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15 de janeiro de 2008

ALAGAÇÃO em Marechal Thaumaturgo



Janeiro chove mesmo no Alto Juruá. Janeiro, inverno, chove muito, e chove quase todo dia. É comum, portanto enchentes e alagações. O povo ribeirinho já está acostumado com isso, ou mais ou menos acostumado. Mas desta vez em MT está totalmente diferente. Muita coisa mudou, muita floresta foi derrubada na beira dos rios. O assentamentos do Rio Amônia, por exemplo, em poucos anos derrubaram hectares e hectares de floresta na beira do rio. Na própria Reserva Extrativista do Alto Juruá, ao longo do Rio Tejo a floresta já não é mais a mesma. E o estranho, o triste, é que mesmo dentro de UNidades de Conservação o desrespeito com as áreas de preservação permamente é muito grande, reduzindo assim a capacidade da floresta de absorver os excessos de pluviosidade sentidos nesta época.

Faziam 30 anos que uma alagação como esta não era vista em MT. Esta é realmente diferente pois com as mudanças climáticas, como já sabido, a chuva tende a concentrar-se em curtos períodos de tempo. Ou seja chove muito em pouco tempo. Então tudo que choveria em janeiro de uma maneira geral acaba caindo em dois ou três dias. O chão da floresta, agora descoberto, sem esta mesma floresta, endurecido pela seca de alguns dias, não suporta a intensidade da chuva, não absorve a água e esta em excesso enche a calha do rio, alaga a calha do rio, alagando a casa dos ribeirinhos todos, causando prejuízos e muita, muita comoção.

O impressionante para todos, nem foi está sendo a altura da alagação, mas sim a velocidade desta alagação, comprovando o que eu falei acima.

NO sábado passado, eu havia começado minha aula, o primeiro dia, me apresentando e contando um pouco da história da minha vinda pro Acre. Costumo a prender bem a atenção dos alunos, mas neste dia, estavam a maioria com os olhares perdidos, preocupados, muito preocupados, suas casas estavam aos poucos sendo engolidas pela água. Ao serem liberados, foram verificar os prejuízos. Muitas casa já tinham o assoalho debaixo d'agua, outras pela metade da janela. Do sábado pro domingo a água chegou na maioria dos telhados das casas das casas ao longo do Juruá, em localidades com o Belfor, entre outras.

A pista de pouso ainda não alagou aqui. E o centro da cidade, a rua principal é bem alta, ta a salvo, mas a ponte que liga a parte sul a parte norte, esta totalmente debaixo d'agua, desde sexta, o que interrompeu o abastecimento de água na cidade. Então, banho aqui, só de vez em quando, ou no Juruá, hehe.

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