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21 de janeiro de 2018

Professor adota bike como meio de transporte e pedala 12 km até universidade onde trabalha no interior do AC

Marcus Athaydes Liesenfeld apresentou projeto para pedir inclusão de ciclovias em Cruzeiro do Sul. ‘É uma paixão, só por utilizar me satisfaz’, diz. 

Por Adelcimar Carvalho e Tácita Muniz, G1 AC, Cruzeiro do Sul 
Professor iniciou projeto para pedir implantação de ciclovias em Cruzeiro do Sul (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal )Professor iniciou projeto para pedir implantação de ciclovias em Cruzeiro do Sul (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal )
Professor iniciou projeto para pedir implantação de ciclovias em Cruzeiro do Sul (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal ) 
As vantagens na saúde e na facilidade de se locomover até embasam as justificativas do professor Marcus Athaydes Liesenfeld por escolher a bicicleta como principal meio de transporte, mas a paixão pela magrela é o que o faz pedalar todos os dias 12 km entre a sua casa, no bairro Formoso em Cruzeiro do Sul, até o campus Floresta, da Universidade Federal do Acre (Ufac). 
O professor é formado em biologia, com doutorado em ecologia de florestas. Pedalar sempre foi uma paixão desde moleque, como ele mesmo diz. Há 12 anos, ele chegou ao Acre para prestar concurso público e escolheu a segunda maior cidade do Acre para seguir a carreira acadêmica. 
Quando era mais jovem, ele conta que chegou a participar de competições de triatlo e montain bike. Mas, foi durante o doutorado na Espanha que ele percebeu que a bicicleta poderia ser mais do que um meio para se exercitar, poderia ser usado também como principal meio de transporte. 
“Na Espanha tive o contato bem forte com a bicicleta como meio urbano, então realmente troquei o que poderia fazer de carro, ônibus ou metrô e preferia fazer de bicicleta. Quando voltei pra Cruzeiro do Sul, não tinha porquê deixá-la. Investi em uma bicicleta mais leve e me apaixonei também pelo ciclismo de estrada”, explica. 
O professor diz ainda que se assustou com a quantidade de ladeiras que a cidade acreana possui, mas garante que já se habituou as elevações e diz que o trajeto entre sua casa e a universidade é plano. “Mas, tudo é questão de costume. Hoje eu tiro de letra as ladeiras”, brinca. 
Liesenfeld diz ainda que se sente satisfeito em unir as paixões, entre dar aula e também pedalar. Ele também dá aulas de educação e ecologia ambiental. O fato de usar a bicicleta como meio de transporte faz com ele acabe sendo exemplo dentro da sala de aula. 
“Na aula de educação ambiental gosto de abordar exatamente isso: a vantagem de um transporte alternativo e como ele pode trazer também benefícios para a saúde, meio ambiente e também para o bolso, porque na nossa região esse é um motivo bem importante. É uma paixão, só por utilizar me satisfaz. Falo dessas vantagens, benefícios, mas utilizo porque gosto e não procuro justificar”, destaca. 
Mas, antes de usar a bike no meio urbano, ele diz que avalio e até fez um planejamento. “Tive que adquirir uma mochila impermeável e o que é bastante importante é que meu local de trabalho disponibiliza uma boa estrutura. Porque é importante ter chuveiro, vestuário – a questão da estrutura ajuda bastante”, pontua. 
O professor conta que consegue chegar cedo à universidade. Chegando, toma banho e consegue, inclusive, antecipar um pouco do trabalho. 
Professor diz que sempre foi apaixonad por bike e sempre buscou qualidade de vida e também preservação do meio ambiente  (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal )Professor diz que sempre foi apaixonad por bike e sempre buscou qualidade de vida e também preservação do meio ambiente  (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal )
Professor diz que sempre foi apaixonad por bike e sempre buscou qualidade de vida e também preservação do meio ambiente (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal ) 

