27 de outubro de 2014

Armadilha contra o Mosquito da Dengue. Aprenda a Fazer. Divulgue. Participe!



Semana passada na reunião de pais da escola da minha filha, fiquei surpreso ao saber que nenhum dos pais presente conhecia a armadilha para o mosquito da dengue, batizada 'mosquitéria'. Ensinei para os pais então os passos para a fabricação e uso de uma dessas armadilhas, e deixei uma na escola. A diretora falou que fará mais.

Agora, amplio a divulgação desta importante ferramenta no combate do mosquito Aedes aegypti .

Cruzeiro do Sul vive hoje assombrada pela epidemia de Dengue. Uma cidade pega de surpresa que enfrenta desde fevereiro, chegada da doença na cidade, um alarmante número crescente de casos de dengue. Dos 80 mil habitantes, quase 10 mil casos já foram notificados e cerca de 3,2 mil confirmados. 

Cada um deve fazer a sua parte e, um pouco mais, para avançarmos nesta batalha contra a doença. A armadilha é excelente e eficiente ideia, torne-se você também um divulgador da mosquitéria! Faça como eu, aproveite a reunião de pais das escolas, reuniões de condomínio, da sua igreja, reunião comunitárias, faça grupos na Universidade, sua escola e ensine a fazer a mosquitéria, imprima e distribua o folheto do passo a passo!

BAIXE O FOLHETO . PDF ENSINANDO A FAZER A MOSQUITÉRIA NO LINK ABAIXO:

https://dl.dropboxusercontent.com/u/30655882/dengue2.pdf 

Copio abaixo os passos para a fabricação da armadilha. FÁCIL de fazer. Você precisará:

- de uma OU VÁRIAS garrafas PET;
- tesoura;
- lixa;
- fita isolante;
- pedaços de micro-tule;
- grãozinhos de arroz, alpiste ou ração de gato.



1. Use tesoura para cortar uma garrafa pet grande em duas partes. Para ficar mais fácil, amasse a garrafa até obter uma dobra e, só então, perfure o plástico e corte os dois pedaços. Guarde o anel do lacre da tampinha.

2. Com uma lixa para madeira do tipo 220, lixe toda a superfície interna da parte superior da garrafa, aquela em forma de funil. Faça isso até o plástico ficar fosco e áspero. Essa será a tampa da sua armadilha.

3. Remova o anel do lacre da tampinha sem danificá-lo. Corte um pedaço de microtule - tem que ser micro mesmo, para bloquear a passagem das larvas - e use o anel para prendê-lo à boca do funil, empurrando até pelo menos a segunda volta da rosca.


4. Triture quatro sementes de alpiste ou uma pelota de ração para gatos, jogue no fundo da base da garrafa e coloque água. Bactérias que ficam em volta dessas iscas vão se multiplicar e servir de alimento para as larvas.
5. Posicione o funil, com a boca para baixo, dentro da base da garrafa. Depois de encaixar as duas peças, use fita isolante para fixá-las. Certifique-se de que a estrutura foi realmente vedada.

6. Aumente o nível de água, procurando o ponto médio entre o topo da mosquitérica e a boca da garrafa. Marque essa altura com um pedaço de fita. Você terá que completar conforme o líquido for evaporando.

7. A mãe aegypti depositará seus ovos na parede da garrafa, logo acima da linha da água. Depois de uma semana, complete o líquido até o nível marcado - a partir de agora, você deve observar diariamente e acrescentar água quando necessário.

8. Em contato com a água, os ovos eclodirão. E as larvas, famintas, vão nadar até o fundo da garrafa, através do microtule. Depois de comer, crescer e atingir o estágio adulto, os insetos não conseguem mais passar pela rede e morrem afogados. Termina, assim, uma geração de mosquitos.


