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25 de dezembro de 2008

Jardim suspenso - Orquídeas do Acre



Um detalhe da bonita flor de Rodriguezia lanceolata
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Jardim suspenso


Primeiras florações de orquídeas aqui em casa. Na foto um espécime do gênero Notylia.
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20 de dezembro de 2008

Instale em sua Casa: Luminárias Ecológicas



Pesquisei em vários sites e blogs antes de postar este passo a passo aqui de como fazer lâmpadas luminárias ecológicas utilizando as garrafas PET plásticas, não encontrei ninguém que tenha feita e relatado uma receita, tutorial ou roteiro simples de fazer, somente citações do exemplo do Seu Alfredo, mecânico de Uberaba.

Pois bem, nos posts anteriores está um relato da minha experiência de instalação. Deu certo, mas em cada nova instalação, a prática aumenta, lógico, e dá pra perceber que é bem simples, e muito, muito sustentável, além de esteticamente interessante. Por outro lado, pode ser uma fonte de Renda. Estou pensando até em formar uma dupla de garotos aqui para fazer a instalação de casa em casa aqui no bairro, garanto que seria um recurso bacana pra eles.

Dúvidas e comentários? Por favor, use o botão abaixo, e Boa Luz de Graça !
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Siga os passos: Luminária PET



Para realizar esta instalação você precisará de: -Garrafas PET; - Furadeira e broca 6; - Cola plástica (menos recomendado) ou outra de mesmo poder; - Manta asfáltica; - Tesoura; Lixa ou Grosa;

Observação: NÃO PRECISA TIRAR A TELHA !! Antes da instalação final fiz um pequeno teste em uma telha inutilizada, ai aproveitei e fiz as fotos do tutorial;

1 O primeiro passo é conseguir uma, ou mais, garrafas PET. Acho que essas de CXXa CXXa se prestam bem, pois tem essa cinturinha que será importante depois. A garrafa será enchida de água até faltar uns três dedos da borda; depois completado até o “talo” com água sanitária. Feche bem.

2 Depois é fazer o furo na telha: o conselho é subir todas o material para o telhado em uma sacola para não precisar subir e descer. Você deverá marcar na telha, na parte funda da telha (onda da telha Ondina), a circunferência da garrafa. Para isso faça um círculo de raio 5 cm no papel, depois copie no lugar. A garrafa é menos de meio centímetro mais larga que isso, mas a cinturinha da garrafa fica bem ajustada. Com a furadeira vá fazendo furos na parte de dentro do círculo, depois remova o pedaço cortado e lixe as bordas do buraco, emparelhando. O Ideal é que a garrafa, cheia, seja colocada de dentro da casa para cima. Mas como eu fiz sozinho, e muitas vezes coisas malucas assim são solitárias mesmo, coloquei de cima do telhado as garrafas. O bojo de baixo da garrafa entra bem justo, e, se tudo der certo, a garrafa já estará presa no telhado. Acerte o nível e passe a cola, uma Cola Forte. Usei adesivo plástico, mas desaconselho pois fui parar no hospital com intoxicação (!!!). Pode usar Durepox, ou Araldite de repente. Como a Fita Vedacit vai ficar por cima, não há o perigo da cola ressecar e quebrar com o tempo, causando vazamentos (bom, em teoria..).

3. Importante é por fora colocar esta fita autoadesiva, metalizada, usada para vedar telhas. (Fita Vedacit Auto-Adesiva, R$ 4,oo reais o metro, aqui). 1m = 2 lâmpadas bem instaladas.

4. Coloque também na tampa, para não ressecar.

5. Veja que a fita metalizada cobre bem por cima do encaixe com a telha, não deixe nenhum espaço sem a fita colocar: é a garantia de não vazamento de água.
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Luminária de Garrafa PET: aprenda a fazer



O ANTES E DEPOIS da instalação das luminárias ecológicas: Na esquerda, antes, local do canto da cozinha externa, bastante escuro. Na DIREITA, depois da instalação, até com uns efeitos que o brilho da garrafa causa nas paredes: muito legal !!!!!
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4 de dezembro de 2008

COLORADO CAMPEÃO DE TUDO!!




PRIMEIRO TIME BRASILEIRO CAMPEÃO SUL-AMERICANO !!!
ISSO A HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO NÃO ESQUECERÁ JAMAIS!

ERA O TROFÉU QUE FALTAVA NA NOSSA ESTANTE !!
O TEU PRESENTE DE CONQUISTAS É O MOTIVO CONSTANTE DAS ALEGRIAS DO MEU CORAÇÃO

PARABÉNS TIME QUERIDO! PARABÉNS COLORADOS DO MUNDO!

DÁ-LHE INTER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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4 de novembro de 2008

FLOR DE LIS ARAUJO LIESENFELD


MAIS FOTOS NO BLOG DELA:

NOSSA FLOR DE LIS
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Minha melhor criação!

Ta aí, a minha melhor produção, minha melhor criação, a mais linda, a mais perfeita
Nascida em 21 de outubro, a minha filha tem mostrado o quanto é especial a vida e o quanto podemos ser ainda melhores do que achávamos que éramos
Traz a certeza que devemos continuar no caminho correto, amar a vida sobre todas as formas, dedicar nosso futuro ao futuro dos nossos filhos, mas que esse seja um futuro de paz, de natureza mais exuberante, um mundo melhor, formada de pessoas melhores
Meu futuro hoje é o futuro que dedicarei aos meus filhos
Seja Bem - vinda a Terra, filha
Não é o Planeta que desejava te entregar, mas, batalho e continuarei lutando para que este Planeta seja melhor no futuro
Tu serás testemunha disso!
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18 de setembro de 2008

Comércio deverá receber pilhas e baterias usadas

O Conama aprovou uma nova resolução, na 91ª Reunião Ordinária, para o descarte e gerenciamento de pilhas e baterias usadas. A nova resolução estabelece o recebimento das pilhas e baterias usadas pelos estabelecimentos comerciais. A medida visa a reduzir o teor de metais pesados , como o mercúrio, o cádmio e o chumbo presentes nas pilhas. Esta norma entrará em vigor em até 40 dias da data de aprovação, 11 de setembro, e revogará a Resolução de 1999.

Os supermercados, farmácias e outros estabelecimetos comerciais terão até dois anos para disponibilizarem pontos para o recolhimento de pilhas e baterias . Todo o resíduo recebido deverá receber destino ambientalmente adequado pelos fabricantes e importadores. Campanhas educativas serão promovidas para o consumidor, e também orientações serão disponibilizadas para o comércio.

A resolução solicita, também, que os órgãos do governo federal intensifiquem o controle e a fiscalização da importação e do comércio ilegal de pilhas e baterias que correspondem a 40% do mercado nacional. Solicita, ainda, ao Ministério da Fazenda incentivos para o consumo de pilhas e baterias recarregáveis em lugar das descartáveis.

Esta é uma medida que, sem dúvida, tem tudo para dar certo. O consumidor precisa se conscientizar do prejuízo ao meio ambiente provocado pelo descarte inadequado de pilhas e baterias. É de suma importância que se crie o hábito de levar a pilha ou bateria velha ao ponto de coleta, caso não se disponha de um carregador para reaproveitá-las o máximo possível.

Um carregador de pilhas pode até ser caro em um primeiro momento, mas a economia na compra de pilhas , em pouco tempo, compensará a despesa. E a quantidade de pilhas que deixarão de ser descartadas é algo que não tem preço. Comprei meu primeiro carregador de pilhas há um ano, e, de lá para cá, tenho economizado bastante com compra de pilhas e contribuído mais ainda para a preservação do ambiente. Pense nisto.

FONTE: ECOBLOGS.COM.BR
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16 de setembro de 2008

DDT Ainda Mata na Amazônia !!!!!


Mais de 500 guardas da extinta Sucam (Superintendência de Combate à Malária), foram contaminados pelo inseticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano, que ficou conhecido popularmente como DDT.

"É como se a gente corresse atrás e a morte na frente, sempre levando vantagem", disse Aldo Moura da Silva, 50 anos, ao lamentar a morte do amigo que havia visitado na tarde do dia anterior. José Lacerda e Aldo Moura fazem parte de uma extensa lista de marcados para morrer. Não por tiros, mas por um mal devastador que os está destruindo por dentro e por fora.

A Sucam foi incorporada em 1990 à Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Para o Ex-Presidente José Sarney, quando a Sucam e seu “exército de mata-mosquitos” atuavam, o controle de endemias e epidemias era mais bem executado no país. Infelizmente, estes mata-mosquitos tinham que beber, na frente das pessoas, goles de DDT para provar aos espectadores que o veneno não fazia mal. Dos borrifadores de DDT no Acre, 12 sofreram mutilações e 11 estão com suspeita de câncer. Outros 12 apresentam problemas cardiovasculares. No entanto, por incrível que pareça, nem essa sucessão de 41 mortos, agora 41, nem as seqüelas devastadoras e a dor que a contaminação marca os corpos de suas vítimas conseguiram, até agora, despertar e comover as autoridades de Saúde, oficialmente, as autoridades ignoram o problema.