Cicloativismo

O ativismo político também tem sido o foco do professor, dentro da universidade e também como cidadão que quer que àqueles que usem a bicicleta no meio urbano sejam respeitados. 
“São trabalhos de esclarecimento, desenvolvimento para que aceitem as bicicletas no ambiente urbano e optem pelas bicicletas. A gente está trabalhando essa frente que é bem política, entendendo o plano de mobilidade urbana. Mostrando o movimento político com a bicicleta, de qualidade de vida, fecha um conjunto de termos muito interessante para se tratar com os alunos, tendo a bicicleta como um nó que liga entre si”, enfatiza. 
E foi por conta disso que o professor apresentou um projeto para traçar um perfil dos ciclistas em Cruzeiro do Sul e com isso pedir que sejam implantadas ciclovias na cidade para facilitar o percurso de quem usa esse meio alternativo. 
O ‘Bicicleta nos Planos’ faz parte da rede Bike Anjos, que é uma rede de ciclistas com mais de 6 mil integrantes em centenas de cidades do Brasil que promove o uso da bicicleta como opção de transporte. O projeto vai ser desenvolvido ao longo de nove meses. 
Já nesta quinta-feira (11) os números impressionam. Em apenas 3 horas em um trecho central da cidade foram contabilizados ao menos 105 ciclistas fazendo compras, indo trabalhar e fazendo outras atividades. 
“O contrário do que muitos pensam, existem sim muitos ciclistas urbanos que usam a bike para ir trabalhar e fazer compras e outras coisas”, destaca. 
Ideia do projeto é mostrar que há muitos ciclistas urbanos na cidade e que, por isso, seriam necessárias as ciclovias  (Foto: Marcus Liesenfeld/G1)Ideia do projeto é mostrar que há muitos ciclistas urbanos na cidade e que, por isso, seriam necessárias as ciclovias  (Foto: Marcus Liesenfeld/G1)
Ideia do projeto é mostrar que há muitos ciclistas urbanos na cidade e que, por isso, seriam necessárias as ciclovias (Foto: Marcus Liesenfeld/G1) 
Ele também faz parte do grupo de ciclistas Bike Náuas e aproveitou a representatividade dentro do campus para iniciar uma pesquisa que deve mudar a realidade dos ciclistas urbanos. 
"É um projeto de extensão, que tem como objetivo fazer um diagnóstico da mobilidade urbana focada no ciclista. Quantos ciclistas pedalam, qual o perfil, será que é mais de lazer, de deslocamento para o trabalho. Qual o período que ele mais pedala, se é noite, durante o dia ou no final da tarde. Com essas informações, faremos um relatório diagnóstico que será apresentado a Prefeitura e Câmara de Vereadores como suporte dentro do plano de mobilidade urbana", explica. 
A principal meta é mostrar que existe demanda de ciclistas e que é necessário a construção de ciclovia na segunda maior cidade do estado. “Meu sonho é ver uma ciclovia naquela estrada que dá acesso a três escolas e ao Campus da Ufac e Ifac. A construção de ciclovias é uma projeção nacional, que dá destaque na cidade”, afirma. 
João Paulo Amaral, um dos coordenadores do projeto Bicicleta nos Planos está em visita à cidade ajudando na divulgação do projeto ‘Sou Ciclista Cruzeiro do Sul’. 
“O projeto visa fazer valer o que estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana, de que municípios acima de 50 mil habitantes tenham o Plano de Mobilidade Urbana a partir de abril de 2018. Isso facilita que o município tenha acesso a recursos para a melhoria de ruas e espaços públicos”, garante. 
O projeto do professor da Ufac foi um dos nove aprovados para receber aporte financeiro para ajudar no decorrer da pesquisa. “Seja fazendo seminário, fazendo material didático ou fazendo pesquisa. O projeto de Cruzeiro do Sul chamou a atenção, pois visa fazer uma pesquisa que nunca foi feita antes”, finaliza. 
Ciclovias garantem maior organização dos espaços e também segurança a quem utiliza a bike como meio de transporte  (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)Ciclovias garantem maior organização dos espaços e também segurança a quem utiliza a bike como meio de transporte  (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Ciclovias garantem maior organização dos espaços e também segurança a quem utiliza a bike como meio de transporte (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
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24 de maio de 2017

24 de maio é o Dia Nacional do Café

Quarta-feira, 24 de maio, é o Dia Nacional do Café.





Quarta-feira, 24 de maio, é o Dia Nacional do Café. A data foi incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos em 2005, por sugestão da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), e simboliza a época da colheita na maior parte das regiões produtoras e também o período de maior consumo da bebida no país, devido ao clima mais ameno e frio.

