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28 de novembro de 2006

Fatos insólitos

O melhor fato insólito do mês aconteceu em uma ida a Rio Branco. Rio Branco é também daqueles locais que nos reservam interessantes surpresas. Conheci a nova Passarela para Pedestres sobre o Rio Acre, que por si só já merece um tópico a parte, pois sua construção está cercada de uma série de mitos e histórias. Mas o momento alto desta ultima viagem foi conferir a existência do jacaré-de-bueiro. Só o nome já parece bem insólito, mas visualizar este fato tem mais impacto do que ver um jacaré na beira de um rio (a menos que ele pule dentro da sua canoa.... é verdade). Fui levado pelo Augusto, que a princípio tentou me convencer da veracidade do fato, sem muito sucesso. Foi só quando eu vi o jacaré, lá dentro de um bueiro de rua, comum em qualquer cidade, bem ali na frente da sua casa, entre o asfalto e o cordão da calcada, foi só aí que me dei conta que há muito mais coisas entre o chão e o subterrâneo do que julga nossa vã experiência... Não era assim um big jacaré. Mas já tinha um tamanho, por assim dizer, sub-adulto. Próximo deste bueiro, segundo relatos locais, mora um muito maior, adulto, dentro de uma canalização central do esgoto fluvio-cloacal. Este “pai de todos” é muito gentilmente alimentado por uma senhora (com cascas de frutas, restos de comida, e o jacaré ainda cumpre um papel ecológico no controle dos ratos) que diz que já o conhece há pelo menos 10 anos (!!!!). Eu também não acreditaria nesta segunda sentença sem ter visto, ao vivo e a cores, o jacaré-de-bueiro, como eu vi. Impressionante. Fiquei me perguntando, o que acontece quando há enchente? Não quero nem pensar nisto.
Falando deste episódio, lembrei de outro. Uma amiga, quando esteve por aqui numa viagem para a Serra do Divisor, cultivou a idéia fixa que seria atacada por arraias. Bom...logo na primeira parada, o calor era tamanho que ela resolveu tomar um banho. Sua solução pra evitar as arraias era ficar boiando segurando a canoa, onde ela estava ancorada, um lugar fundo, provavelmente sem risco para arraias. Felizmente nada ocorreu. Felizmente mesmo, a viagem correu maravilhosamente bem, como sempre deve correr todas...Mas, bem ali no local do banho, chamado volta da Aurora, um rapaz havia sido atacado por um jacaré. É, jacarés existem. Claro, não se pode desenvolver uma paranóia, mas eu a principio desenvolvi uma técnica: em rios desconhecidos, tomo sempre banho no meio da meninada. Quanto mais espalhafatosos a gurizada dentro d’água mais eu me sinto tranqüilo.

1 comentários:

Ennio Gomes disse...

Bom o seu texto e a história. Mas logo ví que vc é gaúcho, não só pelo "bah", como também pelo termo "cordão da calçada", que só encontrei em Porto
Alegre. Abraço e usufrua sempre desse paraíso aí!

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