Translate

8 de março de 2019

I Curso de Campo da Flora do PARNA da Serra do Divisor - ACRE - Brasil

Alunos do I Curso de Campo da Flora do PARNA da Serra do Divisor, estudantes de biologia do Campus Floresta da Universidade Federal do Acre


Durante os dias 28 de janeiro a 2 de fevereiro de 2019, aconteceu no Parque Nacional da Serra do Divisor, o I Curso de Campo da Flora do PARNA da Serra do Divisor. O parque é considerado o local de maior biodiversidade da Amazônia, sendo o quarto maior PARNA no Brasil, com uma área de 843.000 ha distribuída entre os municípios acreanos de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. 

O curso teve a participação de 28 alunos de licenciatura e bacharelado em ciências biológicas do Campus Floresta, e foi promovido pelo Laboratório de Ecoanatomia e Ecologia Vegetal - LEEV e pelo Herbário do Campus Floresta, com o apoio da Coordenação de Licenciatura em Ciências Biológicas, do Centro Multidisciplinar do Campus Floresta, do ICMBio, da Prefeitura de Mâncio Lima (Secretaria de Educação), com recursos de bolsas fornecido pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis - Proaes. O curso foi ministrado pelo Prof. Dr. Marcus Athaydes Liesenfeld.
Visita à trilha da Cachoeira Formosa


O objetivo do Curso de Campo foi ampliar os conhecimentos dos alunos dos Cursos de Ciências Biológicas do Campus Floresta, em temas sobre a conservação da flora do PNSD, formas de pesquisa, práticas de coleta de campo de vegetação e noções de herborização.

O resultado dos dias de coleta nas trilhas do Parque e em outros locais não turísticos da Unidade foi bastante satisfatório, reunindo aproximadamente 300 coletas de 102 espécies vegetais, muitas destas exclusivas da região do PARNA. As coletas serão agora incorporadas ao recém criado Herbário do Campus Floresta (CFCZS - www.botanica.org.br/rbh) e  distribuídas à outros herbários.

Registro de uma Zingiberaceae.

Atividade na noite passando os dados das coletas para o computador.

Montagem das prensas.

Registros botânicos.

Grupos foram organizados por hábito vegetal foco: herbáceas, palmeiras, árvores, cipós e epífitas.

Trabalho de prensagem dos materiais botânicos. 

Atividades que envolvem o conhecimento in loco da natureza, são indispensáveis na formação do jovem profissional em ciências biológicas. Este contato do aluno com a natureza deve ser incentivado, pois assim são construídas as bases sólidas de preservação e amor à natureza.

Bromeliaceae (foto: João Paulo)

Cactaceae (foto: João Paulo)


Os organizadores do evento gostariam de expressar seus agradecimentos aos professores Reginaldo A. Machado e Rafael M. Gonçalves, por não medirem esforços para que a atividade acontecesse à contento, da mesma forma ao aluno Samuel Mendonça, da biologia licenciatura, um monitor exemplar e, agradecimentos especiais, à Dona Graça e ao Seu Edson, donos da recém batizada Pousada Canindé da Serra, por nos receberem de forma tão maravilhosa e acolhedora.
--> Leia mais...

21 de janeiro de 2018

Professor adota bike como meio de transporte e pedala 12 km até universidade onde trabalha no interior do AC

Marcus Athaydes Liesenfeld apresentou projeto para pedir inclusão de ciclovias em Cruzeiro do Sul. ‘É uma paixão, só por utilizar me satisfaz’, diz. 

Por Adelcimar Carvalho e Tácita Muniz, G1 AC, Cruzeiro do Sul 
Professor iniciou projeto para pedir implantação de ciclovias em Cruzeiro do Sul (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal )Professor iniciou projeto para pedir implantação de ciclovias em Cruzeiro do Sul (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal )
Professor iniciou projeto para pedir implantação de ciclovias em Cruzeiro do Sul (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal ) 
As vantagens na saúde e na facilidade de se locomover até embasam as justificativas do professor Marcus Athaydes Liesenfeld por escolher a bicicleta como principal meio de transporte, mas a paixão pela magrela é o que o faz pedalar todos os dias 12 km entre a sua casa, no bairro Formoso em Cruzeiro do Sul, até o campus Floresta, da Universidade Federal do Acre (Ufac). 
O professor é formado em biologia, com doutorado em ecologia de florestas. Pedalar sempre foi uma paixão desde moleque, como ele mesmo diz. Há 12 anos, ele chegou ao Acre para prestar concurso público e escolheu a segunda maior cidade do Acre para seguir a carreira acadêmica. 
Quando era mais jovem, ele conta que chegou a participar de competições de triatlo e montain bike. Mas, foi durante o doutorado na Espanha que ele percebeu que a bicicleta poderia ser mais do que um meio para se exercitar, poderia ser usado também como principal meio de transporte. 
“Na Espanha tive o contato bem forte com a bicicleta como meio urbano, então realmente troquei o que poderia fazer de carro, ônibus ou metrô e preferia fazer de bicicleta. Quando voltei pra Cruzeiro do Sul, não tinha porquê deixá-la. Investi em uma bicicleta mais leve e me apaixonei também pelo ciclismo de estrada”, explica. 
O professor diz ainda que se assustou com a quantidade de ladeiras que a cidade acreana possui, mas garante que já se habituou as elevações e diz que o trajeto entre sua casa e a universidade é plano. “Mas, tudo é questão de costume. Hoje eu tiro de letra as ladeiras”, brinca. 
Liesenfeld diz ainda que se sente satisfeito em unir as paixões, entre dar aula e também pedalar. Ele também dá aulas de educação e ecologia ambiental. O fato de usar a bicicleta como meio de transporte faz com ele acabe sendo exemplo dentro da sala de aula. 
“Na aula de educação ambiental gosto de abordar exatamente isso: a vantagem de um transporte alternativo e como ele pode trazer também benefícios para a saúde, meio ambiente e também para o bolso, porque na nossa região esse é um motivo bem importante. É uma paixão, só por utilizar me satisfaz. Falo dessas vantagens, benefícios, mas utilizo porque gosto e não procuro justificar”, destaca. 
Mas, antes de usar a bike no meio urbano, ele diz que avalio e até fez um planejamento. “Tive que adquirir uma mochila impermeável e o que é bastante importante é que meu local de trabalho disponibiliza uma boa estrutura. Porque é importante ter chuveiro, vestuário – a questão da estrutura ajuda bastante”, pontua. 
O professor conta que consegue chegar cedo à universidade. Chegando, toma banho e consegue, inclusive, antecipar um pouco do trabalho. 
Professor diz que sempre foi apaixonad por bike e sempre buscou qualidade de vida e também preservação do meio ambiente  (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal )Professor diz que sempre foi apaixonad por bike e sempre buscou qualidade de vida e também preservação do meio ambiente  (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal )
Professor diz que sempre foi apaixonad por bike e sempre buscou qualidade de vida e também preservação do meio ambiente (Foto: Marcus Liesenfeld/Arquivo pessoal ) 