De todas as doenças que o Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o DDT, pode causar em humanos e animais com sua contaminação - edema pulmonar, câncer, cirrose, doenças car-diovasculares, distúrbios mentais, tosse, rouquidão e outras - o ex-guarda Mário Wilson da Silva parece ter sido acometido de todas, tal o estado lastimável em que se encontra.
Nos últimos sete anos em que a contaminação se manifestou, seu corpo foi definhando, até prostrá-lo na cama, de onde não mais se ergueu. Há dez dias, a circulação sangüinea estancou de vez na perna direita. Alegando apenas que se tratava de uma doença "cardio-vascular", sem investigar as origens, o médico amputou a perna na altura do joelho.
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Mata-mosquitos pedem justiça

Se as autoridades de Saúde permanecem em silêncio sobre o drama que virou tragédia dos ex-guardas da Sucam, aos poucos, eles estão conseguindo alguns aliados. Um deles é o procurador da República no Acre, Anselmo Henrique.
No entanto, o que para eles representa uma questão urgente, de vida e morte, o procurador pondera que, diante da lei, pouco se pode fazer. Como o uso do Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o DDT, foi suspenso há mais de dez anos, não caberia mais uma ação penal para responsabilizar o governo.
Mesmo uma indenização fica difícil, porque haveria necessidade de se modificar a legislação. Há informações de que um ex-guarda de outro estado já teria ganho uma ação e o valor estipulado pela Justiça inviabilizaria o orçamento da Funasa. Daí, talvez, a explicação para o silêncio das autoridades. Pelo sim, pelo não, por ora, o que o Estado oferece é uma simples aposentadoria através do INSS.
Além disso, segundo o procurador da República, há controvérsias sobre as conse-qüências do uso do inseticida, os sintomas são bastante variados e os exames não são conclusivos. No caso dos ex-guardas da Sucam no Acre, a situação é mais confusa ainda, levando-se em conta que nem exames toxicológicos foram realizados.
O procurador cita o caso do ex-guarda Luiz Carlos Gomes, que morreu há duas semanas em Cruzeiro do Sul. Quando soube da morte, o procurador conta que já o ha-viam enterrado. Mesmo assim, ainda teve o cuidado de procurar informações sobre a causa mortis e o médico foi evasivo, porque não haviam sido feitos os exames. Sem exames apropriados, há médicos que atestam qualquer doença, como cirrose, hepatite etc.
Nem tudo, porém, está perdido. Segundo o procurador, o que tem a ser feito de imediato são exames toxicológicos confiáveis para detectar se as seqüelas das quais se queixam os ex-guardas são, de fato, resultado da contaminação pelo uso do DDT. Esta medida o procurador diz que pretende determinar, através de uma ação, que o SUS (Sistema Único de Saúde) faça o quanto antes e com todos.
Como os ex-guardas não confiam na isenção de órgãos governamentais, por tudo que passaram, o procurador acha que é possível estabelecer regras e um entendimento entre a Funasa e as lideranças do movimento para escolher, de comum acordo, laboratórios no Estado ou fora dele aptos e confiáveis para realizar esses procedimentos. Para isso, já solicitou relatórios tanto dos ex-guardas como da Funasa no Acre.
Depois da realização dos exames, aí sim, diz o procurador da República, pode-se obrigar o Estado, através do SUS, a prestar um atendimento digno e urgente aos ex-guardas da Sucam. Na sua opinião, trata-se, antes de tudo, de um problema de saúde e saúde é um direito do cidadão.
Além do procurador da República, os ex-guardas da Sucam estão encontrando alguns aliados entre políticos da região, entre eles a deputada federal Perpétua Almeida (PC do B/AC). Conversando com as lideranças da categoria e visitando os doentes em suas casas e hospitais, a deputada reconhece que a situação é grave e está a exigir medidas urgentes.
Segundo ela, como o DDT foi usado não só no Acre, mas em toda a Amazônia, uma de suas primeiras providências será a de mobilizar os parlamentares de outros estados, como os do Amazonas e Pará. Consta que no Pará, os ex-guardas estariam também passando pelos mesmos problemas dos seus colegas no Acre. Depois disso, segundo a deputada, é possível sim com um projeto-de-lei pleitear uma aposentadoria especial e uma indenização pelos danos causados aos ex-guardas e suas famílias.
- O que fizeram com esses trabalhadores não foi só omissão. Foi também um crime, porque na época já sa-biam que o DDT provocava doenças graves e mesmo assim o governo resolveu usar o estoque do inseticida" - diz a deputada.

Fonte: A GAZETA
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3 de setembro de 2008

Amazônia antiga e urbana

Agência FAPESP – Não são exatamente as cidades perdidas que há tempos cientistas e exploradores tentam encontrar na Amazônia, mas a descoberta impressiona. São antigos assentamentos, hoje quase totalmente escondidos pela floresta, que constituíram há séculos estruturas grandes e complexas o bastante para serem chamadas de urbanas.

Segundo estudo publicado na edição desta sexta-feira (29/8) da revista Science, antes da chegada dos colonizadores europeus a bacia do rio Amazonas era um local bem diferente, com comunidades que reuniam mais de 5 mil indivíduos.

Em torno dos assentamentos foram encontrados sinais de represas e lagos artificiais que indicam que os habitantes criavam peixes próximo às suas moradias. Também foram identificadas remanescentes de áreas cultivadas.

A pesquisa foi feita por pesquisadores brasileiros e norte-americanos. Um dos autores é Afukaka Kuikuro, da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu e descendente dos habitantes originais dos assentamentos.

“Se analisarmos as vilas medievais médias ou as pólis gregas, veremos que a maioria tinha uma escala semelhante à que era encontrada na Floresta Amazônica”, disse Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, um dos autores do estudo.

O trabalho também aponta que o tamanho e a escala dos assentamentos no sul da Amazônia implicam que áreas que muitos cientistas consideravam como florestas tropicais virgens foram, na realidade, grandemente influenciadas pela atividade humana.

A pesquisa aponta que os assentamentos eram formados por redes de vilas muradas maiores (de cerca de 600 km²) e vilarejos, cada uma organizada em torno de uma praça central onde eram conduzidos rituais.

Tais estruturas urbanas pré-descobrimento, afirmam, podem auxiliar no desenvolvimento de soluções futuras para a população indígena em outras regiões da Amazônia e no Mato Grosso. “Algumas das práticas que esses antigos habitantes utilizavam podem ajudar a desenvolver formas de implantar soluções de desenvolvimento sustentável”, disse Heckenberger.

Os assentamentos agora analisados, cuja descoberta foi anunciada em outro artigo publicado na Science em 2003, foram formados entre 1250 e 1650, tendo desaparecido ao entrar em contato com doenças trazidas pelos colonizadores europeus.

Apesar de quase totalmente extintas, as antigas comunidades guardam características transmitidas oralmente pelos Kuikuro. Os pesquisadores levaram mais de uma década para identificar e mapear as comunidades antigas com o auxílio dos Kuikuro e de satélites e GPS.

As antigas comunidades não tinham os tamanhos das maiores vilas medievais européias, mas os cientistas verificaram que elas contavam com grandes muros, construídos a partir de trabalhos feitos na terra que permanecem.

Os assentamentos tinham também uma estrada principal semelhante, sempre orientada do nordeste ao sudoeste de modo a seguir o solstício de verão e conectada à praça central. “Não são cidades, mas se trata de urbanismo, construído em torno de vilas”, disse Heckenberger.

A pesquisa destaca que parte da Amazônia virgem não é tão virgem assim, uma vez que conta com uma história de atividade humana. “Isso derruba modelos que sugerem que estamos olhando para uma biodiversidade original”, disse Heckenberger.

Participaram do estudo pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O artigo Pre-Columbian urbanism, anthropogenic landscapes, and the future of the Amazon, de Michael Heckenberger, Afukaka Kuikuro e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
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22 de agosto de 2008

Marinésio: um artista Acreano



Na Lagoinha - comunidade próxima do Rio Alagoinha, na BR 364 - todos conhecem a casa do Marinésio. Também pudera, é a casa mais colorida, mais decorada, mais bem ornamentada de todas em toda a BR 364. Não é difícil de achá-la e por lá estará, certamente, o nosso artista. Ou talhando outro imenso pedaço de madeira, de louro-piranga ou de cedro, ou mesmo estará na sombra refrescante do seu pátio, balançando-se calmamente quem sabe matutando alguma nova obra.

O visitante que por lá chegar terá oportunidade de não somente conhecer peças exclusivas do seu acervo, adquirir lindíssimas peças, mas também de escutar a peculiar história que se esconde nos bastidores de cada obra talhada. Cada uma tem o seu estudo, o seu descortinar, a observação que antevém a batida do martelo. Cada uma revelará ao espectador uma "luz muito profunda", uma "visão muito correta", como Marinésio fala nas suas palavras. A inspiração, relata, vêm da bebida espiritual Santo Daime, que ele faz uso. De sua devoção pelo Mestre Irineu, seguindo a instrução recebida em uma miração, surgiu um dos seus primeiros trabalhos: uma grande escultura representando o Mestre junto de seu cajado.


Este ano Marinésio estará expondo suas obras na ExpoAcre - Juruá, e na oportunidade irá apresentar a escultura feita em homenagem ao ex Governador Jorge Viana, que aqui no Blog mostro de maneira exclusiva!!

As araras, os tucanos, gaviões e personalidades, em obras assinadas pelo Marinésio, poderão ser vistas na ExpoAcre Juruá, entre os dias 24 e 27 de agosto. Confira as fotos!
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9 de agosto de 2008

BR 364 - Um aventura em família...





Outro dia, indo pra Rio Branco de carro, eu, a Mille, o João e a pequena Flor na barriga, paramos o carro pra respirar um pouco e descansar da exaustiva tarefa de dirigir na BR364. Por mais arrumada que a estrada esteja, sempre tem um ou outro "camaleão", sempre arriscado do carro ficar dependurado com as rodas em falso. Mas a paisagem é linda, uma perfeita transecção do Acre.
Instantes depois de descer do carro, ouvi um som ao longe, bem conhecido, aquele som na mata que faz estremecer quem o desconhece, e que pode ser ouvido a quilômetros de distância. Desliguei o carro, e sim! eram os guaribas, na mata ao lado, muuuito proximos, o som do ronco já estava bem forte. Foi legal ver a surpresa do João Pedro. Ficamos todos parados, em silêncio, um tempo ouvindo os roncos, nenhum carro passou enquanto isso, mas não vimos o bando. Um pena que aonde eles estão a estrada vai abrir e derrubar a mata, e talvez nunca mais seja possível ouvi-los novamente na beira da estrada. De qualquer forma, foi lindo!
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Uma árvore no caminho da BR 364. Mesmo depois de queimada, maltratada, quase morta, renasce com sua copa estilo Bonsai.
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13 de julho de 2008

Mapinguari, Em busca do...