Uma das mais antigas bebidas da humanidade, o café é um produto que se mantém atual e moderno, incorporando inovações que atraem os consumidores, levando-os à experimentação e à descoberta de qualidades e origens diferenciadas, com mais aroma e sabor. No Brasil, o café está presente em 98,5% dos lares, com um consumo de 84 litros por habitante/ano. Só em 2016 foram industrializados 21,2 milhões de sacas de 60 kg. São números que confirmam ser o Brasil o segundo maior mercado consumidor mundial, atrás dos Estados Unidos, além de ser o maior país produtor e exportador de café.

Para comemorar a data, a ABIC reuniu uma série de dicas sobre como comprar, armazenar e preparar um excelente café coado ou filtrado em casa.

Qual o melhor café?

O melhor café é aquele que a pessoa mais gosta. Existem cafés para todos os gostos e bolsos.  Uma boa forma de descobrir qual o melhor café é fazer um teste comparativo.

Compre duas embalagens pequenas (250 gramas) de duas marcas diferentes. Prepare os dois simultaneamente. Coloque um em cada xícara e primeiro sinta o aroma, aproximando o nariz da borda. Em seguida, prove o primeiro e sinta o paladar, o corpo. Depois tome um gole de água (para limpar a boca), e experimente a segunda xícara e compare os dois.

Assim fica muito fácil saber qual é o café que mais lhe agrada e você pode descobrir ainda se gosta de café com torra mais escura, ou com torra mais clara; se gosta de café mais encorpado ou menos encorpado, e assim por diante.

Como comprar?

O café é um produto que absorve odores. Por isso, quando for ao mercado só compre se o café estiver longe de produtos de limpeza e de higiene. Depois, coloque-o em sacola separado das demais compras.

 A embalagem mais tradicional é a chamada almofada (saco). Há também a embalagens a vácuo (semelhante a um tijolo), um processo de embalar o café através da retirada do oxigênio. A vantagem é que tem validade mais longa, de 12 a 18 meses. Existem outros tipos de embalagem que preservam o café por 12 meses. São aquelas que têm válvula aromática e as que têm gás inerte, normalmente nitrogênio em seu interior. Nesses dois casos, o ar interno é removido e isto ajuda a preservar o aroma e o sabor por muito tempo. Independente do tipo de embalagem é importante que ela esteja intacta e bem conservada.

Ao comprar, verifique o prazo de validade. Muitas embalagens já trazem também informações como a origem do grão (em que fazenda/região foi cultivado, altitude, variedade), se a torra é clara, média ou escura.

O que são os selos de certificações?

Uma boa orientação para o consumidor são os certificados estampados nas embalagens. A ABIC possui um Programa de Autorregulamentação que monitora, por meio de coletas nos pontos e vendas e de análise em laboratórios autorizados, mais de 3.000 marcas por ano. Somente após esse processo a indústria associada à ABIC recebe autorização para estampar o Selo de Pureza, que atesta que o produto é puro e que atualmente certifica 1.019 marcas; os selos das categorias Extraforte, Tradicional, Superior e Gourmet do PQC – Programa de Qualidade do Café (que já conta com 700 marcas), e o selo do Programa Cafés Sustentáveis do Brasil.

As categorias dos produtos do PQC são determinadas após análise sensorial, feita em laboratório, da Qualidade Global do café na xícara, quando especialistas pontuam notas em uma escala de 0 a 10, sendo que o nível mínimo de qualidade é 4,5 pontos (abaixo disso, não é um produto recomendável para consumo).

Cafés Tradicionais ou Extrafortes são indicados para o consumo do dia-a-dia, com custo menor. São comparáveis aos vinhos de mesa, que tem qualidade regular, mas preço menor, para o consumo diário. São constituídos de cafés arábica, robusta/conilon ou blendados. (A nota de Qualidade Global fica na faixa de 4.5 a 5.9 pontos).

Os cafés Superiores têm qualidade boa e sabor mais acentuado. São comparáveis aos vinhos superiores, que estão na escala intermediaria de qualidade, melhores que os Tradicionais e/ou Extrafortes e com valor agregado. São constituídos de cafés arábica, ou blendados com robusta/conilon. (Nota de Qualidade Global na faixa de 6.0 a 7.2 pontos).
Já os Cafés Gourmets são excelentes, exclusivos e de alta qualidade, com sabor e aroma mais suaves por causa da seleção dos grãos. Também é possível perceber notas frutais, achocolatadas e de nozes. São comparáveis aos vinhos mais finos, mais raros e de alta qualidade. (Nota de Qualidade Global na faixa de 7.3 a 10).        

