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29 de novembro de 2006

Um Apelo!!




Para aqueles amigos que me conhecem, sabem da minha estima pelas boas coisas da vida. Muitas destas boas coisas nao chegam aqui por estas bandas, em função do extremo isolamento em que estamos. Então atraves deste post façco um apelo aos leitores e amigos, que me enviem, por gentileza, por agrado, por regalo, coisas essenciais a minha sobrevivencia como:
- erva-mate Rei Verde
- Cachaça Providencia
- Vinho gaucho

Os interessados, sou parceiro de dividir ou ate mesmo pagar tudo, desde que a pessoa faça a gentileza de utilizar um pouco do seu tempo e comprar as coisas pra mim no Mercado Publico. Obrigado!
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Um Super-cachorro chamado Corisco


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Aqui está o meu companheiro corisco. Para aqueles que estavam com saudades deixo aqui uma foto do meu fiel escudeiro. O clima atual da cidade é o que ele se sente melhor, por ser mais agradável aos quilos de pêlo que ele carrega. Entretanto não há como evitar dele permanecer molhado 24hs por dia...mesmo dentro de casa.... hehe. Agora depois dele velho (muito mais velho do que eu, por sinal...), estou concedendo algumas regalias.
Este super-cachorro tem feito fama na cidade, embora as namoradas sejam poucas (ele ainda não é pai), mas por onde eu ando com ele sou parado para comentários. É sem duvida ou maior pastor da cidade (trocadilhos a parte).
Um aviso, ele pediu pra dizer (não sei como também) que cancelou a conta dele do Orkut por pedido da própria direção do site em virtude de ter excedido o limite de acessos diários permitido.
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28 de novembro de 2006

Fatos insólitos

O melhor fato insólito do mês aconteceu em uma ida a Rio Branco. Rio Branco é também daqueles locais que nos reservam interessantes surpresas. Conheci a nova Passarela para Pedestres sobre o Rio Acre, que por si só já merece um tópico a parte, pois sua construção está cercada de uma série de mitos e histórias. Mas o momento alto desta ultima viagem foi conferir a existência do jacaré-de-bueiro. Só o nome já parece bem insólito, mas visualizar este fato tem mais impacto do que ver um jacaré na beira de um rio (a menos que ele pule dentro da sua canoa.... é verdade). Fui levado pelo Augusto, que a princípio tentou me convencer da veracidade do fato, sem muito sucesso. Foi só quando eu vi o jacaré, lá dentro de um bueiro de rua, comum em qualquer cidade, bem ali na frente da sua casa, entre o asfalto e o cordão da calcada, foi só aí que me dei conta que há muito mais coisas entre o chão e o subterrâneo do que julga nossa vã experiência... Não era assim um big jacaré. Mas já tinha um tamanho, por assim dizer, sub-adulto. Próximo deste bueiro, segundo relatos locais, mora um muito maior, adulto, dentro de uma canalização central do esgoto fluvio-cloacal. Este “pai de todos” é muito gentilmente alimentado por uma senhora (com cascas de frutas, restos de comida, e o jacaré ainda cumpre um papel ecológico no controle dos ratos) que diz que já o conhece há pelo menos 10 anos (!!!!). Eu também não acreditaria nesta segunda sentença sem ter visto, ao vivo e a cores, o jacaré-de-bueiro, como eu vi. Impressionante. Fiquei me perguntando, o que acontece quando há enchente? Não quero nem pensar nisto.
Falando deste episódio, lembrei de outro. Uma amiga, quando esteve por aqui numa viagem para a Serra do Divisor, cultivou a idéia fixa que seria atacada por arraias. Bom...logo na primeira parada, o calor era tamanho que ela resolveu tomar um banho. Sua solução pra evitar as arraias era ficar boiando segurando a canoa, onde ela estava ancorada, um lugar fundo, provavelmente sem risco para arraias. Felizmente nada ocorreu. Felizmente mesmo, a viagem correu maravilhosamente bem, como sempre deve correr todas...Mas, bem ali no local do banho, chamado volta da Aurora, um rapaz havia sido atacado por um jacaré. É, jacarés existem. Claro, não se pode desenvolver uma paranóia, mas eu a principio desenvolvi uma técnica: em rios desconhecidos, tomo sempre banho no meio da meninada. Quanto mais espalhafatosos a gurizada dentro d’água mais eu me sinto tranqüilo.
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24 de novembro de 2006

Escritorio




esta e' a Roberta, concentrada trabalhando no meu computador. Roberta: esta foto foi so pra te deixar com saudade daqui..esta e as proximas!!
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MUITA SAUDADE DESTE POVO!!!!! Dai amigos que estao ligados aqui neste humilde blogoso. A galera ai de acima merece toda minha consideracao e estima. Estao espalhados por este brasilsao velho mas sei que estamos todos conectados de coracao!!
Ate nosso proximo encontro (este aih foi no aniversario da Clara)
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Um ano no meio da Floresta