Meu interesse pela criptozoologia acreana está começando a amadurecer. Na verdade, tenho aquele interesse de curioso, e por isso me chegam diversas informações, de todos os lados, de diversos senhores que circulam pelas matas, ribeirinhos, agricultores, ex-seringueiros. Informações que relatam as marcas, o rastro, os sinais da passagem de um grande animal, um animal realmente fantástico, de proporções gigantescas, que alguns relatos insistem em afirmar que trata-se de um cavalo selvagem, ou mesmo, com certeza, trata-se do Mapinguari.

O Mapinguari é o ser feérico da selva Amazônica. Seringueiros e indígenas que garantem tê-lo visto falam de um grande macaco com boca na barriga e que emite um cheiro insuportável. Dizem também que a boca do Mapinguari é algo descomunal; tão grande que não termina no queixo, como a dos homens, mas na barriga. A pele dessa figura mitológica é descrita como parecida ao couro dos jacarés e ele tem nas costas uma espécie de armadura que se parece com um casco de tartaruga. Também é conhecido pelos nomes de mão de pilão, pé de garrafa e juma.

Muitos acreditam que o ser Mapinguari, nada mais é que um velho pajé que, por ter descoberto o segredo da imortalidade, ou por uma maldição, ficou condenado a viver sob a forma de Mapinguari para toda a eternidade, vagando a esmo pelas selvas. Muitas culturas tradicionais apóiam esta versão.

Relatos e histórias sobre Mapinguaris podem ser encontradas em toda a Amazônia. Este ser lendário aparece nos lugares mais longínquos aonde quase ninguém vai. As histórias são a de um seringueiro abrindo um varadouro mata à dentro, por uma área onde ninguém andou antes. Eles o descrevem como um animal que deixa rastros redondos, é cabeludo, fede muito e quem já o viu uma vez não quer ver de novo. Os relatos de encontros são muito semelhantes, independente da região amazônica, Acre ou Amapá, que estes procedem.

O Biólogo Norte-americano David Oren, que pesquisa há anos os relatos lendários na Amazônia, está convencido de que o Mapinguari é uma preguiça terrestre. Hoje em dia só são conhecidas as preguiças que vivem em árvores, que são de médio porte e pesam no máximo 5 quilos. Mas até aproximadamente 10 mil anos atrás existiam 8 tipos de preguiças que andavam só no chão, aqui na Amazônia. Inclusive tinha um tipo de preguiça maior que um elefante. A UFAC em Rio Branco e minha colega Profa. Karen, juntamente ao Prof. Alceu Ranzi, tem recolhido diversos fósseis destas preguiças, por todo o Vale do Juruá e outras regiões do Acre. Mas estas preguiças gigantes estão extintas, e os rastros e os encontros no Acre continuam aparecendo..o que explica isso então?

Os rastros que estão sendo relatados, ano a ano exatamente nesta época de início de verão aqui, e que pacientemente venho colecionando, são de uma trilha com muita destruição da vegetação, associado a um pixé intenso, diferente de qualquer outro. Muitos troncos de árvores tem sua casca arranhada, a uma altura de dois metros, diferente das marcas que as onças deixam. Palmeiras de subbosque e palmeiras jovens tem seus brotos internos arrancados e restos destes aparecem macerados no chão. Cipós aparecem cortados e arrebentados a uma altura de 1,70 a dois metros do chão. Galhos de arbustos e arvoretas, sempre quebrados na mesma altura, entre 1,70 e dois metros do chão. Todos os relatos são muito semelhantes.

Seriam rastros de uma preguiça gigante extinta? Ou de um velho pajé que, amaldiçoado, perambula pelas matas demonstrando sua aptidão vegetariana?

Eu, baseado nas conversas que tive com os mateiros meus amigos, analisando aspectos das trilhas e mesmo fotos que eles tiraram, já tenho quase certeza do que é. Programei uma expedição para observar estes vestígios, e na volta, direi o que, na verdade é, o MAPINGUARI ACREANO.
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MAPINGUARY
Versos do poeta-seringueiro acreano
Amâncio Leite, extraídos de “Os cantares
Seringueiros”, edição de 1930.


Certo seringueiro, um dia
Chegou correndo da estrada
Na qual, há tempos não ia,
Não trouxe leite que desse
Para melar a bacia!

Chegou cedo, muito cedo;
Antes da hora marcada,
Seu companheiro ainda andava
Lá pela volta da estrada.
Fez assim, só porque dera
Uma carreira danada!

O triste vinha afrontado,
Verde-amarelo e sem fala!
Saltando dentro de casa
Deitou-se em meio da sala.
Seu rifle de doze tiros
Não trazia uma só bala!

Que teria acontecido
Com aquele pobre rapaz!
Se teria ele esbarrado
Com o velho satanás?
Talvez, depois saberemos
Quando chegar Zé Thomaz.

Zé Thomaz- o companheiro
Chegou, depois de uma hora.
Quando o viu, gritou de longe:
- “Que foi ‘seringueiro espora?!’
Teria você ‘encontrado’
Mapinguary ou caipora?”

“-Encontrei mapinguary:
(Respondeu-lhe João Tomé)
Me ‘atrepei’ numa ‘pupunha’
Com as alpargatas no pé...”
“-Então me conte ‘direito’
como esse danado é!”

“-Ele é maior que um boi
Daqueles do rio da Prata...
Chega ‘estremecia’a mata...
Fez-me ‘atrepa’na ‘pupunha’
Calçando as alpargatas!”

“-Mas rapaz... será ‘possível’
Que não deste ‘ao menos’ um tiro?...”
“-Ora, eu não dei... dei só doze!
Mas, de que mais me admiro
É ‘que ele’ fez tanta conta
Que não mudou nem de giro!”

“-Mas onde foi que encontraste
Tamanha ‘fera’ de fama?...”
“-Foi no ‘cabeço’ da volta
Junto à madeira da ‘cama’
Cá mais atrás, eu vi, ‘fresco’
O rasto dele na lama...”



“-Esse bicho é cabeludo
E todo cheio de escama?”
“-Eu lá pude ‘reparar’
Pra esse ‘filho de mulher-dama’?
Que além de ser muito feio
É todo cheio de trama!...”

“-E o resto dele, como é?
Se parece com o de burro?”
“-Parece, mas é maior!
E se tu lhe visse o ‘esturro’!...
Eu penso que aquele... figa,
Mata as ‘onça’só de murro.”

“-Que vê, ‘vamo’quinta-feira
Que é dia que ninguém corta...
Hoje é segunda e é das ‘arma’
(Santo pra quem tem mãe morta)
Tu vai só vê o ‘esfolado’
Na baixa da ‘ponte-torta’...”

“-Eu tava ‘cuiendo’ o leite
Da madeira do ‘cabeço’
Quando vi um grito longo
‘Como’ outro não conheço!
Me deu um tremor nas perna
Que quase a terra eu não desço...”

“-Mas, afinal desci sempre
Me assustando de Cupim!
Rifle com bala na agulha
Mão no cabo do ‘ispadim’.
Quando eu cheguei debaixo
Ele gritou mesmo assim
Desta vez foi ‘redobrado’
Gargalejando no fim!”

“-Eu armei o ‘pau-furado’
Me encostei na ‘seringueira’
Quando o monstro ‘pretejou’
Eu pensei que era um bandeira...
Baixei a bala pra cima...
Mas qual José. Foi ‘besteira’!”

“-Enquanto o cão coça o olho
Dei dez tiros no danado...
Mas ele, nem ‘mode’ coisa!
Nem ficou ‘arrepiado’
Continuou avançando
No meu rumo, me provando
Que tinha o ‘corpo-fechado’.”

“-Aí dei-lhe mais dois tiros.
Pronto! O rifle virou pau...
Meus cabelos espencaram
As pernas virou mingau...
Meti a mão na poltrona,
Nem uma bala, sinhá dona,
Danou-se seu ‘Nicolau’.”

“-Aí, eu vi ‘que morria...’
- A coisa tava amarela! –
Na ‘madeira’ eu não subia
Pois é de sete tigelas
Chorei de ser seringueiro...
‘Cacei’os dois ‘companheiros’
Já tavam no ‘pé-da-goela’!”

“-Me pus de trás da ‘madeira’
Me deitei rés com o chão.
‘Me peguei’ com São Francisco
De todo o meu coração...
(Mas, o lá do Canindé!)
Nisto, o bicho pois-se em pé
Olha lá o estirão!...
Tanto é alto ‘como’ é grosso
O renegado ‘Mapim’
Eu me pegava com os santos
Não da ‘fé’ ele de mim!
Oh! Que aperto... que agonia...
Meu...- aquele- não cabia
Nem um talo de capim...!”

“-Ele ‘arreganhou’ as unhas
E me arranhou a ‘madeira’!
Nisto, eu me ergui e corri
Pro pé da ‘Tucumanzera’;
Nesta, - ‘calcule você’ –
Subi mais depressa que
‘Largatixa’ em cajazeira!”

“-Ele só fez ‘espiar’!
Mas nem ligou-me ‘importância...’
Se não fosse o São Francisco,
-Adeus ‘história’ adeus dança! –
Quem diabo a coisa contava?...
Porque nesta hora eu tava
No ‘porão’ daquela pança!...”
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7 de julho de 2008

Rio Amazonas - Maior do Mundo - Mesmo!!!




Por Fábio Castro - Agência FAPESP

Os livros de geografia precisam ser alterados. Maior rio do mundo em volume de água, o Amazonas agora pode ser considerado também o maior em extensão, com 140 quilômetros a mais que o rio Nilo, na África.

Novas medições realizadas por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o Amazonas tem 6.992 quilômetros de extensão desde sua nascente no sul do Peru até sua foz, no Pará. O Nilo tem 6.852 quilômetros desde a nascente, no Burundi, até o delta no Egito. Ou seja, 140 quilômetros – ou meros 2% – a menos.