Cicloativismo

O ativismo político também tem sido o foco do professor, dentro da universidade e também como cidadão que quer que àqueles que usem a bicicleta no meio urbano sejam respeitados. 
“São trabalhos de esclarecimento, desenvolvimento para que aceitem as bicicletas no ambiente urbano e optem pelas bicicletas. A gente está trabalhando essa frente que é bem política, entendendo o plano de mobilidade urbana. Mostrando o movimento político com a bicicleta, de qualidade de vida, fecha um conjunto de termos muito interessante para se tratar com os alunos, tendo a bicicleta como um nó que liga entre si”, enfatiza. 
E foi por conta disso que o professor apresentou um projeto para traçar um perfil dos ciclistas em Cruzeiro do Sul e com isso pedir que sejam implantadas ciclovias na cidade para facilitar o percurso de quem usa esse meio alternativo. 
O ‘Bicicleta nos Planos’ faz parte da rede Bike Anjos, que é uma rede de ciclistas com mais de 6 mil integrantes em centenas de cidades do Brasil que promove o uso da bicicleta como opção de transporte. O projeto vai ser desenvolvido ao longo de nove meses. 
Já nesta quinta-feira (11) os números impressionam. Em apenas 3 horas em um trecho central da cidade foram contabilizados ao menos 105 ciclistas fazendo compras, indo trabalhar e fazendo outras atividades. 
“O contrário do que muitos pensam, existem sim muitos ciclistas urbanos que usam a bike para ir trabalhar e fazer compras e outras coisas”, destaca. 
Ideia do projeto é mostrar que há muitos ciclistas urbanos na cidade e que, por isso, seriam necessárias as ciclovias  (Foto: Marcus Liesenfeld/G1)Ideia do projeto é mostrar que há muitos ciclistas urbanos na cidade e que, por isso, seriam necessárias as ciclovias  (Foto: Marcus Liesenfeld/G1)
Ideia do projeto é mostrar que há muitos ciclistas urbanos na cidade e que, por isso, seriam necessárias as ciclovias (Foto: Marcus Liesenfeld/G1) 
Ele também faz parte do grupo de ciclistas Bike Náuas e aproveitou a representatividade dentro do campus para iniciar uma pesquisa que deve mudar a realidade dos ciclistas urbanos. 
"É um projeto de extensão, que tem como objetivo fazer um diagnóstico da mobilidade urbana focada no ciclista. Quantos ciclistas pedalam, qual o perfil, será que é mais de lazer, de deslocamento para o trabalho. Qual o período que ele mais pedala, se é noite, durante o dia ou no final da tarde. Com essas informações, faremos um relatório diagnóstico que será apresentado a Prefeitura e Câmara de Vereadores como suporte dentro do plano de mobilidade urbana", explica. 
A principal meta é mostrar que existe demanda de ciclistas e que é necessário a construção de ciclovia na segunda maior cidade do estado. “Meu sonho é ver uma ciclovia naquela estrada que dá acesso a três escolas e ao Campus da Ufac e Ifac. A construção de ciclovias é uma projeção nacional, que dá destaque na cidade”, afirma. 
João Paulo Amaral, um dos coordenadores do projeto Bicicleta nos Planos está em visita à cidade ajudando na divulgação do projeto ‘Sou Ciclista Cruzeiro do Sul’. 
“O projeto visa fazer valer o que estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana, de que municípios acima de 50 mil habitantes tenham o Plano de Mobilidade Urbana a partir de abril de 2018. Isso facilita que o município tenha acesso a recursos para a melhoria de ruas e espaços públicos”, garante. 
O projeto do professor da Ufac foi um dos nove aprovados para receber aporte financeiro para ajudar no decorrer da pesquisa. “Seja fazendo seminário, fazendo material didático ou fazendo pesquisa. O projeto de Cruzeiro do Sul chamou a atenção, pois visa fazer uma pesquisa que nunca foi feita antes”, finaliza. 
Ciclovias garantem maior organização dos espaços e também segurança a quem utiliza a bike como meio de transporte  (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)Ciclovias garantem maior organização dos espaços e também segurança a quem utiliza a bike como meio de transporte  (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Ciclovias garantem maior organização dos espaços e também segurança a quem utiliza a bike como meio de transporte (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
--> Leia mais...

Blogs Favoritos