Essas mesmas categorias podem também ser certificadas no Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, cujo selo atesta produtos com rastreabilidade assegurada desde a produção até a industrialização. Os cafés são produzidos com os grãos provenientes de fazendas certificadas quanto à sua produção sustentável, que preservam o meio ambiente e respeitam o produtor, e o processo de industrialização é auditado quanto às boas práticas de fabricação.
Como armazenar e conservar o café em casa?

Guarde o pacote de café na despensa, bem longe do armário de produtos de limpeza e de higiene.

Depois de aberta, guarde a embalagem ou transfira o pó para um pote que seja hermeticamente fechado, e coloque preferencialmente na geladeira.  O pote tem que estar muito bem fechado para não entrar ar e, no caso da geladeira, para o café não entrar em contato com  a umidade e o pó não adquirir os odores dos outros produtos e alimentos lá guardados.

O pote deve ser de uso exclusivo do café. Quando for repor o produto, lembre-se de lavá-lo e mantê-lo limpo e livre do pó anterior. Evite misturar o final de um pó de café com um novo.  O ideal é consumir o café até duas ou no máximo três semanas após aberto.

Cuidados importantes

Use sempre água filtrada no preparo do café, e nunca a ferva em demasia. Não reaproveite o pó de café usado, chamado de borra, para preparo de nova bebida. Como o café é um produto que absorve qualquer odor ou perfume, só use detergente neutro para lavar todos os utensílios: chaleira, jarra de vidro, bule, porta-filtro, garrafa térmica, canecas e xícaras.

Para garantir um café bem quentinho, escalde as xícaras com água fervente antes de servir e nos dias mais frios, escalde o próprio bule ou recipiente antes de passar o café. Escalde também a garrafa térmica, que deve ser de uso exclusivo para café. Importante: nunca adoce o café e só o mantenha na garrafa térmica por no máximo 1 hora – depois disso ele fica com gosto de requentado e perde todo o sabor.  Só adoce o café na xícara, na hora que for bebê-lo.

Faça o café na quantidade ideal para o número de pessoas que vai consumi-lo. Assim, além de ter sempre um cafezinho muito gostoso, você ainda economiza e não desperdiça, jogando o café no ralo.

Dicas de preparo

Independente se for preparar um café no coador de pano ou no filtro de papel, para um pó com torra média use entre 6 e 8 colheres de sopa rasas  para 1 litro de água (isso dá para fazer 20 xícaras. Se for fazer para 4 pessoas, use 3 colheres e 250 ml de água). Para um pó de café com torra escura use entre 5 e 6 colheres de sopa rasaspara 1 litro de água

Coloque o pó no coador ou filtro uniformemente e não compacte ou aperte a camada de café. Comece molhando o café pelas beiradas. Depois, despeje a água lentamente, em fio, bem no centro. Não mexa com a colher.

O café coado é a forma de preparo mais tradicional no Brasil e resulta em uma bebida suave. Se o coador for novo, ferva-o em água com borra de café antes do primeiro uso. Nas demais vezes, lave o coador após o uso apenas com água. Guarde-o dentro da água, em pote fechado, preferencialmente na geladeira e lembre-se de trocá-lo ao menos a cada 3 meses.

Já o café filtrado em filtro de papel resulta em uma bebida menos encorpada.
O processo de preparo é o mesmo do café coado. Porém, o filtro de papel deve ser do mesmo tamanho do porta-filtro.

Existem outros tipos de preparo, como o café solúvel, que é prático e não requer nenhum equipamento. Basta adicionar água quente (ou leite quente) ao pó. Também práticos e fáceis de usar são os cafés em cápsulas ou sachês, um segmento que vem conquistando muitos consumidores, não só nos lares, mas também nos escritórios, consultórios e academias.

Aproveite essas dicas para comemorar o Dia Nacional do Café com uma bebida especialmente feita por você. Escolha sua xícara predileta e prepare um café puro, ou uma média, e sinta todo o aroma, o corpo e o sabor que dão tanta energia e pique no dia a dia. Nesta quarta-feira, seja o barista!
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