A metodologia utilizada no trabalho, coordenado por Paulo Roberto Martini, da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, combinou imagens de duas fontes diferentes para medir o rio Amazonas: foram empregados mosaicos Geocover – gerados a partir de dados do satélite Landsat 5 – e imagens do Modis, um sensor de grande campo instalado em duas plataformas da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Segundo Martini, a combinação das duas fontes serviu para garantir a precisão das medidas. O Modis tem resolução espacial de 250 metros de pixel, isto é, “enxerga” grandes quadrados de mil quilômetros de lado. Os mosaicos Geocover têm resolução de 25 metros de pixel, cobrindo áreas de 180 x 180 quilômetros. A combinação associou a alta resolução à grande abrangência.

“Utilizamos as imagens de alta resolução do Geocover para calibrar as de baixa resolução. Com isso, a imagem do Modis teve precisão cartográfica equivalente à de uma resolução dez vezes menor. A diferença entre as medidas ficou abaixo de um pixel do sensor Modis: um erro de apenas 250 metros em quase 7 mil quilômetros”, disse Martini à Agência FAPESP.

De acordo com o pesquisador, a mesma metodologia também foi utilizada para medir o Nilo e pode ser aplicada para qualquer grande rio do planeta coberto por imagens Modis, o sensor instalado em dois satélites da Nasa, que emite imagens diárias.

“O Inpe instalou uma estação em Cuiabá, que cobre toda a região do rio Amazonas, recebendo um link direto das imagens do Modis e disponibilizando-as abertamente na internet. No caso do Nilo não foi tão simples, porque cada parte do rio é coberta por uma estação diferente”, explicou.

Segundo Martini, a interpretação dos dados foi feita diretamente sobre a imagem na tela do Spring, um software de geoprocessamento desenvolvido no Inpe. “Embora a Nasa disponibilize as imagens abertamente, para utilizá-las a fim de medir os rios é preciso ter um bom background de sensoriamento remoto e cartografia. Desde 1990 o Inpe estuda o rio Amazonas por meio de tecnologias derivadas do Programa Espacial Brasileiro”, afirmou.


Nascente peruana

De acordo com Martini, a diferença da extensão do rio Amazonas em relação ao que foi registrado anteriormente não se deve apenas à metodologia empregada, mas também a um fator conceitual.

“Há duas maneiras de medir um rio. Uma delas é buscar uma hierarquia, seguindo o tributário [afluente] que tem maior fluxo d’água. Por esse critério, o Amazonas já era o maior. A outra maneira é medir as vertentes mais distantes de onde a água está fluindo, ainda que tenham menos água. Por esse critério, só agora descobrimos que o rio é o mais longo”, apontou.

Segundo o pesquisador do Inpe, as vertentes mais distantes do rio, onde se iniciaram as medidas, só foram cientificamente definidas na expedição às nascentes organizada pela produtora RW Cine, em junho de 2007, que reuniu pesquisadores do Instituto Geográfico Militar do Peru, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do próprio Inpe.

“O registro cartográfico e ecológico dessa expedição teve um suporte importante das imagens da câmera CCD do satélite sino-brasileiro CBERS e da plataforma Google Earth. Os dados foram integrados pelo representante do Inpe na expedição, o pesquisador Oton Barros”, disse.

A equipe da expedição comprovou cientificamente que o ramo nascente do rio Amazonas é o rio Apurimac, no altiplano da cordilheira ocidental dos Andes, descendo pela cordilheira oriental e formando o rio Ucayalli, na planície peruana. Já o Nilo começa no Burundi, antes de chegar ao lago Vitória, entre Uganda, Quênia e Tanzânia.

Mais informações: www.inpe.br
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30 de junho de 2008

Jogo da Onça - aprenda a jogar


Este jogo é tradicional lá nas bandas do Vale do Acre. Aprendi quando visitava o Projeto de Assentamento Agro-extrativista (PAE) Chico Mendes, lá no Seringal Cachoeira, mesmo local onde Chico Mendes nasceu e viveu a sua juventude.

O jogo da onça é tipo um resta um. São quatorze cachorros e uma onça. As peças podem ser de tampa de garrafa ou coisas do gênero. Joga-se sobre o tabuleiro acima. A tarefa dos cachorros é comer a onça, e fazem isso encurralando ela em um canto. Já a onça come os cachorros pulando por cima deles. Quem inicia o jogo é sempre a onça. O triângulo à direita é a toca da onça, e aonde os cachorros devem empurrar a onça para encurralar ela.

Lá a tradição é que quem é onça, é sempre onça, e quem é cachorro, sempre cachorro.

Bom divertimento!
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26 de junho de 2008

Dos Cadernos de Campo II

PLANÍCIE COSTEIRA, Rio Grande do Sul

28 de fevereiro de 1998

[Cerca de dois anos antes, conheci o Seu Zé Lucas, morador da região de Bojuru, na Planície costeira do Rio Grande do Sul, próximo à conhecida estrada do inferno (BR 101). Durante alguns anos, visitei o Seu Zé Lucas e uma amizade muito legal se estabeleceu. Nascemos no mesmo dia do ano, 29 de fevereiro, ele tinha na época, seus setenta e poucos anos, embora aparentasse menos. O Aniversário do Seu Zé Lucas era, e acredito que ainda é, um grande acontecimento na região.]

Chegamos em Bojuru para visitar o Seu Zé Lucas. Na oportunidade estávamos em cinco: o Luciano Cachorro, o Lú Kabelo, a Dani, a Laís e Eu. Quando chegamos na propriedade do Seu Zé Lucas, bem no dia dos nossos aniversários, a comemoração estava armada. Ao lado da sua casa, uma imensa figueira Ficus organensis, fazia sombra para uma trupe de gaiteiros e violeiros, uma imensa churrasqueira crepitando e exalando aquele verdadeiro cheiro do churrasco campeiro, e meia dúzia de pares de prendas e peões, rodopiando ao som do melhor vanerão ao vivo que eu já havia ouvido, levantava uma poeira fina do chão, fazendo com que todos nós sentíssemos aquele como sendo um momento único, mágico, que parecia ter saído das histórias de gaúcho que nosso pais contavam quando éramos crianças.

Ficamos alí por mais dois dias, curtindo. Depois disso continuamos a jornada, rumo a um lugar mítico, esquecido, escondido, inóspito: O Farol Caído. Era a segunda vez que eu e o cachorro estávamos indo lá. Na primeira, contamos com as dicas do próprio Seu Zé Lucas: "O que se enxerga, se alcança..."; "Devagar se chega ao longe...". Na primeira entramos em um portal do tempo e voltamos um dia no tempo, quando comemoramos a virada do ano um dia antes dos nosso conterrâneos, absolutamente convencidos que estávamos certo (-inclusive passamos aquele ano avançados um dia em relação às outras pessoas).

Após uma exaustiva caminhada de uma tarde, alcançamos as paragens do Farol Caído, antigo farol de pedra, a beira da Laguna dos Patos, que servia como referência para os pescadores. Atualmente só são observados os escombros do farol, na ponta de uma península de restingas muito bem conservadas, com diversas figueiras de grande tamanho. Um lugar mesmo muito lindo e poderoso (um dos locais que figuram na minha Lista dos Lugares de Poder). Encontramos alguns pescadores que nos forneceram Tainhas frescas e deliciosas. Sal? Não era problema, pois a Laguna dos Patos nesta época é salobra, basta então molhar um pouco o peixe na água. O problema é que não sabíamos disso, e creditamos toda nossa necessidade de água doce à possibilidade de chegar lá e obter diretamente esta água da laguna. Triste decepção. Não perecemos desidratados por pouco, pois havia muitas frutas maduras, araçás, tarumãs.

Seguindo ao Sul, fomos até São José do Norte, próximo a Rio Grande e depois subi até Cristal, onde procurava o Rodrigo Cambará, mas dele só vi vestígio, marcas das botas e local de acampamento.
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Dos Cadernos de Campo I

EXPEDIÇÃO LIMITE SUL, Rio Grande do Sul

[expedição para encontrar o limite sul de distribuição dos primatas não humanos. Leandro Jerusalinsky, Rodrigo Cambará e Eu]

26 de dezembro de 1998

Na ponte Ricardo, no Rio Piratini, conhecemos o Seu Valdinei, que nos comunicou a não existência por ali do bugio-ruivo (Alouatta guariba). Ele criou-se em Piratini, nas nascentes do Rio de mesmo nome. Lá também não tem, conforme relato do mesmo senhor.

27 de dezembro de 1998

Em Cristal, nas beiradas do Rio Camaquã, conhecemos o Seu Zeno. Na conversa com ele tivemos o primeiro relato confiável da existência do bugio-ruivo (Alouatta guariba). Segundo ele, os bugios habitam o Monte Serrat, localizado junto ao Rio Camaquã.

Aprofundando a conversa, ficamos sabendo das terras do Seu Zelomar. E, sem muitas delongas, nos dirigimos para lá em uma segunda-feira bastante chuvosa. Depois de um rápido reconhecimento no local, confirmamos, através do relato do Seu Zelomar, a existência de bugios nas suas terras. SIM ! Tem bugio, segundo o relato dele. Vimos também, pegada de gato-do-mato, paca, cutia, veado e mão-pelada. Preparamos um acampamento para conhecer melhor a área e realizar o levantamento botânico.
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Série: Dos Cadernos de Campo

Ontem, mexendo nos meus cadernos de anotações de campo, separei uma dúzia de histórias que aos poucos estarei publicando aqui. São histórias da minha vida como estudante de biologia e como biólogo recém-formado.

Queria que este fosse um estímulo para que os meus alunos mantenham seus cadernos de campo. Criem o hábito de estarem sempre com um, anotando as coisas, mesmo que não tenham certeza se servirá pro futuro (lógico que serve..)

