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24 de novembro de 2006

... Este – foi – o mês de outubro ...

Volto a escrever após algumas semanas fora. O outubro do ano de 2006 foi bastante conturbado. Muitas coisas aconteceram, algumas boas, outras ruins. Por razão de estar no meio deste turbilhão, mesmo fisicamente distante dele, alterei um pouco meu humor, minha rotina e meu relacionamento por aqui, e, acabou sobrando pro blog, que não viu linha escrita nem foto desde então. Tenho estado pois, bastante introspectivo nestes últimos tempos, reavaliando posições e sentimentos, buscando uma maior paz interior e buscando enviar muita energia positiva para toda a minha família em Porto Alegre, principalmente para as guerreiras, para as mulheres da minha vida, minha vó, minha tia e minha mãe, mulheres fortes como o angico mais parrudo da floresta e, ao mesmo tempo, muito sensíveis e de grande coração. Estas minhas queridas, cada uma, está tendo que segurar uma das piores barras de todos os tempos, que sem duvida, como as outras, vai passar sem deixar saudades. Eu daqui estou esforçado em mandar, pela via expressa de energia galáctica, muita paz, muita força de vontade, muita fé e muita esperança, para abrir caminho para que dias melhores cheguem e permaneçam entre nós. Ainda neste mês se foi o meu tio, o divertido tio Cacau. Já era chegado o tempo dele descansar. Nos meus tempos de guri, eu era a companhia mais constante junto dele, nas intermináveis partidas de escova, de canastra, ou nas longas conversas que iam de política a religião, passando por filosofia, futebol e comentários sobre a Veja, revista a qual ele era leitor assíduo. Me alegra pensar que estejas bem aonde estiver, certamente estarás muito melhor do que aqui, principalmente se ainda for possível tomar aquele uisquinho, celestial, agora.
Outra perda, repentina, foi a passagem do meu mestre querido, Prof. Bruno Irgang, o alemão, como era carinhosamente chamado. O Bruno foi o meu maior incentivador dentro da botânica, tanto profissionalmente, tanto emocionalmente. Dono de uma simpatia contundente e de uma sabedoria inigualável, o Brunão foi um exemplo de apaixonado pelas plantas, paixão que ele levava às últimas conseqüências. Conhecido pela sua personalidade forte, pelo seu jeito extremado, era mesmo admirado pelo sua altivez em campo e pela sua energia jovial e contagiante. Deixou uma legião de fãs e seguidores, entre os quais eu me incluo, que sentirão mesmo muita falta de suas histórias, do seu jeito simples, amigável, sincero, cativante. Ele foi um pai para mim na botânica e continuará para sempre sendo uma referência, é a minha oportunidade de, baseado no seu “jeitão”, cativar mais e mais alunos para descobrir o fabuloso mundo que é a botânica. Valeu Bruno!

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