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27 de setembro de 2006

Na trilha da cachoeira



Ai uma das inumeras pinguelas que ligam dois cabeços de terreno. Abaixo, bem abaixo, esta passando um igarape.
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O buraco da central




Aí estou eu dentro do buraco da central, água quente e sulfurosa, me segurando nas paredes do buraco para poder permanecer submerso. hahaha, é muito divertido.
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26 de setembro de 2006

Na Serra, por agua

Estas outras já são as fotos de nossa viagem de canoa ate o Parque Nacional da Serra do Divisor. Desta feita conferindo a área de estudo por terra, observando os meios de chegar ate a área, dificuldades e etc.
A saída começa no Porto de Mancio Lima, cidade próxima a Cruzeiro do Sul. Dali de canoa ate a base do Ibama no pe da serra perfaz um total de 1 dia e meio de canoa, subindo o Moa. Uma viagem deslumbrante, principalmente no trecho inicial, o do Japinim, rio braço do Moa. Este rio e’ bem apertado, com muitos apuis (figueiras) crescendo sobre o rio e formando imensos corredores verdes...coisa linda mesmo de se ver.
Depois de uma pernoite na beira do rio, na casa de moradores locais, o segundo o dia, já próximo a serra e as cabeceiras, o rio vai ficando mais raso (principalmente em função de estarmos no verão), e por varias vezes descemos da canoa para empurrar e desatolar. Ainda outras vezes a canoa da uns pinotes ao passar por troncos submersos...pensa o susto que bate de cada vez...principalmente quando se esta dormindo..hehe. Dormir na canoa e’ algo que necessita de grande concentração, pois virar pro lado ao dormir pode significar virar a canoa. Alem do que, o sol e’ extremamente forte, e insolação e’ o maior perigo.
Já junto ao pe da serra o Moa passa por dentro de um cânion, as paredes ficam mesmo muito próximas, e o perigo ai são as pedras no leito, coisa completamente inédita pra mim em qualquer outro rio do acre que eu já havia percorrido...neste ponto varias cachoeiras caindo no rio e formadas pelo rio.
Uma inclusive foi produzida pela Petrobras, ha quarenta anos atrás, para prospecção de petróleo. O buraco (chamado Buraco da Central) resultante desta exploração produziu ao invés de petróleo, água, que jorra desde então ininterruptamente, de formas que a pressão da água e grande saindo pelo buraco, que uma pessoa ao entrar nao consegue afundar, sendo jogado sempre pra cima.
Mas a atração principal, pelo menos para nos biólogos, fica por conta da trilha que vai ate a cachoeira Formosa. São 11 km por dentro da mata, atravessando burutizais, cabeços (áreas mais altas com igarapés intercalados) e áreas de mata densa. No caminho muitos bichos, rastros e um susto...o encontro com um surucucu-pico-de-jaca...ainda bem que nos avistamos ela antes dela no avistar...pois o perigo com esta cobra extremamente peçonhenta e’ grande. O que nao faltam por aqui são relatos contando como esta cobra e’ traiçoeira, inclusive o que mais se conta e’ que ela permanece nas trilhas tocaiando os incautos que passam, para poder pica-los.
Depois de rastros de onça (beeeemm recente), anta, caititu, paca, avistagem de macacos-prego, de um cabore (corujão), gavião...e muitas outras coisas, chegamos no local de pernoite (apos cinco horas e meia de caminhada)..uma pena e’ que estava chovendo o tempo inteiro, e a cachoeira so’ pode ser visitada no outro dia.
Na madrugada fui acordado por um bando macacos-da-noite fazendo zuada bem na minha cabeça...ha, dormimos todos em redes, de acordo com o melhor estilo seringal...imaginem o medo da onça...bah.
Bom, realmente a cachoeira e’ linda, e tivemos sorte pois ela estava com bastante água. Desmontamos o acampamento, comemos um miojo saideiro e tocamos de volta...a volta foi bem mais rápida, sem chuva e fizemos um total de quatro horas de pernada com uma parada so (um dos melhores tempos desta trilha, segundo o guia)...ha, falando no guia, o Miro foi mesmo o herói da jornada, nos salvou da pico-de-jaca, carregou e montou a lona que nos manteve secos na noite, fez um fogo com a lenha ensopada e do nada montou traves embaixo da lona possíveis de montar as redes...coisa incrível que qualquer pessimista nao gostaria de ficar observando o processo.
Depois desta mega jornada, conhecemos algumas outras cachoeiras da região, como a do Ar-Condicionado e a Pirapora.
A volta descendo o rio também e’ bem mais rápida, e mais tranqüila, embora o sol nao desse trégua em nenhum momento...na janta da volta já bem fora do parque, um regalo, caititu porco do mato.
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Chegando na serra seguindo o Moa

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Sobrevoando

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Sobrevoando



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Saindo de helicoptero

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25 de setembro de 2006

Sobrevoando o Moa e o Parque Nacional da Serra do Divisor

Aqui vão estas fotos do sobrevôo de helicóptero que fizemos sobre a parte Norte do Parque Nacional da Serra do Divisor, conferindo, de cima, uma região do parque interessante para se iniciar um estudo (Monitoramento do PNSD, Parceria com o IBAMA e o ARPA).
Sobrevoamos ainda as áreas do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) São Salvador e a Aldeia dos Nukuni.
Vista do alto, a Serra do Divisor, ou Serra do Moa, como é chamada aqui pelo povo da região, e’ uma sucessão de diversos morros, cristas, vales e alguns picos menores. A altitude em alguns pontos pode chegar a XXX, com trechos onde a inclinação e’ bem acentuada e inclusive ocorrendo deslizamentos.
E’ local das nascentes do Rio Moa, rio que sobrevoamos durante grande parte da viagem. Na parte plana junto ao pe’ da serra podemos encontrar, o que é facilmente observável de cima, a floresta aberta com palmeiras, e em certos locais campinaranas. Em outros pontos fica bem visível os Buritizais, localizados junto as partes baixas do terreno, nos igarapés vertentes do Igarapé Anil e posteriormente com foz no Moa. A floresta vista de cima e’ mesmo impressionante, um mar verde de dimensões infinitas, daquele ponto de vista...a impressão e’ de imensa amplitude, o que nos traz uma sensação de suprema inferioridade da nossa ínfima dimensão humana...so de ver a copa de arvores, que nesta visão se mostram pequenininhas, mas que na verdade são grandes arvores com mais de 40metros de altura, já da uma sensação difícil de explicar, mas e’ sentida bem no ventre, com aquele clássico friozinho na barriga...simplesmente surpreendente!
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