Entrada da Cidade, mais de dois terços da escada, com as respectivas luminárias, de baixo d'agua.
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ALAGAÇÃO em Marechal Thaumaturgo



Janeiro chove mesmo no Alto Juruá. Janeiro, inverno, chove muito, e chove quase todo dia. É comum, portanto enchentes e alagações. O povo ribeirinho já está acostumado com isso, ou mais ou menos acostumado. Mas desta vez em MT está totalmente diferente. Muita coisa mudou, muita floresta foi derrubada na beira dos rios. O assentamentos do Rio Amônia, por exemplo, em poucos anos derrubaram hectares e hectares de floresta na beira do rio. Na própria Reserva Extrativista do Alto Juruá, ao longo do Rio Tejo a floresta já não é mais a mesma. E o estranho, o triste, é que mesmo dentro de UNidades de Conservação o desrespeito com as áreas de preservação permamente é muito grande, reduzindo assim a capacidade da floresta de absorver os excessos de pluviosidade sentidos nesta época.

Faziam 30 anos que uma alagação como esta não era vista em MT. Esta é realmente diferente pois com as mudanças climáticas, como já sabido, a chuva tende a concentrar-se em curtos períodos de tempo. Ou seja chove muito em pouco tempo. Então tudo que choveria em janeiro de uma maneira geral acaba caindo em dois ou três dias. O chão da floresta, agora descoberto, sem esta mesma floresta, endurecido pela seca de alguns dias, não suporta a intensidade da chuva, não absorve a água e esta em excesso enche a calha do rio, alaga a calha do rio, alagando a casa dos ribeirinhos todos, causando prejuízos e muita, muita comoção.

O impressionante para todos, nem foi está sendo a altura da alagação, mas sim a velocidade desta alagação, comprovando o que eu falei acima.

NO sábado passado, eu havia começado minha aula, o primeiro dia, me apresentando e contando um pouco da história da minha vinda pro Acre. Costumo a prender bem a atenção dos alunos, mas neste dia, estavam a maioria com os olhares perdidos, preocupados, muito preocupados, suas casas estavam aos poucos sendo engolidas pela água. Ao serem liberados, foram verificar os prejuízos. Muitas casa já tinham o assoalho debaixo d'agua, outras pela metade da janela. Do sábado pro domingo a água chegou na maioria dos telhados das casas das casas ao longo do Juruá, em localidades com o Belfor, entre outras.

A pista de pouso ainda não alagou aqui. E o centro da cidade, a rua principal é bem alta, ta a salvo, mas a ponte que liga a parte sul a parte norte, esta totalmente debaixo d'agua, desde sexta, o que interrompeu o abastecimento de água na cidade. Então, banho aqui, só de vez em quando, ou no Juruá, hehe.
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8 de janeiro de 2008

Dubai virou o Beira Rio!!!


Não poderia deixar de comentar a vitória do meu time na primeira semana do ano...já campeão de um torneio!!
É ISSO AI COLORADO !! ESTE ANO PROMETE !!
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daqui de cima...


cuidando bem ... até macaco dá para ver ...
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7 de janeiro de 2008

As curvas do Juruá...


Por aqui, de cima, emoldurado pela beleza da floresta...nada mais belo que o Juruá
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saindo de CZS -> Thaumaturgo


Sobrevivi ao aviaozinhozinho....mas que dá um friozinho na barriga, ah dá....
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De Thaumaturgo para o mundo!

Ola amigos! Feliz 2008!

Enquanto muitos estão curtindo suas bem merecidas férias, posto esta para dar minha localização atual. Não estou de férias, apesar de estar em um lugar lindo, no coração da floresta amazônica, em Marechal Thaumaturgo, Acre.

Estarei aqui até o final deste mês, dando aulas na Disciplina de Educação Ambiental para o Programa Especial de Formação de Professores para a Educação Básica, programa da Ufac em parceria com o Governo do Acre, do qual me orgulho muito por estar participando. É uma proposta ousada, formar todos os professores do Acre no nível superior. Estas turmas que peguei são da Pedagogia, e estou gostando muito de dar aula para educadores, já que a compreensão se eleva a outro nível e pode-se ampliar muito mais a profundidade dos assuntos e a punjencia das questões.