Também, queria assim, prestigiar meus queridos amigos distantes, que, ao lerem os relatos, relembrem comigo, com o coração, os excelentes momentos que passamos juntos nas mais diversas aventuras.
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Nosso horário, nosso tempo (ainda sobre o fuso)

A VIDA E O TEMPO
__________________

Mário Quintana

O tempo é indivisível, sabes?
Qual o sentido do Calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore
Contra o vento incerto e vário

A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa...
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa

Todos os poemas são o mesmo poema
Todos os porres são o mesmo porre
Não é de uma vez que se morre
Todas as horas são extremas!

...e todos os encontros são adeuses...
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25 de junho de 2008

Quero minha Uma Hora de volta!!!!

Ou indenização.

Quem vai nos indenizar pela perda desta uma hora? Sim, pois quando é horário de verão nos estados que seguem o Horário de Verão, é perdida uma hora, mas depois no final do período ele é reposta. No nosso caso aqui no Acre vamos perder pra sempre esta hora.

Quero ser indenizado por isso.

Ontem pela manhã, no primeiro dia de vigência da nova lei do Fuso, sai de casa cinco da manhã (seis no horário novo), totalmente escuro, observando no meu trajeto dezenas de crianças, do ensino fundamental, indo a pé para as escolas, como faziam todos os dias, quando ainda era possível fazer de dia. Me deu uma pena muito grande, aquelas crianças indo a noite pra escola. Semana passada muitos parlamentares não foram trabalhar, estavam nas festas juninas Brasil afora, mas acredito que eles não precisem fazer um esforço destes, diariamente, acordando a noite e saindo a pé, arriscado que é com iluminação e segurança falha.

O roubo desta hora é semelhante ao que o Papa Gregório XIII fez, em 1582, ao promulgar o calendário gregoriano. Através de um decreto papal, fez sumir 10 dias do ano, para fins de acerto da contagem de dias. Ou seja, a pessoa que dormiu no dia cinco de outubro, acordou no dia 14 de outubro. Eu penso que um medida destas hoje em dia, quebraria as bolsa de valores de todo o mundo, seria um Caos mundial. Assim uma medida destas hoje em dia seria totalmente insana.

Mas o que aqueles silvículas entendem de ciclos circadianos? O que aqueles seringueiros, analfabetos (sic.), querem reclamar?
Eu sei, que se processar o Estado par ame indenizar este hora perdida, criarei um fato jurídico novo e é bem capaz de ganhar a causa.

Ao menos chamarei a atenção sobre o descaso a respeito da nossa opinião.
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23 de junho de 2008

Hoje muda o FUSO HORÁRIO !



Custei a entender. Refiz por várias vezes as contas até compreender. É uma mudança substancial na vida de todos, e por isso, acabo por concordar que a mesma mereceria uma consulta geral para saber se é necessária ou não. A quem interessa a mudança de horário?

Hoje pela manhã pude comprovar na prática a dificuldade que será a adaptação ao novo fuso, onde será diminuída a diferença da Hora Local com relação à Brasília (veja na figura). Esta diferença era de duas horas, pois agora será somente de uma. Assim vendo, parece interessante. Mas na verdade, para nós, habitantes de um local de continentalidade acentuada, que temos uma outra relação com os horários do sol, a mudança de horário trará diversos complicantes.

Acordo todos os dias as seis da manha. O sol, em poucos minutos, nasce e logo no café já se pode sentir o seu calor e luminosidade. Hoje, para efeito de mudança do fuso, está sendo uma confusão (haha, funcionou o trocadilho....). Umas escolas já adotaram o novo fuso, enquanto outros locais, como a UFAC, somente amanhã. Então, para levar meu filho à escola, tive que já acordar no novo fuso, ou seja CINCO da MATINA... ta certo, muitos vão dizer: tu não mora mais nos frios dos pagos, tchê! Não reclama e te levanta que logo já esquenta...é, mas, cinco (que será seis no novo fuso), tá escuro ainda. Sete da manhã, teoricamente (digo teoricamente pois na verdade só consigo começar as 7:15) já estou em sala de aula...ou seja, logo que o dia amanhecer.

Isso que vou de carro pra UFAC, penso nos alunos que tem que pegar o ônibus 6:20 (5:20 no horário do "sol"), para chegar na UFAC, 7 da matina. Muitas moram bem distante, e não me surpreende se tiverem que acordar 4 ou mesmo antes, no horário do "sol" (ou seria, no horário da lua..rs)

Isso que estamos no nosso verão. E no nosso inverno, os dias são mais curtos...
Já estamos nos aproximando do nosso verdadeiro passado de mamíferos, onde a maior parte era crepuscular ou noturno...hehe

e, do blog "Diário de um Acreano": "Direto do Acre, onde o futuro já começou... em junho vamos avançar uma hora, rumo ao porvir. Já estamos ansiosos em saber as próximas vontades da Globo, afinal de contas, no nosso projeto “Ninguém segura esse Acre” esperamos chegar ainda em Greenwich... o chá das 5 da Rainha vai ter tapioca e tacacá... Marrapaiz! "
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17 de junho de 2008

Óleo de murumuru levará energia elétrica à comunidade no Acre


A Eletronorte construiu uma usina de produção de óleo de murumuru numa comunidade isolada do rio Juruá, extremo oeste do estado do Acre, distante uma hora e meia de barco da cidade de Cruzeiro do Sul. O objetivo inicial é a produção de um óleo mais nobre para comercialização, e de biocombustível que vai gerar energia para a comunidade por meio de um gaseificador.

O segundo óleo extraído passará por um equipamento de craqueamento catalítico para transformar o óleo produzido em biocombustível.

Em meio às novas tecnologias para geração de energia o projeto, que já está sendo instalado na comunidade acreana, não deverá criar prejuízos. A cobrança pelo serviço nessas comunidades também é fruto da tecnologia. Desenvolvido pela Universidade Federal do Pará (UFPA), os cartões pré-pagos serão instalados nos relógios de luz das casas. Um crédito de R$ 15,00 dura, em média, três meses.

- Esse tipo de tecnologia, além de trazer mais qualidade de vida para as comunidades, também faz com que se faça economia, afirma o gerente de desenvolvimento Energético das Comunidades Isoladas da Eletronorte, Ércio Muniz Lima.

Segundo pesquisa realizada pela UFPA e pela Eletronorte, parceiras no projeto, hoje as moradores gastam em média de R$ 15,00 a R$ 60,00 por mês com querosene, lamparina e vela.

Gaseificador

Desenvolvido pelo engenheiro mecânico e professor da Universidade de Brasília na (UNB), Carlos Alberto Gurgel Veras, o gaseificador tem como objetivo ser um equipamento útil voltado para as comunidades isoladas."É de fácil construção e pode ser construído em apenas uma semana na UNB", explica.

O gaseificador é movido a qualquer tipo de biomassa (pequenos resíduos de madeira), como por exemplo a serragem, o caroço de açaí, de babaçu, de murumuru e um pouco de óleo que pode ser o produzido pela comunidade. A queima da biomassa produz um gás que alimenta o motor que gera energia elétrica.

O simples dessa tecnologia é que as duas coisas que vão ser utilizadas nessa máquina estarão disponíveis no quintal da casa, completa Gurgel.
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19 de maio de 2008

Muda o Horário do Acre!


(por Romerito Aquino, da agência O Alto Acre)

Brasília – O Acre finalmente vai ter o mesmo horário dos demais estados da Amazônia. Isso ocorrerá porque, no início da noite de ontem, o presidente Lula sancionou a lei 11.662/2008, originária do projeto do senador Tião Viana (PT-AC) que reduz de duas para apenas uma hora a diferença do fuso horário do estado em relação à hora de Brasília. A nova lei entrará em vigor dentro de 60 dias e muda também o horário de seis municípios do Amazonas e 18 municípios do Pará, reduzindo a quantidade de fusos horários do país, que passa a ser de apenas três e não mais quatro, como era antes do projeto do senador.

Pela lei sancionada por Lula, os municípios amazonenses de Boca do Acre, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Eirunepé, Envira e Ipixuna, que tinham o mesmo horário do Acre, também passam a ser regulados com o fuso de uma hora a menos com relação à capital federal. Enquanto isso, no Pará, a Lei Tião Viana estabelece que 18 municípios do estado passam a ter o mesmo fuso de Brasília, a exemplo do que ocorria com Belém e outros municípios paraenses. A lei foi sancionada pelo presidente no Palácio do Planalto na presença do senador Tião Viana, vice-presidente do Senado Federal.

Segundo estudos oficiais, a lei do novo tempo do Acre trará benefícios para o estado nas áreas de comércio, indústria, bancos, transportes, energia e comunicação, permitindo, ainda, uma nova adaptação da ordem temporal interna da população, o que favorece o ciclo laboral e propicia mais conforto às pessoas. Do ponto de vista energético, por exemplo, a alteração deve acarretar economia de energia no sistema do Acre, reduzindo despesas com a Conta de Consumo de Combustíveis, financiada por todos os consumidores do país. Isso sem contar que o estado deverá emitir menos gás carbônico, um dos responsáveis diretos pelo efeito estufa que superaquece hoje o planeta.

O Acre passa, com a nova lei, a ter finalmente o mesmo horário que os outros estados da Amazônia Ocidental, tais como Amazonas, Rondônia e Roraima. Esse mesmo horário abrange também os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste do país. A nova lei corrige um erro histórico cometido em 1913, quando a legislação transformou o Acre numa espécie de “ilha” do fuso horário amazônico, enquanto o meridiano que estabelece o fuso da Amazônia passa exatamente em cima de Rio Branco, capital do estado.

Quando da legislação de 1913, as populações dos estados do Nordeste não aceitaram ficar no mesmo fuso horário de Fernando de Noronha, mas na mesma hora do Centro-Sul do país. No Acre, por exemplo, não houve quem protestasse contra o que estabelecia a lei de 1913. Com o novo horário, tanto o amanhecer quanto o anoitecer nos municípios acreanos passarão a ocorrer praticamente no mesmo horário da maioria dos estados do país, particularmente os da Amazônia Ocidental.
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Querida Marina (por FREI BETTO)

(publicado na Folha de São Paulo, em 16/05/2008.)
 