ALGUMAS DICAS E INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

  • Se não tiver alpiste, pode ser arroz triturado ou pedacinhos de ração para gato.
  • Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. O Aedes gosta de sombra!
  • Após uma semana, verifique a altura da água. Complete se estiver abaixo do nível.
  • Para esvaziar a mosquitérica, derrame a água na terra do jardim e lave as peças da armadilha com detergente.
  • Antes de abrir  a armadilha, verifique se há algum mosquito vivo e agite a água para afogá-lo.
  • Coloque detergente e observe as larvas morrendo.
  • Os ovos de Aedes aegypti, depois de secos, podem continuar vivos por até dois anos numa superfície seca, esperando água para eclodir.
  •  Para saber se a larva é Aedes mesmo, ilumine com o foco de uma lanterna, se as larvas fugirem da luminosidade, são Aedes aegypti.
  • Só as fêmeas do Aedes ferram as pessoas; elas voam até 200 metros na sombra, e produzem uma média de 300 ovos durante sua vida.
  • A mosquitérica associada com atitude de civilidade constituem uma solução simples, econômica e ecológica para acabar com os carapanãs da dengue e com todos os incômodos decorrentes dos mosquitos, no ambiente urbano.

Esta prática armadilha foi desenvolvida pelo Professores Maulori Cabral e Maria Isabel Liberto (Departamento de Virologia UFRJ).
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7 de outubro de 2014

Sinal de fumaça

Via amazonia.org.br 

Queimada no Parque Florestal Jamanxin, no Pará, próximo a BR-163. (© Greenpeace/Rodrigo Baleia)


As queimadas na Amazônia aumentaram este ano e a fumaça já chega até o sul do País, que também sofre com a falta de água
No Norte do País, o período de julho a outubro é marcado pelo aumento da temperatura e diminuição das chuvas, o que caracteriza o chamado “verão amazônico”. É neste período também que, infelizmente, o número de queimadas aumenta na região, seja para a renovação de pastagens ou para a abertura de novas áreas, queimando floresta em pé ou já parcialmente derrubada.
“Essas queimadas, além de destruírem a floresta, liberam grandes quantidades de gases do efeito estufa, contribuindo assim para o aumento da temperatura global, o que vai contra os compromissos assumidos internacionalmente pelo Brasil para redução de emissões”, afirma Rômulo Batista, da campanha da Amazônia do Greenpeace.
Depois de o governo federal confirmar o aumento de 29% no desmatamento da Amazônia no ano passado e o DETER divulgado no início do mês apontar uma tendência de novo aumento esse ano, as queimadas parecem seguir a mesma linha de crescimento, com expansão para diferentes regiões da Amazônia.
Ao compararmos os números de janeiro a agosto deste ano, com o mesmo período de 2013, houve um aumento de 36% em média nos focos de queimadas nos estados da Amazônia Legal. Assim como na projeção do desmatamento, o Pará lidera no número de incêndios, com 109% de aumento. Além do aumento no número de queimadas e incendios outro fato que chama a atenção é que, no estado do Pará, a maior parte dos focos se concentra ao longo da BR 163. A região, segundo dados do INPE, também apresentou grandes áreas de desmatamento, no entorno do Parque Indígena do Xingu.
Focos de incêndio no dia 13/09 ao longo da BR 163. (© Greenpeace)
As consequências das queimadas no entorno do Parque Indígena do Xingu, não afetam somente a região, mas também a região sul do País, já que a fumaça produzida a partir das queimadas na região acaba levada pelas correntes de ar.  “Assim como as chuvas produzidas na Amazônia irrigam todo o Brasil, os mesmos ventos levam a fumaça das queimadas para o sul do País, que já sofre este ano com uma forte estiagem e falta de chuvas”, explica Rômulo.
Focos de queimadas no entorno do Parque Indígena do Xingú e o percuso da fumaça até o sul do país (© Greenpeace)
As consequências do desmatamento e queimadas na Amazônia não afetam apenas o ecossistema local e as pessoal que habitam a região, mas todo o Brasil.  Para combater esses problemas mais de um milhão de brasileiros, de todos os estados, já apoiaram o projeto de lei popular pelo desmatamento zero.  O mundo precisa da Amazônia viva.
Fonte: Greenpeace
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8 de abril de 2014

Augusto César Cunha Carneiro

Nesta singela homenagem, a Fundação Gaia partilha com seus amigos e colaboradores, frases e ideias deixadas por Augusto César Cunha Carneiro, que inspiram e revelam a pessoa sui generis que ele foi durante seus 91 anos de vida, findos em 07 de abril de 2014.
“O que eles fazem com as árvores da cidade é uma barbaridade! Vejam quantas palmeiras incendiadas.”