Só pra dar o toque, eles aqui estão por dentro do que anda acontecendo com o Código Florestal, e não vão deixar por menos; já estão sabendo que comer carne vermelha no sudeste é comer a amazônia, nua e crua - e com gosto de fumaça...já estão por dentro que é mentira do governo que mais produção de grãos significa mais alimento na boca do povo...e que a soja que experimente chegar a menos de 500km daqui..ela vai se arrepender..

Noto também que a brilhante história de luta ambiental do povo acreano não é bem conhecida por eles mesmos, e que a simples divulgação, lembrança e discussão desta história amplia em muito a auto-estima deste povo...fortalecendo o conceito da possibilidade de uma CIVILIZAçÃO FLORESTAL...divulgando e ampliando o conceito de FLORESTANIA, que só depende dos POVOS DA FLORESTA assumirem e esta identidade para a valorização aumentar, tanto local, quanto das pessoas, que não conhecem esta realidade, e acham que o povo aqu é sub-nutrido e "pobrezinho..." estes são os povos mais ricos do mundo, pois têm próximos a si, a imensa riqueza que é a FLORESTA EM PÉ.

Estou muito feliz de iniciar 2008 desta maneira, dando a minha contribuição para fortalecer a dignidade dos Povos da Floresta.

Abraços a todos!
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Feliz 2008, são os meus votos e dos botos da Amazônia...


Seria eu um boto da Amazônia, que retornou para dar destino ao mesmo destino?

(do site Agência FAPESP de notícias)

O imaginário amazônico cultiva a lenda do boto como um patrimônio. Quem nasce na região cresce ouvindo que eles saem da água, transformam-se em homens, usam chapéu para esconder um orifício na cabeça e seduzem jovens donzelas.

Agora, pesquisadores acabam de comprovar a lenda, pelo menos no lado da sedução. Segundo estudo feito por Vera Maria Ferreira da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), e Tony Martin, do Serviço Antártico Britânico, essa é a arma usada por botos para conquistar fêmeas.

A corte registrada pelo Projeto Boto revela o segundo caso de comportamento cultural dessa espécie de cetáceo em todo o mundo. Os pesquisadores estudaram durante três anos o comportamento de 6 mil grupos de botos tucuxi (Sotalia fluviatilis) na região da reserva de Mamirauá, no município de Tefé, oeste do Amazonas.

O Projeto Boto é desenvolvido no âmbito de um projeto maior, o Estudo da Biologia e Conservação da Mastrofauna da Amazônia, no Inpa. Conta com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do próprio Inpa, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Boticário, do Programa Ipê e da Petrobras.

Os pesquisadores identificaram que, em mais de 200 dos grupos, os golfinhos de água doce transmitiam práticas culturais de geração a geração. “Foi aí que percebemos que essa cultura estava associada à atividade sexual”, disse Vera.

Em cada grupo, pelo menos um boto carregava objetos no bico para presentear a fêmea, sempre em idade adulta e pronta para a reprodução, tais como plantas ou pedaços de pau.

“Era forte a sugestão de que se tratava de um comportamento sexual. A ocorrência de agressões entre machos era até 40 vezes maior do que nos grupos de botos que não ofereciam objetos às fêmeas”, afirmou a pesquisadora.

Os resultados da nova pesquisa foram divulgados inicialmente pela New Scientist, em 6 de dezembro, e apresentados em seguida durante encontro sobre golfinhos de água doce na África do Sul com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo Martin, até hoje apenas em humanos e chimpanzés foi observado comportamento semelhante. “Isso é tão incomum que muitos colegas se mostraram céticos na primeira vez que sugerimos a idéia, mas agora a evidência é enorme”, disse à New Scientist.

do site Agência FAPESP, de 07 janeiro>
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