Caíste de pé! Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente.

CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade.

Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias.

Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres.

Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio?

Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária.

Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004.

Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta.

É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados.

Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.

Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos.

Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso".

Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé.

Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.

Retorna à tua cadeira no Senado Federal. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum.

Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.

Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?"

Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.

CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 63, frade dominicano, escritor e assessor de movimentos sociais, é autor de, entre outras obras, "A Obra do Artista Uma Visão Holística do Universo".
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13 de maio de 2008

Barulho grande na noite



(Luis Fernando Veríssimo – publicado em Zero Hora – 23/10/2005)

No meio da noite, os recém-chegados acordam com o ruído da água. O ruído trovejante de um rio gigantesco que certamente transbordará e levará as ruínas da cidade

Há muitos anos, me pediram um roteiro para uma história em quadrinhos. Não me lembro quem era o desenhista. Não sei se a história foi publicada. E mal sabia eu que ela seria profética. Era mais ou menos assim.

***

Uma caravana atravessando um deserto. Quatro ou cinco homens sobre camelos e atrás deles uma fileira de camelos carregando sacos de comida e bolsões cheios de água. Época: indefinida. Só sabemos que não estamos no passado porque o chefe da caravana carrega um sofisticado aparelho de orientação por satélite no seu camelo. É o satélite que guia a caravana para o seu destino: a misteriosa cidade de Anhabã-açu, no meio do deserto.

***

Quando montam suas tendas para dormir, à noite, os homens sentam em volta do fogo e conversam sobre a sua missão. Só um deles - o chefe - conhece a misteriosa cidade de Anhabã-açu. Já levou comida e água para Anhabã-açu muitas vezes, mas sempre volta com medo. Sempre volta com terror. O que quer dizer "Anhabã-açu", perguntam ao chefe. É um nome dado pelos indígenas da região, responde o chefe. Ou pelos últimos indígenas da última tribo da região, anos atrás. Quer dizer "Barulho grande na noite". Por que a cidade tem aquele nome? Vocês verão, diz o chefe da caravana. Vocês verão.

***

A viagem leva muitos dias. No tempo em que havia gasolina, quando era feita com caminhões-pipa, levava poucos dias. Agora é feita em muitos dias. A água e a comida carregadas pelos camelos têm que ser racionadas. Os sacos e os bolsões precisam chegar cheios para a população de Anhabã-açu. Quantos habitantes tem Anhabã-açu? "Da última vez que estive lá eram sete", responde o chefe. Sete?! Todo este trabalho para levar água e comida a sete pessoas no meio do deserto?! É, responde o chefe. Ele também não sabe por quê. Só cumpre a sua missão.

***

A caravana chega a Anhabã-açu numa manhã. A cidade está em ruínas. Só o que parece ter resistido ao sol e ao vento carregado de areia do deserto é um incongruente prédio que lembra um teatro europeu do século dezoito, uma ópera, sobressaindo-se da desoladora paisagem à sua volta. Não longe do teatro está o alojamento do destacamento que ficou na cidade, agora reduzido a cinco pessoas. O comandante do destacamento recebe a caravana. Manda descarregar os camelos e convida os membros da caravana a dormir no acampamento, antes de começarem sua viagem de volta. Não há nada para fazer na cidade, conta o comandante. Podem visitar o teatro, se quiserem, mas só verão suas paredes antigas cercando um monte de areia.

***

No meio da noite, os recém-chegados acordam com o ruído da água. O ruído trovejante de um rio gigantesco que certamente transbordará e levará as ruínas da cidade e até o grande teatro na sua correnteza, da qual ninguém escapará. Saem para a rua em pânico, à procura de um lugar alto para escapar das águas do grande rio. Mas não há rio algum. Só há o ruído apavorante de um rio que não se vê, e que diminui pouco a pouco até voltar o silêncio. O comandante pede desculpas. Deveria tê-los avisado. Aquilo acontecia todas as noites. Um rio fantasma passava pela cidade fazendo um grande barulho. Mas só fazia o barulho. A areia que cobria tudo continuava seca depois da sua passagem. Ele não sabia, talvez houvesse um rio ali antes. Já tinham se acostumado. A opção era só essa, se acostumar ou enlouquecer.

***

Perguntaram ao comandante por que o destacamento continuava naquele lugar mal-assombrado. Ele respondeu que cumpria uma lei antiga, cuja origem se perdera no tempo. Talvez fosse até de AFG, antes do fim da gasolina. Algo sobre marcar a presença brasileira na região, para prevenir a cobiça internacional.
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PARA ONDE VAI A POLÍTICA AMBIENTAL DO GOVERNO LULA?


Atenção Senhores e Senhoras preocupados com a ambiente no Brasil. De hoje em diante teremos muito mais motivos de preocupação dos que já vinham nos perseguindo.

Teremos provavelmente, um sensível aumento nos desmatamentos, nas autorizações de desenvolvimento insustentável, nas hidrelétricas altamente sócio-ambientalmente impactantes, nos processos de absolvição daqueles que poluem e degradam o ambiente.

A política ambiental do Gobierno Lula, se existia, estava calcada no trabalho e na ética da Marina Silva. E em ninguém mais..para os degradadores, os desmatadores, os vilões do meio ambiente, saiu a pedra do sapato.

A Ministra do Meio Ambiente saiu sob pressão do agronegócio e dos defensores do crescimento a qualquer custo. Seu substituto já foi anunciado: Carlos Minc, atual secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro.

Pressionada por setores do agronegócio, governadores de estado e políticos da bancada ruralista, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, entregou nesta terça-feira sua carta de demissão ao presidente Lula, de caráter irrevogável. Era a última pessoa no governo a defender o meio ambiente e uma política de desenvolvimento sustentável.

Marina Silva caiu porque não suportou as pressões para que fossem revistas medidas de combate ao desmatamento e de punição a quem destrói a floresta amazônica recentemente anunciadas pelo governo federal, como a determinação para que os bancos (oficiais e privados) só concedessem créditos a proprietários de terras que não desmatassem e regularizassem suas terras no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Políticos da região amazônica, como o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, e pesos-pesados do agronegócio vinham exigindo do governo uma posição mais favorável ao setor, o que provocou constantes choques com o Ministério do Meio Ambiente.

'O pedido de demissão da ministra Marina comprova o descaso do governo Lula com a causa ambiental e também com a proteção da Amazônia', afirma Paulo Adario, diretor da campanha de Amazônia do Greenpeace. Segundo ele, Marina sai e leva junto a toda a credibilidade que tinha transferido para o governo Lula nos últimos cinco anos.

'Ela vai embora e leva junto essa roupa de credibilidade ambiental, deixando o rei Lula completamente nu', critica Adario.

E agora, o Brasil retrocede 30 anos. Vamos aguardar o novo "Milagre Brasileiro" baseado no derruba floresta, planta gado, derruba floresta, planta soja...

Desenvolvimento a qualquer custo! Ordem e Progresso, e a ordem é desmatar!
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7 de maio de 2008

Mandei meu nome pra Lua!


Já que somente em sonhos e de forma muito impossível poderia ir pessoalmente, meu nome estará indo pra Lua ainda este ano.
Quer mandar o seu também?
Clique aqui.
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5 de maio de 2008

COLORADO CAMPEÃO GAÚCHO !!!!!!!!


GLÓRIA DO DESPORTO NACIONAL
Ó INTERNACIONAL QUE EU VIVO A EXALTAR
LEVAS A PLAGAS DISTANTES
FEITOS RELEVANTES
VIVES A BRILHAAAAAAAARR
OLHOS ONDE SURGE O AMANHÃ RADIOSO DE LUZ, VARONIL
SEGUE TUA SENDA DE VITÓRIA
COLORADO DAS GLÓRIAS
ORGULHO DO BRASIL


O TEU PASSADO ALVI-RUBRO
MOTIVO DE FESTAS EM NOSSOS CORAÇÕES
O TEU PRESENTE DIZ TUDO
TRAZENDO A TORCIDA ALEGRES EMOÇÕES
COLORADO DE ASES CELEIRO
TEUS ASTROS CINTILAM NO CÉU SEMPRE (VIBRA)
VIBRA O BRASIL INTEIRO
COM O CLUBE DO POVO DO RIO GRANDE DO SUL
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28 de abril de 2008

EU VIVO NA FLORESTA !


Eu vivo na floresta. Todo dia acordo e penso nisso. Tenho a nítida sensação de um sonho realizado.

Eu vivo na floresta. Vendo do alto, Cruzeiro do Sul é um pontinho no meio da imensidão verde das florestas do Juruá.

Vivendo na floresta, aprendendo a me curar. Me mantendo no caminho do respeito à natureza, no caminho do respeito ao próximo, da bondade e da promoção da paz.

Convido meus irmão habitantes desta grande nave mãe chamada terra: vamos cuidar do nosso planeta, vamos cuidar das nossas águas. Vamos cuidar das nossas florestas.

Outrossim, a cura da floresta, é, e só pode ser, na floresta. A cura proporcionada pelos elementos nativos da floresta, deve ser desenvolvido no seio da floresta, e não cinco mil quilômetros distante, no meio da metrópole, da urbis, poluída e deturpada.
Os poderes da floresta, mal utilizados, mal orientados, mediados por pessoas despreparadas, sem dúvida só podem causar conseqüências nefastas.
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Ayahuasca: Patrimônio da Cultura Brasileira


Ayahuasca: Patrimônio da Cultura Brasileira
Perpétua Almeida
(reprodução)

A Amazônia Brasileira tem particularidades que só entende com mais precisão quem nela mora ou quem, como muitos, resolvem adotá-la em seu coração. Dizem os mais antigos que aqueles que entram na floresta, que se banham nos igarapés ou ouvem o som dos pássaros da mata não se esquecem jamais. Nisso eu acredito.