“(Sobre a Vieira de Castro) esta é uma das ruas mais bonitas de Porto Alegre,  as pessoas deveriam conhecê-la e zelar para que suas árvores, principalmente as figueiras semeadas pelos passarinhos, fossem preservadas.”

“As queimadas são um perigo e uma ameaça à vida no planeta. Se terminarem com as matas de onde virão as sementes e as árvores para que as espécies sobrevivam?”
“Em uma das viagens ao Brasil, Lutzenberger trouxe uma lista de pessoas e fui de porta em porta falar com cada uma delas, pois era acostumado a fazer cobranças. Quando Lutz retornou, estava articulado o que viria a ser o movimento ambientalista  e a futura AGAPAN.”
“Quando eu e Lutz viajávamos e víamos alguém fazendo algo errado, parávamos o carro e íamos falar com os infratores ambientais. No final, de tanto conversar, acabávamos praticamente amigos.”
“Eles colocam o lixo em toda parte, é uma vergonha.”
“Eu queria dar uma palestra, tenho várias prontas. Consegues uma data para mim?” Carneiro participou do Ecologia na Cultura em 2011, 2012 e 2013. Sua saúde frágil impediu que o convite fosse oficializado em 2014.
“ Acho que não sou diferente de todas as pessoas que desde cedo se dedicam a movimentos para aperfeiçoar nossa convivência... Eu fiz o que quis, não culpo os outros de nada. Briguei e vou brigar sempre por aquilo que tem valor. Por relações corretas na sociedade, pelos animais, pela natureza. Procuro influenciar, porque dá resultado e me traz satisfação. Em todo caso, não deixo de me divertir”  Do livro Depois de tudo um ecologista, escrito por Lilian Dreyer e autografado por Carneiro na Feria do Livro de 2013.

Fotos: Cláudia Dreier e Arquivo Fundação Gaia. Edição de fotos e textos: Cláudia Dreier comunicacao@fgaia.org.br
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21 de outubro de 2013

Secando o caderno 49354-Level Book resistente à água.

Adoro este bloco de campo. É da Forest Suppliers, link aqui para quem quiser comprar. Depois que tive o primeiro, nunca mais uso outro. Problema é que somente pode ser comprado no exterior, mas é de qualidade indiscutível e pra gente que vive trabalhando debaixo de chuva, não tem outro melhor. Ele é a prova d'água, e mesmo com lápis é possível mesmo escrever debaixo de chuva torrencial.

Acontece que quando se tem uma rotina de vários dias de campo, é complicado, pois as folhas começam a grudar umas nas outras, e fica mais difícil lidar com ele. Assim que testei duas opções de secagem forçada para garantir o desempenho dele no campo. Abaixo posto as fotos.

49354 Level Book secando no ventilador depois da chuva

O mesmo 49354 Level Book secando na luz depois da chuva, e depois do ventilador




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Metade de todas as árvores da Amazônia pertence a apenas 1,4% das espécies

Açaí e paxiubinha. Foto: Marcus Athaydes


A análise foi feita a partir de inventários florestais realizados em expedições de grupos de pesquisas em campo e não por imagens de satélite, que até hoje ainda não conseguem responder a essa demanda

