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7 de agosto de 2015

Brasil está mais inflamável

Mesmo com redução na taxa de desmatamento, número de incêndios e período de fogo cresceram nas últimas décadas; cientistas culpam clima e fragmentação de florestas
Por: Claudio Angelo
Fonte: Observatório do Clima/amazonia.org.br

O desmatamento e as mudanças climáticas deixaram o Brasil mais vulnerável a incêndios florestais nas últimas décadas. Na Amazônia, essa tendência persiste mesmo com a queda na velocidade da devastação a partir de 2005.
As conclusões são de dois estudos independentes, um publicado na semana passada e outro no prelo, assinados por pesquisadores americanos e brasileiros. Ambos se valem de extensos registros de imagens de satélite, que cobrem um período que vai de 1979 a 2013.
O estudo americano foi liderado por Matt Jolly, do Serviço Florestal dos EUA, e saiu no periódico Nature Communications. Jolly e seus colegas buscaram avaliar a influência das mudanças do clima na duração da temporada de queimadas e na vulnerabilidade a incêndios de florestas do mundo todo nas últimas três décadas.
Analisando imagens de satélite e dados meteorológicos desde 1979, o grupo concluiu que todos os continentes menos a Austrália apresentaram tendências significativas de aumento nos incêndios. No total, o período do ano em que o calor e a secura favorecem o fogo aumentou 18,7% no planeta, e a área global sujeita a queimar dobrou.
Os incêndios florestais estão mais longos e atingem áreas maiores. No período de 34 anos analisado, houve seis anos nos quais mais de 20% da área vegetada do planeta foi afetada por longas estações de fogo. Todos aconteceram na última década – que foi também a mais quente já registrada desde que a humanidade começou a medir temperaturas com termômetros, no século XIX. Um desses anos foi 2010, quando a Rússia foi atingida pelo pior incêndio florestal de sua história.
Imagem mostra como inflamabilidade evoluiu no planeta entre 1979 e 2013
O grupo americano suspeita da perturbação no ciclo hidrológico induzida pelo aquecimento do planeta. Embora o total de chuvas no ano não tenha diminuído nas áreas afetadas, essas chuvas estão menos espaçadas – e possivelmente mais intensas. Isso aumenta o número de dias secos na temporada de queimadas: em média, o mundo ganhou 1,31 dia seco a mais por década.
Em nenhum lugar essa tendência é tão marcada quanto na América do Sul. Na Amazônia e no cerrado, o aumento médio na temporada de queimadas foi de impressionantes 33 dias em 35 anos. “Estações de queimada mais longas prolongam condições para incêndios por condução, potencialmente expandindo a área suscetível a incêndios que escapam de áreas desmatadas”, afirmam os pesquisadores. Entre as regiões afetadas está Rondônia, que decretou estado de emergência neste mês devido às queimadas.
Saturação
É precisamente isso o que parece estar acontecendo na região amazônica, de acordo com o outro estudo, liderado por Ane Alencar, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), que será publicado em agosto na revista Ecological Applications e já está disponível on-line.