Nessa vasta diversidade cultural, que é influenciada pelos costumes indígenas e pelas crenças trazidas pelos que chegaram para morar na Amazônia, nasce uma religião tipicamente brasileira. Falo do daime, ayahuasca, chá, vegetal. Dentre outras, são estes os nomes dados à união de duas plantas oriundas da floresta que num processo de infusão das folhas da Psychotria Viridis – rainha ou chacrona (um arbusto) e da Banisteriopsis Caapi - mariri ou jagube (um cipó) surge um chá que é usado em rituais culturais e religiosos. Temos ainda que considerar o uso milenar pelos indígenas nos seus rituais específicos, que vêm dos povos pré-colombianos da América do Sul. Mas é no contexto urbano, há cerca de 40 anos, que a expansão chegou a diversas cidades brasileiras e até no exterior.

O Conselho Nacional Anti-Drogas, publicou em novembro de 2006 um relatório produzido por um grupo interdisciplinar onde se fizeram presentes representantes das três linhas originárias: O Alto Santo - criado pelo Mestre Raimundo Irineu Serra e aqui não abro um parêntese, mas meu coração para registrar o profundo respeito e carinho pela Madrinha Peregrina; a Barquinha – pelo Mestre Daniel Pereira Mattos, através do qual manifesto também a grande consideração por Francisco Araújo; e o Centro Espírita Beneficente União do Vegetal pelo Mestre José Gabriel da Costa, segmento com o qual tenho profundas ligações emocionais através dos meus padrinhos de batismo Sr. Gaim e dona Amaríades que pertencem a União do Vegetal, e, que foram fundamentais no meu processo de construção como ser humano ensinando-me através de seu exemplo a convivência pacífica, democrática e engrandecedora com outras religiões. Destas três linhas, a União do Vegetal se origina em Rondônia e as demais no Acre.
O relatório, de um órgão ligado diretamente à Presidência da República, reitera a liberdade do uso religioso da ayahuasca, considerando a inviolabilidade de consciência e de crença, além da garantia de proteção do Estado às manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, com base na Constituição Federal. Aponta ainda que a liberdade religiosa e o poder familiar devem servir à paz social, à qual se submete a autonomia individual.

Há ainda os que confundem a bebida com droga, por conta das reações percebidas por cada pessoa. Pesquisas científicas nas modalidades da farmacologia, pscicologia, antropologia, direito, química, dentre outras áreas acadêmicas, apontam para a comprovação que o governo brasileiro já publicou: o chá não é droga.

Os adeptos desse sincretismo religioso somam milhares e milhares de famílias. Ligados umbilicalmente à preservação da natureza, porque dela precisam para o plantio do cipó e da folha, esses cidadãos contribuem para a busca de uma sociedade mais justa e pacífica, com respeito à legislação nacional.

Na Amazônia, com mais intensidade no sul do estado do Amazonas, nos estados do Acre e Rondônia o uso em rituais religiosos é comum e conhecido na sociedade. Faz parte da cultura, da vivência de homens e mulheres que convivem com a floresta.

No início de 2007 fizemos uma primeira reunião com um grupo de pessoas, com a proposta de garantir que o uso religioso do chá fosse reconhecido como patrimônio imaterial da cultura brasileira. Estudamos, pesquisamos, pedimos auxílio. Não tivemos pressa, mas também não esmorecemos. Preferimos não dar publicidade na mídia, porque essa não é uma bandeira política, é uma questão de reconhecimento e reflexão. Coloquei meu mandato à disposição e estamos chegando a um momento importante. Conseguimos excelentes contribuições de vários intelectuais, entre eles, Jair Facundes, Toinho Alves, Edson Lodi e do historiador Marcus Vinicius e toda a equipe da Fundação Garibaldi Brasil.

A atual legislação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional prevê que o reconhecimento deve ser dado à uma prática, uma representação social, à conhecimentos e técnicas que as comunidades ou grupos reconhecem como parte integrante da cultura, que seja transmitido de geração em geração e tenha sua interação com a natureza. Chegamos a conclusões e começamos a dar os encaminhamentos.

Estávamos marcando uma ida para Brasília, para fazermos no Ministério da Cultura, no IPHAN e no Congresso Nacional um grande ato. Mas os mistérios e as oportunidades se apresentam, como se orquestradas por um Grande Maestro. Nada mais importante e sublime que a simplicidade da nossa terra, dos nossos ares. Chegou a oportunidade.

Dia 30, na próxima quarta-feira, o Ministro Giberto Gil vem no Acre. Além de cumprir uma importante agenda com o nosso governador Binho Marques, conseguimos um espaço pra que ele receba um documento assinado pelos representantes das três linhas originárias. Um documento simples, sem pretensões acadêmicas, mas que traz no seu seio algo sublime e bonito de se ver: que o governo brasileiro reconheça essa cultura, essa manifestação religiosa que tem na sua matriz a floresta amazônica.

Deputada Federal no 2º mandato pelo PCdoB do Acre.
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27 de abril de 2008

Na Samaúma do Seu Jorge




Pois eu em cima da samaúma que nem penso em comentar. de pés descalços, na mata, isso depois de uma forte sessão de sananga e muito rapé.

O local alí é sem dúvida um local de poder. Só conhecendo pra saber. Quem vai até a samaúma do Seu jorge não volta igual. Ali algo vibra, algo sucede, algo inspira, algo te movimenta, te fortalece, te emociona, te agrada, te mostra uma luz...

A luz da floresta...o poder da samaúma

Muita gente vê uma árvore, e somente vê uma árvore...quem vê essa árvore, não vê somente uma árvore, vê um ser, uma personalidade da floresta, vê uma divindade.

Ela esta lá, pra quem quiser conhecê-la, somente para aqueles que querem..e ela estará lá, por muitas e muitas gerações, assim como têm sido, há muitas e muitas gerações.
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23 de março de 2008

Vá de Trem! Preserve a Amazônia


Penso, e não somente eu sou desta idéia, que quando da abertura da estrada a tranquilidade na cidade de Feijó, e em muitas outras da beira da BR364 será diminuida. Hoje, a ligação de estrada no inverno, perfeitamente transitável, somente é possível até Cruzeiro do Sul. No verão, dai é possível até Rio Branco. São muitos anos de isolamento, que está prestes a acabar, segundo alguns, em 2010.

Ha algumas semanas falei em aula que se daquela época em que começaram as construcões da estrada, se houvesse possibilidade de optar por uma estrada de ferro, trens mesmo, com certeza grande parte das malezas sofridas pela população desde então estariam acabadas, como grandes despesas com saúde, exploração decorrente de mercadorias super valorizadas pelos donos de atacado, problemas de transporte em geral, além do que é sabido que estradas de terra impactam muito menos o meio ambiente, ideal para a Amazônia e seus ambientes. Dai pergunto, porque estradas de asfalto na amazônia? Tudo que pode ser transportado em uma caminhão pode ser transportado da mesma forma, ou muito melhor em um trem.

Falta tecnologia no mundo para estradas de ferro? Não, muito pelo contrário. O Brasil se vende para aqueles que mantém o lobby das estradas de asfalto, dos postos de gasolina, dos fabricantes de carro, pneus, dos combustíveis.

Para o transporte na Amazônia, estradas de Ferro. Para não ocorrer o que provavelmente ocorrerá com a conclusão da BR364.
Eu estarei aqui para assistir, e relatar, os impactos do avanço desta fronteira do pseudo-progresso.
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Haru! Cadê você?!?!


Acima, momento de extrema concentração, logo em seguida à aplicação do rapé do pagezinho Haru Kontanawa. Na foto ainda estão o Deildo Arara, a Chalissa, visitante do sul, e o João Pedro, que não é do sul mas se amarra em um chimarrão.

Essa é pra lembrar do Haru, e ai, Haru, entra em contato ai irmãzinho...tu sabe que eu não tenho e nem quero ter esse negócio de orkutio.
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Ambientalistas pedem ferrovia em vez de rodovia na Amazônia

Publicada em 20/03/2008 às 01h04m - O Globo Online

"Há pressão política por parte de empreiteiras que atuam nessas obras"


MANAUS - A reconstrução da BR-319 (Manaus-Porto Velho) pode provocar o desmatamento de mais de cinco milhões de hectares de floresta na Amazônia até 2050. O alerta foi feito nesta quarta-feira por ambientalistas, durante o seminário "Ferrovia X BR-319: um debate necessário e urgente para o Amazonas", realizado por ONGs, com o apoio do governo do Estado do Amazonas, em Manaus. É o que mostra o jornal 'O Globo' nesta quinta-feira.
Ambientalistas são contrários à reconstrução da BR-319, prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e defendem a construção de uma ferrovia entre duas cidades amazonenses: Careiro Castanho (a 80 quilômetros de Manaus) e Humaitá (a cem quilômetros de Porto Velho). Segundo o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, a ferrovia conteria em 80% o desmatamento previsto para a reconstrução da BR-319.

O representante da ONG Preserve a Amazônia, Marcos Mariani, disse que a entidade começou um movimento a favor de ferrovias na região: "Vá de Trem! Preserve a Amazônia". A ONG estuda a possibilidade de pedir, na Justiça, a paralisação das obras, como será feito na BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).
Mariani ressaltou que estudos e estatísticas sobre o desmatamento apontam que mais de 80% da área desmatada na Amazônia, que abrange os estados de Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Acre e Mato Grosso, estão a até 50 km das rodovias.
Para ele, as estradas favorecem o desmatamento, e os estudos ambientais para licenciamento de rodovias não atendem à legislação brasileira.
- Há pressão política por parte de empreiteiras que atuam nessas obras - afirmou Mariani.
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Em Feijó, quase n'agua

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Em Feijó, Acre

Mais uma etapa de aulas pelos caminhos do Acre. Desta vez em Feijó. Município a meio caminho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Mais uma turma de professores da zona rural, muitos moradores das margens do Rio Envira, outros moradores das diversas aldeias indígenas da região. Estava trabalhando, mas também curtindo um pedacinho final das minhas férias. A foto mostra um dos momentos de relaxamento, entre uma aula e outra. O local ali é o futuro pesque-pague do Seu Toinho, também um criadouro de peixes, como pirarucus, tambaquis e muitas, muitas piabas.