Pela primeira vez uma pesquisa realizada em colaboração com especialistas de 125 instituições do mundo consegue responder a duas questões antigas sobre a floresta Amazônica: quantas árvores e espécies arbóreas existem na Amazônia? O estudo publicado na revista Science nesta sexta-feira (18) conta com a coautoria de 15 pesquisadores e estudantes de pós-graduação ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI).
O trabalho “Hiperdominância de espécies Arbóreas na flora Amazônica” fez uma estimativa de que existem aproximadamente 16 mil espécies de árvores na Amazônia, mas metade de todas as árvores pertence a apenas 227 espécies (1,4% do total), enquanto que 11 mil espécies estão entre as mais raras e representam apenas 0,12% das árvores.
Nos 6 milhões de quilômetros quadrados da grande Amazônia, incluindo a bacia Amazônica e as Guianas, o estudo estimou cerca de 400 bilhões o número de árvores existentes.
Para os especialistas, a presença das hiperdominantes pode ajudar a entender como a Amazônia funciona hoje e como poderá funcionar no futuro. No topo do ranking das mais abundantes estão o açaí, espécies da família da castanha-da-Amazônia, patauá, buriti, barriguda, paxiúba, murumuru (parente do tucumã), breu e seringueira, a maioria palmeiras e conhecidas pelas populações locais.
“Essa hiperdominância é observada também nos nossos inventários mais locais”, afirmou a botânica do Inpa, Iêda Leão do Amaral.
O estudo compila dados de 1.170 levantamentos ou parcelas florestais, o que resultou na primeira estimativa de abundância, frequência e distribuição espacial em larga escala de milhares de árvores amazônicas.
A análise foi feita a partir de inventários florestais realizados em expedições de grupos de pesquisas em campo e não por imagens de satélite, que até hoje ainda não conseguem responder a essa demanda.
Para a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPG-ECO) do Inpa e coautora do estudo, a bióloga Flávia Costa, uma implicação dessa dominância é o lado contrário, já que 62% das espécies têm uma abundância extremamente pequena e algumas são tão raras que talvez os cientistas nunca as encontrem.
Lista vermelha Das 16 mil espécies de árvores, cerca de 6 mil espécies têm populações abaixo do que é considerada população viável para conservação, ou seja, menos de mil indivíduos em toda a bacia Amazônica. Essa situação as qualifica para entrar na lista das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
“Se há pouquíssimas espécies muito abundantes, significa que há muitas espécies que são extremamente raras e essas são as que estão em perigo de desaparecer. É isso que nos preocupa”, disse Flávia Costa.
Para o botânico do Inpa e coautor do estudo, Charles Zartman, esses resultados estão gritando a necessidade de aumentar e valorizar o levantamento florestal na Amazônia. “Para entender, por exemplo, grandes frações de espécies raras precisamos de mais inventários para repetir e entender os padrões”, disse Zartman, que destaca a colaboração internacional de uma centena de instituições para que se tivesse um resultado tão marcante.
Mais investigação
A pesquisa não revela a razão pela qual as 227 espécies são hiperdominantes. Entre as possíveis explicações, os autores sugerem que algumas espécies hiperdominantes talvez sejam comuns por terem sido cultivadas pelas populações indígenas antes de 1492, mas isso ainda é ponto de investigação.
Para Flávia Costa, no caso das palmeiras há duas suspeitas: a primeira é que elas podem ter sido espalhadas na Amazônia pelos indígenas, e isso que se observa hoje seria o resultado da propagação de plantas úteis no passado, aproximadamente há 10 mil anos, tempo que as pessoas colonizaram a região. Este é um tópico que está sendo estudado por uma aluna da pós-graduação do Inpa, Carolina Levis, que já mostrou em outro estudo os impactos de populações antigas na composição florística atual da floresta.
“A outra suspeita está relacionada com a capacidade das plantas de se reproduzirem. E isso não vale só para as palmeiras, mas para qualquer uma dessas espécies que se tornaram muito abundantes”, contou.
Liderado por Hans ter Steege, pesquisador do Naturalis Biodiversity Center, no sul da Holanda, o estudo conta a participação de 25 especialistas brasileiros, sendo 15 ligados ao Inpa. São 11 pesquisadores (William Magnusson, Iêda Leão Amaral, Francisca Dionísia de Almeida Matos, Flávia Costa, Maria Teresa Fernandez Piedade, Rogerio Gribel, Charles Eugene Zartman, Diógenes de Andrade Lima Filho e Cid Ferreira, Florian Wittman, Ana Andrade) e quatro pós-graduandos (Thaise Emilio, Carolina, Juliana Schietti e Priscila Souza).
Por: Cimone Barros
Fonte: INPA