Alencar e colegas do Ipam e das universidades de Stanford e da Flórida, nos EUA, analisaram imagens de satélite de 1983 a 2007 e mostraram que a região sudeste da floresta amazônica, onde está o chamado Arco do Desmatamento, tem sofrido o impacto duplo da extrema fragmentação e da recorrência de extremos climáticos, como o El Niño de 1998 e a seca de 2005.
“Entre 1983 e 2007, eventos de estiagem causaram incêndios florestais que ficaram maiores, mais frequentes e abarcaram um leque maior de meses da estação seca”, descrevem os autores.
Eles destacam que o próprio fato de uma floresta pegar fogo na Amazônia já é algo extraordinário, uma vez que a ideia clássica sobre a região era de que a selva fosse úmida demais para queimar. Antes da colonização, evidências sugerem que as matas amazônicas só incendiassem a cada 400 ou mil anos. Essa realidade mudou radicalmente.
Nos 24 anos de análise do grupo de Alencar, 15% de florestas densas, de dossel fechado – “inqueimáveis”, segundo o raciocínio clássico – na área estudada pegaram fogo. A maior parte dos incêndios, porém, aconteceu em florestas abertas (44%) e nas matas de transição, entre a Amazônia e o cerrado (46%).
“Em florestas úmidas, este aumento foi associado a eventos de seca, enquanto em florestas mais abertas o aumento na probabilidade de queima ocorreu mesmo se descontarmos a seca – provavelmente algo relacionado com a fragmentação da paisagem”, diz Paulo Brando, pesquisador do Ipam e coautor do estudo.
Segundo ele, mesmo com a redução das chamadas fontes de ignição (queimadas iniciadas por desmatamentos), na última década, quando a taxa de corte raso começou a cair, as florestas ainda estão pegando fogo. Em 2007, por exemplo, a área queimada na região do Xingu, que tem florestas abertas e de transição, foi muito superior à de outros anos, embora a quantidade de fontes de ignição não tenha aumentado significativamente.
Isso sugere, prossegue Brando, que boa parte da Amazônia está “saturada” de fontes de ignição. Ou seja, o desmatamento avançou tanto na fronteira que a única coisa que determina se as florestas vão ou não pegar fogo é o clima.
É como se a floresta no Arco do Desmatamento tivesse atingido um ponto de virada, a partir do qual grandes incêndios ocorrerão sempre que houver um ano de estiagem anormal. Com a mudança do clima, esses anos anormais estão virando o novo normal.
“Estamos vivendo um novo regime de fogo nessas áreas, onde o impacto das mudanças climáticas acaba sendo potencializado pelos impactos locais decorrentes da fragmentação e supressão da cobertura florestal”, disse Ane Alencar ao OC.
Como os incêndios florestais podem aumentar as emissões de carbono por degradação florestal três ou quatro vezes mais do que o desmatamento, esse novo regime pode criar um perigoso mecanismo de “feedback” entre devastação e aquecimento global, no qual um alimenta o outro.
Segundo os cientistas, o ideal, na Amazônia, é reduzir o desmatamento de forma drástica, para prevenir incêndios mesmo nos anos secos.
Já para o cerrado a história é outra, diz Brando. “Apesar de os fogos serem parte natural do bioma, eles estão acontecendo no final da estação seca e não no início, como acontecia naturalmente. Além disso, temos gramíneas invasoras que ajudam a deixar os incêndios muito mais intensos do que costumavam ser.”