Feijó tem o seu charme. Bem plana, à beira do Envira. Tranquila ao máximo. Quando digo tranquila, é do tipo dormir de porta e janelas abertas, bicicletas pela rua, carros abertos, passeios ao fim de tarde com pôr-do-sol no rio, essas coisas.
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29 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro de 2008


Enfim, é chegado o dia da comemoração. De reunir os amigos. Queria algo especial, e foi mesmo muito especial. Reuni um turma na minha casa, junto da minha família aqui e comemoramos degustando paõzinho de alho (novidade total !!! - e aprovada!!), um xixo bem caprichado, macaxeira amarelinha que desmanchava na boca e, cerveja, claro!

Cenas da festa! O corisco, com vocês bem reparam, bem tranquilinho, na dele...

Em cima, O Gilson, colega da Genética; Seu Pedro, sogrão; abaixo, povo de longe, da Biologia, que compareceu; da esquerda pra direita: Fabrício, Renato, Hosana (que ta morando pra ca já) e o Breno. Na foto ao lado, discurso.

Eu e Jamille, minha paixão; do lado, o Eldo, assador convocado; abaixo, Pablo, a Sandra e a Gil; e o Léo brindando comigo meu envelhecimento.
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28 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro de 2004



2004 foi o encerramento de um ciclo de anos ruins. Encerrava-se o ciclo de saturno. Finalmente estava empregado, iniciando dentro da UFRGS um contrato de professor substituto. Lentamente o tempo clareava pro meu lado. Estava este ano de férias em Santa Catarina e preparei para amigos um peixe ao molho de camarão.

2004 foi também o ano que vim pela primeira vez à Cruzeiro do Sul. Foi quando conheci algumas das medicinas da floresta, como o Kambô.

O Colorado em 2004 é Tricampeão Gaúcho.
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27 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro de 2000


Havia me mudado pra Campinas neste ano, iniciando por lá o curso de mestrado em ecologia, na UNICAMP. No dia 29 reuni o pessoal, colegas de turma e amigos, para na famosa Maloca VI, no fogão a lenha que recuperei especialmente pra data, cozinhar uma suculenta feijoada completa, com lenha que catei na fazenda próxima. Rolou caldinho de feijão, a boa cachaça mineira e som ao vivo do Zé, que fazia pouco voltara da França. O Pedrão trouxe uma feijoada vegetariana, pros adeptos.
2000 é ano bissexto apesar das viradas de século obrigatoriamente não serem. Não existe ano bissexto em virada de século a não ser de 400 em 400 anos, o que significa um correção em cima da correção. Assim no ano de 2000 atuou a super-correção dos anos bissextos que orienta para que a cada 400 anos, exista um ano bissexto na virada de século. Aqueles segundos residuais, que sobram no final de cada ano e que os 29 de fevereiro não conseguem corrigir, sobra pro ano bissexto de 400 em 400 anos. A penúltima virada de século, não teve ano bissexto, assim, quem faria aniversário no dia 29 de fevereiro de 1900, teve de esperar até 1904 para comemorar na data correta.
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29 de fevereiro de 1996


Estava fazendo o curso de biologia, na UFRGS, e em 1996 meu aniversário foi comemorado no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na Ilha Santa Bárbara, aonde participava de um estágio junto ao Ibama. Habitavam a ilha oficiais da Marinha, fazendo a manutenção do Farol, um guarda do Ibama, e eu. Cozinhei para os convidados um muqueca de robalo, pescado fora do Parque na manhã. Foi um sucesso...lembro de lavar a louça toda, e não era pouca, na beira do mar.
O mais legal deste dia foi mergulhar de apnéia na tardinha e encontrar um tartaruga-marinha - uma cabeçuda jovem. Foi um passeio com ela nas claras águas do arquipélago. Brinquei, dancei, tanto que fui até o anoitecer, quando já não enxergava mais nada.
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29 de fevereiro de 1992


Época das minhas viagens de bicicleta e das competições de Triathlon. Com um grupo de amigos subi a serra gaúcha diversas vezes, em São Francisco de Paula, Gramado, Canela. No dia 29 estava, com a minha bicicleta, na beira do vale da Ferradura, em Canela. Devo ter comido miojo no dia. Neste ano completei o ensino médio, quando era ainda chamado de 2o Grau, no Colégio Pastor Dohms, em Porto Alegre. Neste mesmo ano o Internacional sagrou-se Bicampeão Gaúcho e Campeão da Copa do Brasil.
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29 de fevereiro de 1988



Em 88 foi a vez de reunir a turma do prédio e do colégio Pastor Dohms no salão de festas do condomínio. Destaque para a audição de “Feliz Aniversário, eu envelheço na cidade” do Ira!.
Em Anthony, cidade da fronteira entre o Texas e o Novo Méxixo (EUA), estava sendo realizado o Primeiro Festival da Rede Mundial do Nascidos em 29 de fevereiro (World Wide Leap Year Festival). A cidade de Anthony é considerada a capital mundial do ano bissexto.
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26 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro de 1984



Neste ano parece que meus pais não queriam fazer meu aniversário, mas meu avô Athaydes, a vó Flor e minha tia Ada Bia insistiram e dai saiu uma mesa com salgadinhos e docinhos. Neste ano fui com meu pai em um festival de aviação, que me marcou muito. Eu estudava na época em uma escola adventista e foi um tempo que se discutia muito religião durante as refeições. Lembro de longas conversas com meu avô e meus pais sobre isso. Boas lembranças são os passeios com meu avô à Feira do Livro de Porto Alegre, e os autógrafos do Poeta Mário Quintana e da Maria Dinorah.

Neste mesmo ano o Internacional é Tetracampeão Gaúcho e Vice-Campeão Olímpico representando a Seleção Brasileira.
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24 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro de 1980


Meu primeiro aniversário bissexto. Segundo informações da minha mãe este foi comemorado na casa dos meus avós maternos, como a maioria dos aniversários da família. Infelizmente, não é possível mais andar de moto com o meu tio Tadeu, falecido anos antes. Entre as minhas melhores lembranças está eu acompanhando minha vó Flor no trabalho dela, no chamado Postão 4, posto de saúde do Inamps (atual Inss), onde ela conhecia todos e todos gostavam muito dela, e eu, portanto fui sempre bem tratado e muito paparicado com o neto da Dona Flor-de-Lis.

O Internacional é vice-campeão da Copa Libertadores.
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23 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro de 1976


Nasço neste ano, em Porto Alegre, no Hospital Fêmina.
Eu nascendo e o Internacional sagrando-se Octacampeão gaúcho, e no final do ano, Bicampeão brasileiro. Por causa do resultado da final do campeonato brasileiro, meu avô acabou me ganhando da minha mãe em uma aposta (pelo menos é o que conta uma lenda da família).

Para ver o Colorado na final do campeonato contra o Corinthians, clique aqui (Youtube)
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MICROBIOGRAFIA DE UM BISSEXTO 2

Resolvi assim escrever já este ano uma Microbiografia, baseada somente nos meus aniversários dos anos bissextos e outros fatos relevantes do ano. Ai percebi que os nascidos em 29 de fevereiro levam relativa vantagem no quesito memória dos aniversários. Tente lembrar como foram os seus últimos oito aniversários. É meio difícil, concordo.

Assim, o que eu consegui lembrar eu escrevi cronologicamente, falando do dia do meu aniversário.
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6th Worldwide Leap Year Festival, Anthony USA



Quem sabe em 2012 ?...
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I'm a Leap Year Baby!



E o pior que estou tão ansioso que ainda não sei o que fazer para comemorar.
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2008 - UM ANO BISSEXTO

A razão da existência do ano bissexto é para se corrigir a discrepância entre o ano-calendário convencional e o tempo de translação da Terra em volta do Sol — o ano solar. A Terra demora aproximadamente 365,25 dias solares (1 ano trópico) para dar uma volta completa ao redor do Sol, enquanto o ano-calendário comum (por convenção) tem 365 dias solares. Portanto, sobram aproximadamente seis horas (0,25 dia) a cada ano solar.

As horas excedentes são somadas e, a cada quatro anos, adicionadas ao calendário na forma de um dia (4 x 6h = 1 dia). Este dia extra é incluído no mês de fevereiro, que terá então 29 dias.

O ano bissexto foi adotado pela primeira vez no Egito, em 238 AC. O calendário Juliano, introduzido em 45 AC, adotou a regra de que todo ano divisível por quatro era bissexto. Mas mesmo com essa regra ainda existia um erro de aproximadamente 1 dia a cada 128 anos. Sendo assim, é necessário que nas viradas de século não exista ano bissexto (como foi em 1900), somente ano bissexto em viradas de século a cada 400 anos (como ocorreu em 2000).

No final do século XVI foi introduzido o calendário Gregoriano, usado até hoje na maioria dos países, adotando as seguintes regras:

1- Todo ano divisível por 4 é bissexto
2- Todo ano divisível por 100 não é bissexto
3- Mas se o ano for também divisível por 400 é bissexto

Isso significa que há 97 anos bissextos a cada 400 anos. Essas regras foram introduzidas para reduzir ainda mais o erro no calendário. O ano 2000 foi o primeiro a usar a terceira regra.

O calendário gregoriano respeita o ciclo de 400 anos, o que possibilita que a cada 400 anos os dias repetem o dia da semana: 29 de fevereiro de 2008 é uma sexta-feira, assim como 29 de fevereiro de 1608 foi uma sexta-feira e 29 de fevereiro de 2408 será também um sexta-feira.
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