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22 de setembro de 2013

#BikePosters #Bikes4Life







 
 22 de setembro, #DiaMundialSemCarro

 










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29 de agosto de 2013

Queimar para Preservar: entendendo o fogo amazônico


Para entender como o fogo afeta a floresta amazônica, o IPAM inicia mais uma etapa de queimadas controladas em uma área de floresta mato-grossense. Os resultados deste estudo científico permitirá entender as ameaças que o fogo apresenta para a fauna e flora amazônicas e a resistência da floresta a cenários climáticos futuros.
A floresta amazônica está mais inflamável. E esta situação pode se acentuar no futuro. De acordo com pesquisas recentes, incêndios florestais extensos podem se tornar mais frequentes, pois o clima da região está se tornando mais seco e quente. Pouco adaptadas à ação das chamas, as árvores amazônicas poderão sucumbir pela ação das chamas, dando lugar a uma vegetação empobrecida e altamente vulnerável a novos incêndios.
Para avaliar experimentalmente as previsões sobre os efeitos de um clima mais seco e quente na Amazônia sobre a floresta da região, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) vem, desde 2004, promovendo a queima controlada de áreas de floresta na Fazenda Tanguro, em Querência (MT) . Anualmente ou a cada dois anos, duas áreas são incendiadas. Os efeitos do fogo sobre a vegetação então sendo avaliados comparando-se as áreas queimadas com outra de floresta intacta que serve de controle. Uma nova queima está prevista para 28 de agosto.
O estudo deve ajudar a entender os fatores (neste caso o fogo) que podem promover o “recuo” ou até mesmo o “desaparecimento” das florestas tropicais, como previsto pelos modelos que preveem os cenários futuros de aumento da temperatura do ar e redução de precipitações para boa parte da Amazônia brasileira. Ainda, os pesquisadores que estarão acompanhando o experimento deverão obter informações sobre como os efeitos do fogo sobre a estrutura da vegetação, a liberação de gases de efeito estufa através da queima e sobre a biodiversidade. Várias outras medidas pós-queima serão obtidas ao longo aos próximos meses visando entender como a recorrência do fogo afeta a capacidade de regeneração da floresta e induz a proliferação de espécies invasoras não amazônicas mais adaptadas ao fogo e o aumento da presença de gramíneas. Será uma medida direta do que vem se chamando de “savanização” da Amazônia.
“Nosso estudo tenta, de maneira inédita, demonstrar experimentalmente os efeitos das alterações climáticas sobre a floresta amazônica que estão sendo previstas através de modelos que simulam o futuro climático da região”, diz Paulo Brando, pesquisador do IPAM, doutor em Ecologia Interdisciplinar pela Universidade da Flórida. Ele alerta que “com a mudança do clima, o fogo passará a ter um papel fundamental na paisagem amazônica”, pois as chuvas serão menos abundantes. Brando coordena o estudo com queimadas controladas em Mato Grosso e, por conta de seu trabalho, recebeu em junho de 2012, prêmio Jovem Cientista Luis F. Bacardi Advances in Tropical Conservation durante o Congresso da Associação de Biologia da Conservação Tropical (ATBC).
Fonte: IPAM
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12 de agosto de 2013

