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16 de setembro de 2008

DDT Ainda Mata na Amazônia !!!!!


Mais de 500 guardas da extinta Sucam (Superintendência de Combate à Malária), foram contaminados pelo inseticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano, que ficou conhecido popularmente como DDT.

"É como se a gente corresse atrás e a morte na frente, sempre levando vantagem", disse Aldo Moura da Silva, 50 anos, ao lamentar a morte do amigo que havia visitado na tarde do dia anterior. José Lacerda e Aldo Moura fazem parte de uma extensa lista de marcados para morrer. Não por tiros, mas por um mal devastador que os está destruindo por dentro e por fora.

A Sucam foi incorporada em 1990 à Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Para o Ex-Presidente José Sarney, quando a Sucam e seu “exército de mata-mosquitos” atuavam, o controle de endemias e epidemias era mais bem executado no país. Infelizmente, estes mata-mosquitos tinham que beber, na frente das pessoas, goles de DDT para provar aos espectadores que o veneno não fazia mal. Dos borrifadores de DDT no Acre, 12 sofreram mutilações e 11 estão com suspeita de câncer. Outros 12 apresentam problemas cardiovasculares. No entanto, por incrível que pareça, nem essa sucessão de 41 mortos, agora 41, nem as seqüelas devastadoras e a dor que a contaminação marca os corpos de suas vítimas conseguiram, até agora, despertar e comover as autoridades de Saúde, oficialmente, as autoridades ignoram o problema.

De todas as doenças que o Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o DDT, pode causar em humanos e animais com sua contaminação - edema pulmonar, câncer, cirrose, doenças car-diovasculares, distúrbios mentais, tosse, rouquidão e outras - o ex-guarda Mário Wilson da Silva parece ter sido acometido de todas, tal o estado lastimável em que se encontra.
Nos últimos sete anos em que a contaminação se manifestou, seu corpo foi definhando, até prostrá-lo na cama, de onde não mais se ergueu. Há dez dias, a circulação sangüinea estancou de vez na perna direita. Alegando apenas que se tratava de uma doença "cardio-vascular", sem investigar as origens, o médico amputou a perna na altura do joelho.

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