No dia 12 completo uma ano morando em Cruzeiro do Sul, Acre. Minha avaliação deste tempo vivido aqui é bem positiva, já que boas perspectivas vieram pra ficar. A todo instante minha rotina muda, ou seja, mesmo achando que eu tenho uma rotina, não tenho rotina, e isso é o melhor sendo eu de peixes como sou. É gostoso sentir uma cidade que tem um “q” de cidade bem pequena, mais que isso, uma cidade que é tranqüila por natureza, alegre, que a despeito de todo isolamento que sofre, ainda consegue te surpreender a todo instante. Mais do que a cidade, a confluência de diversidades aqui escancarada é a principal instigadora de novas descobertas, de aventuras, de desafios. E, desafio é coisa que não falta. Me descobri um sujeito caçador de desafios, que não esmorece frente às adversidades ou percalços do caminho. Muito antes pelo contrário, são as dificuldades combustível propulsor da minha gana em me desenvolver e me firmar neste lugar. São as dificuldades, inerentes ao trabalho de alavancar uma Universidade, que estão me movendo, fortalecendo meu espírito e meu caráter. O fato da constante busca de aperfeiçoamento pessoal, não teria o mesmo gosto, para mim, se o processo fosse mais simples ou mais direto. Tudo aqui é difícil, penoso, mas as vitórias vêm laureadas de um brilho diferente, especial, único, que resplandece na medida deste comprometimento sincero que optei em ter quando cheguei aqui. Vesti, portanto, a camisa do ideal da Universidade da Floresta. Me sinto comprometido com os ideais mais íntimos da população nativa. Almejo meus objetivos pessoais e, finalmente, consigo ver um caminho em comum, entre os interesses das comunidades tradicionais e os meus interesses científicos, no sentido de deixar minha contribuição mais sensível, mais honesta, mais real, nesta minha passagem aqui na terra. Enfim, observo os dias que passei aqui no último ano e vejo que não desperdicei nenhum. Vejo que por mais que eu tenha me sentido pouco preparado, nunca me senti incompetente ou demonstrei insegurança naquilo que estava fazendo. Tenho a tremenda certeza que percorro o caminho correto para minha realização, profissional e pessoal. Neste ano, só tenho a agradecer a todos que confiaram em mim suas esperanças, que me apoiaram para estar aqui, o povo do sul, que mesmo na ausência, ainda acredita na minha capacidade, e o sincero apoio dos colegas e pessoas daqui, que me ampararam nas dificuldades e que, como eu, acreditam em um futuro melhor para o Alto Juruá, baseado na responsabilidade ambiental e social.
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... Este – foi – o mês de outubro ...

Volto a escrever após algumas semanas fora. O outubro do ano de 2006 foi bastante conturbado. Muitas coisas aconteceram, algumas boas, outras ruins. Por razão de estar no meio deste turbilhão, mesmo fisicamente distante dele, alterei um pouco meu humor, minha rotina e meu relacionamento por aqui, e, acabou sobrando pro blog, que não viu linha escrita nem foto desde então. Tenho estado pois, bastante introspectivo nestes últimos tempos, reavaliando posições e sentimentos, buscando uma maior paz interior e buscando enviar muita energia positiva para toda a minha família em Porto Alegre, principalmente para as guerreiras, para as mulheres da minha vida, minha vó, minha tia e minha mãe, mulheres fortes como o angico mais parrudo da floresta e, ao mesmo tempo, muito sensíveis e de grande coração. Estas minhas queridas, cada uma, está tendo que segurar uma das piores barras de todos os tempos, que sem duvida, como as outras, vai passar sem deixar saudades. Eu daqui estou esforçado em mandar, pela via expressa de energia galáctica, muita paz, muita força de vontade, muita fé e muita esperança, para abrir caminho para que dias melhores cheguem e permaneçam entre nós. Ainda neste mês se foi o meu tio, o divertido tio Cacau. Já era chegado o tempo dele descansar. Nos meus tempos de guri, eu era a companhia mais constante junto dele, nas intermináveis partidas de escova, de canastra, ou nas longas conversas que iam de política a religião, passando por filosofia, futebol e comentários sobre a Veja, revista a qual ele era leitor assíduo. Me alegra pensar que estejas bem aonde estiver, certamente estarás muito melhor do que aqui, principalmente se ainda for possível tomar aquele uisquinho, celestial, agora.
Outra perda, repentina, foi a passagem do meu mestre querido, Prof. Bruno Irgang, o alemão, como era carinhosamente chamado. O Bruno foi o meu maior incentivador dentro da botânica, tanto profissionalmente, tanto emocionalmente. Dono de uma simpatia contundente e de uma sabedoria inigualável, o Brunão foi um exemplo de apaixonado pelas plantas, paixão que ele levava às últimas conseqüências. Conhecido pela sua personalidade forte, pelo seu jeito extremado, era mesmo admirado pelo sua altivez em campo e pela sua energia jovial e contagiante. Deixou uma legião de fãs e seguidores, entre os quais eu me incluo, que sentirão mesmo muita falta de suas histórias, do seu jeito simples, amigável, sincero, cativante. Ele foi um pai para mim na botânica e continuará para sempre sendo uma referência, é a minha oportunidade de, baseado no seu “jeitão”, cativar mais e mais alunos para descobrir o fabuloso mundo que é a botânica. Valeu Bruno!
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