Resistência da Amazônia ao estresse térmico pode estar debilitada


A resistência da floresta amazônica ao estresse térmico, como em situações de seca, poderia estar se debilitando, segundo um estudo da Universidade de Valência, no lesta da Espanha.
Esta é a principal conclusão do estudo que avaliou os efeitos das secas de 2005 e 2010 nas florestas tropicais do Amazonas e que foi publicado no Journal of Geophysical Research.
Segundo os pesquisadores, as regiões mais afetadas por este aquecimento recente “se encontram na zona sudeste, coincidindo com o chamado arco de desmatamento”, que inclui as regiões de Rondônia, Mato Grosso e Pará, onde as práticas de desmatamento “foram mais agressivas nos últimos anos”.
Um dos fatores mais determinantes da mudança climática sobre a região amazônica são as secas severas, “fenômenos que se produzem por um aumento na temperatura do mar”, em particular na zona leste do Oceano Pacífico, e que são conhecidas popularmente como “El Niño”.
São vários os estudos que analisaram nos últimos anos o efeito das secas sobre a floresta amazônica medido com dados de satélite, “mas são poucos os trabalhos que analisaram o papel das anomalias térmicas”, afirma em uma nota a Universidade de Valência.
A análise dos dados climáticos dos últimos 32 anos e dados de satélites entre 2000 e 2012 mostram um aquecimento estatisticamente significativo na última década, algo que não se observa nas duas anteriores.
Embora os especialistas sempre tenham considerado que as florestas tropicais do Amazonas “possuem uma extraordinária resistência às condições de estresse hídrico”, os resultados mostrados neste estudo sugerem que a resistência da floresta amazônica ao estresse térmico poderia estar se debilitando.
A floresta amazônica representa cerca de 50% das florestas tropicais do mundo e é “um componente chave do ciclo global do carbono”, de modo que as mudanças que ocorream na floresta podem afetar a concentração de CO2 na atmosfera e portanto a própria mudança climática.
O trabalho foi realizado pelos pesquisadores da Universidade de Valência Juan Carlos Jiménez-Muñoz e José Antonio Sobrinho, com a colaboração de Cristian Mattar, da Universidad de Chile e Yadvinder Malhi, da Universidade de Oxford.
Por Agência EFE
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17 de junho de 2013

Fogo de superfície na Amazônia pode agora ser detectado por satélite


Fogo à vistaSatélite americano consegue, pela primeira vez, captar as queimadas sub-bosque, chamas rasteiras que consomem a floresta abaixo da copa das árvores. Com isso, sistema de previsão dos incêndios na Amazônia deve se tornar mais preciso

POR ROBERTA MACHADO,
ORIGINALMENTE PUBLICADO NO CORREIO BRAZILIENSE NO DIA 12 DE JUNHO DE 2013

Queimada na Amazônia: clima seco e temperatura mais alta no Oceano Atlântico aumentam a probabilidade de incêndios  (Rickey Rogers - 23/9/03) 
Queimada na Amazônia: clima seco e temperatura mais alta no Oceano Atlântico aumentam a probabilidade de incêndios

Nos últimos anos, os cientistas conseguiram desenvolver métodos que ajudam a prever o risco de queimadas nas florestas. Para isso, eles usam dados como a situação atual das matas e a temperatura em terra e nos oceanos. Esse conjunto de informações, fornecido por satélites, permite traçar projeções sobre quais regiões estarão mais secas e quentes nos meses seguintes, logo mais suscetíveis às chamas. O problema é que essas técnicas ainda são muito imprecisas, e tentativas de melhorá-las são constantes.

Uma boa notícia nesse sentido acaba de ser divulgada pela Nasa. Pela primeira vez, a agência espacial dos Estados Unidos conseguiu registrar, na Floresta Amazônica, o fogo sub-bosque, um tipo de incêndio lento e rasteiro que consome a vegetação e, geralmente, passa longe das vistas dos satélites, porque não ultrapassa a copa das árvores. Como a situação presente ajuda muito a projetar o que ocorrerá no futuro, o feito deve tornar as estimativas mais próximas da realidade.

Os sensores do satélite Terra conseguiram registrar a duração dos incêndios rasteiros e o tempo que a mata levou para se recuperar. A Nasa estima que esse tipo de fogo tenha atingido 85,5 mil quilômetros quadrados da floresta entre 1999 e 2010, o equivalente a 2,8% de toda a região, incluindo a de países vizinhos (de 3 milhões de quilômetros quadrados).

A área atingida é maior do que o desflorestamento causado pela agricultura: 4,5 mil quilômetros quadrados entre agosto de 2011 e julho do ano passado, de acordo com dados do Inpe. “A Florestas Amazônica é muito vulnerável ao fogo, devido à frequência de focos de desmatamento e de manuseio de terra na fronteira da floresta, mas nunca soubemos a extensão regional ou a frequência desses incêndios sub-bosque”, afirmou Doug Morton, do Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa.

