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31 de agosto de 2007

17 de agosto de 2007

Rio Branco - Cruzeiro do Sul - de carro !

Mais um aventura. Mais uma história pra contar destas muitas que estou acumulando por aqui. Na terça desta semana, eu e meu colega, Rodrigo, professor da enfermagem, e mais o Eduardo, grande personalidade cruzeirense, saimos de Rio Branco, três da manhâ, e chegamos em Cruzeiro na quarta, 7 da noite.

Foi uma aventura e tanto, mas foi uma viagem muito tranquila. A estrada nesta época atinge o máximo de "secura", vários trechos dificeis, de buracos e asfalto ruim, foram remendados, assim, consegui trazer um carro novo pra cá... rodando. Levamos 16 horas, com muito carinho desviando dos buracos e fazendo a viagem curtindo a paisagem e a floresta (normalmente um carro pequeno leva 12 horas, o avião 1:30h, uma camionete 4x4, 8 horas, e o ônibus de linha, 18 horas....já no inverno, quando a estrada está fechada e a opção é balsa, esta pode levar 3 meses pra chegar aqui, pois obriga-se a subir até o Rio Amazonas para acessar o Rio Juruá e chegar aqui.

No caminho muita secura no ar, muita poeira, muito fogo nas margens da pista e também em algumas florestas próximas. Pensava na verdade em ver muito mais fogo, o que ainda bem não está acontecendo.

Depois da estrada pronta, ficará muito divertido e prazeroso fazer esta viagem, muito menos cansativa e poeirenta como foi esta agora, rs.
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3 de agosto de 2007

Hamilton Corisco me visita e publica texto em seu blog (cópia abaixo)!

prosa com marcus em sua casa, cruzeiro do sul



depois do almoço

depois de meu primeiro ano de pesquisa tomei consciência de que não podia falar do conhecimento guarani, meu falar estava infectado e infectaria tudo com o que tomasse contato;
o que deveria fazer seria processar o meu discurso, ao invés de vender por tão pouco o conhecimento raro dos guarani;
pois é, a velha história do macaco que vai ajudar a piaba que sobe o rio e acaba matando o peixe;
meu discurso tinha que passar por uma renovação por um processo de limpeza, de regeneração;
descobri como parte desse caminho, tomando a hermenêutica, a filosofia e a antropologia que a epistemologia seria o caminho para esse processo;
sem reconstituirmeu próprio conhecimento, suas características e seus pressupostos não poderia falar de outro saber, pois ao tocar esse saber, meu discurso absolutizante e objetivista já o transformava em seu objeto, em outra coisa;

ponto de inflexão antropológico
o ponto de partida para uma crítica do nosso pensamento foi compreender o percurso, ou melhor a gegealogia do discurso epistêmico;
começando pelo positivismo, resultado da obsessão iluminista, o entendimento do cruzamento de sistemas sígnicos de que ele resultava, a confusão entre o verbal e outros regimes, que conduz à afirmação objetiva e à concepção de um conhecimento universal, concepção contestada então pelo construtivismo;
a crítica a essa concepção positivista é encaminhada pela antropologia francesa até chegar ao estruturalismo que toma o problema dos regimes sígnicos como questão fundamental da antropologia e da comparação entre sistemas de conhecimento, entre pensamentos;
pode-se traçar uma gênese nos trabalhos de durkheim e mauss, que começam a trabalhar a questão dos regimes simbólicos e numa definição de cultura que supere a do positivismo descritivista;
a religião é o campo fecundo onde os pensadores se debruçarão para buscar especificidades dos regimes sígnicos, as quais rebaterão em nossa correlação/confusão positivista entre palavras e coisas;
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