Para que um incêndio tenha início, basta uma fogueira mal apagada ou uma ponta de cigarro acessa jogada no chão coberto pela vegetação. “Você pode olhar para uma reserva indígena onde não há desflorestamento e ver enormes incêndios sub-bosque. A presença humana na fronteira com os desflorestamento leva a um risco de incêndios quando as condições do clima são apropriadas para as queimadas”, explica Morton. A queimada de lixo, a presença de carros e a agricultura também são fatores que contribuem para a formação das labaredas.

O satélite Grace vai ajudar a estimar o risco de queimadas: capacidade de medir a umidade do solo (JPL/Nasa/Divulgação) 
O satélite Grace vai ajudar a estimar o risco de queimadas: capacidade de medir a umidade do solo

Dados conflitantes
Atualmente, para prever o risco de incêndios, a agência espacial utiliza, além do Terra, o satétile NOAA (sigla em inglês para Administração Atmosférica e Oceânica), que mede a temperatura dos oceanos. Como foi registrado um calor maior no Atlântico recentemente, os especialistas acreditam que as queimadas no Brasil devem ser mais intensas no fim deste ano. Dos estados que comportam parte da Amazônia, apenas o Maranhão deve sofrer menos com o problema. Segundo a Nasa, Pará e Mato Grosso serão os mais atingidos pelas chamas, seguidos por Rondônia, Amazonas e Acre. Isoladamente, Mato Grosso é responsável por mais de 40% de todos os focos registrados pelo sistema da Nasa desde 2000: a média do estado é de quase 50 mil pontos de queimada por ano.

No Brasil, o monitoramento fica por conta do sistema Aqua, um conjunto de seis instrumentos, também da Nasa, que coletam informações sobre as nuvens, a evaporação dos oceanos, o vapor d’água na atmosfera e a precipitação no planeta. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos em 2013 deve ser um pouco abaixo da média esperada para a região amazônica.

A diferença nos números não é surpreendente, de acordo com Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de queimadas do Inpe. “Existe um método que eles usam para fazer essa previsão, assim como há dezenas de grupos no Brasil e no mundo fazendo o mesmo”, compara o brasileiro. A margem de erro do modelo norte-americano, ressalta Setzer, é bastante grande. “Se o método deles ou qualquer outro funcionasse muito bem, as pessoas os usariam para se preparar. Mas essa ciência de fazer previsão do tempo com meses de antecedência ainda é muito incerta”, lamenta o especialista.

Apesar de as pesquisas apontarem o clima como um fator que facilita muito a ocorrência de queimadas na Amazônia, os incidentes não são expontâneos. A seca pode ser o combustível que mantém as chamas acesas, mas o gatilho dos focos tem origem humana. “Um modelo nunca vai conseguir prever quando um maluco vai começar a queimar. Isso não tem nada a ver com o clima, é uma coisa imprevisível”, aponta Setzer.

Nos próximos anos, o modelo da Nasa também deve incluir dados do Experimento de Clima e Recuperação de Gravidade, ou simplesmente Grace, como é chamado outro satélite. Os sensores desse equipamento produzem estimativas sobre a umidade no solo com meses de antecedência. A ferramenta pode tornar as previsões sobre as queimadas mais precisas. “As medições do Grace proporcionam informações precisas e únicas sobre o nível de água na terra, o que muda completamente o modo como olhamos para a previsão de incêndios”, assegurou em um comunicado à imprensa Isabella Velicogna, pesquisadora da Universidade da Califórnia.

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5 de maio de 2013

Internacional TriCampeão Gaúcho

É TRI É TRI É TRI!!!

Bah Tri Campeão! Tô mesmo feliz, mas o Colorado não fez mais do que a sua obrigação, e quase que não chegou lá, quase que entregou pro Juventude para decidir me mais duas partidas. Salvou o nosso glorioso goleiro Muriel do Inter levar aquele útimo pênalti.

E pra mim, foi falta sim e o gol deles
foi legitimamente anulado.

Dále INTER!! Agora é preparar elenco para trazer o BRASILEIRÃO pra casa!
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21 de março de 2013

Dia Internacional das Florestas 2013

Dia Internacional das Florestas. Florestas: estudar, compreender, amar e preservar.



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