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27 de julho de 2015

Mais fogo e menos água

FONTE GREENPEACE Brasil

O período de seca mal começou no Norte do Brasil, mas as queimadas já pintam de vermelho a cobertura verde da floresta. Os incêndios, tão comuns de agosto a setembro, estão começando mais cedo e, de acordo com duas pesquisas lançadas este mês, a explicação pode estar no desmatamento e a tendência é que tenhamos cada vez mais dias com fogo e menos dias com chuva.
Fogo rasteiro, perigo oculto no desmatamento e queima das florestas
Segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (INPE), de janeiro a 29 de julho deste ano o número de focos de incêndio cresceu em cinco, dos oito estados que compõem o bioma Amazônia, chegando a até 70% de aumento, no Acre e em Rondônia, na comparação com o mesmo período de 2014. Nas últimas 48 horas a Amazônia concentrou 39,3% dos focos de incêndios identificados por satélite.
Segundo o estudo “Climate-induced variations in global wildfire danger from 1979 to 2013” (Variações induzidas pelo clima no risco de incêndios florestais), publicado no periódico Nature, as mudanças climáticas estão alterando os padrões globais de queimadas e devem gerar um aumento na “temporada de incêndios” nas próximas décadas. O estudo aponta também que, de 1979 a 2013, o período anual de queimadas ficou 18,7% maior .
“O aumento da temporada de fogo e das áreas afetadas por queimadas foi verificado em todos os continentes, exceto Austrália. Florestas tropicais e subtropicais, campos e savanas da América do Sul têm experimentado enormes mudanças meteorológicas e temporadas de fogo mais longas, com um aumento médio de 33 dias ao longo dos últimos 35 anos”, revela a pesquisa.
“Esses dados são preocupantes. Vale lembrar que as queimadas ainda respondem por boa parte dos gases do efeito estufa emitidos pelo Brasil, o que agrava ainda mais as mudanças climáticas”, explica Rômulo Batista, da Campanha da Amazônia do Greenpeace. “É um círculo vicioso: as queimadas deixam o clima mais seco, o que provoca mais queimadas. Esta é uma relação perigosa, que deve ser evitada a todo o custo”, completa Batista.
De acordo com o artigo, a seca enfrentada na Amazônia em 2005 trouxe um longo período propício ao fogo, “levando a um aumento dramático na atividade com uso de queimadas em toda a bacia”.
Para os pesquisadores de outro estudo recente – “Landscape fragmentation, severe drought, and the new Amazon forest fire regime” (Fragmentação de paisagem, secas severas, e o regime de fogo na Amazônia), fruto de uma parceria entre as universidades de Stanford e da Flórida com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), os incêndios florestais estão cada vez mais longos e comuns na região devido a “mudanças fundamentais no clima e na paisagem”.
“O desmatamento influencia os regimes de fogo da Amazônia, pois resulta no aumento de fontes de ignição, aumento do comprimentos de borda da floresta , e alterações de climas regionais”, esclarece o estudo. Ou seja, o desmatamento e a degradação deixam as florestas mais expostas e vulneráveis à queimadas.Segundo a pesquisa, ao longo de um período de 24 anos (de 1983-2007) 44% das florestas degradadas e 46% florestas de transição queimaram, contra 15% das florestas primárias, muito mais densas e protegidas.
“Os efeitos combinados de um futuro climático mais seco, com mais fontes de ignição em paisagens cada vez mais fragmentados, pode diminuir a resistência ao fogo até nas densas florestas verdes”, alerta o estudo.
“As Florestas Primárias ou mata virgem, como são chamadas aqui na região, são muito mais densas e úmidas, constituindo uma barreira para o fogo. Além disso é nela que se concentram a biodiversidade e o carbono estocado na Amazônia, além de retirar da atmosfera mais de 2 toneladas de carbono por hectare todo ano. Ao preservá-las evitamos e mitagamos as mudanças climáticas e garantimos a sobrevivência de milhões de espécies únicas” afirma Batista.
Ambos os estudos chamam atenção para o alarmante aumento na emissão de gases do efeito estufa que este “alongamento” na temporada de queimadas pode representar. “O aumento dos incêndios de larga escala em florestas degradadas pode aumentar as emissões de carbono para as taxas de três ou quatro vezes as emissões anuais de desmatamento de alguns tipos de floresta”.
O Brasil já conseguiu reduzir o desmatamento. Mas ainda não é o suficiente. Esta destruição está fragilizando nossas florestas e os serviços ambientais que elas nos prestam. Está na hora de o país reassumir o papel de vanguarda ambiental, a que está destinado, e apresentar metas realmente ambiciosas em relação ao combate às mudanças climáticas e a perda florestal, assumindo um compromisso com o Desmatamento Zero no Brasil.
Faça parte do movimento pelo fim do desmatamento de nossas florestas. Assine em apoio ao projeto de lei pelo Desmatamento Zero e ajude a levar esta demanda ao Congresso Nacional.
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11 de junho de 2015

Minha linha do tempo das greves nas Universidades

Faixa dos estudantes de biologia da Ufrgs, durante greve em 1996. Esta faixa rodou o Brasil entre os Encontros de Biologia daquele ano.


A Greve nas Universidade Federais e outras Instituições Federais de Ensino (IFE) entrará na sua terceira semana. Docentes e Técnicos Administrativos de, por hora, 25 IFEs, e estudantes em várias universidades estão parados reivindicando diversos direitos que se existissem, fariam o slogan "Pátria Educadora" parecer, no mínimo, coerente.

São 35 anos desde a primeira greve do ensino público superior, que obteve adesão quase total dos docentes no Brasil. Naquele ano o governo acordou com a reestruturação da carreira docente e reajuste de mais de 80% nos vencimentos. Desde então foram perto de 19 greves com diversas graus de adesão, mas de poucas conquistas e muitos sacrifícios.

Em 2015 completo 10 anos como professor no ensino superior. Como esta década coincide com a greve atual, resolvi escrever o relato a seguir, uma breve retrospectiva, mas do ponto de vista dos meus anos no ensino superior enquanto estudante e agora, como professor.

Entrei no curso de Biologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1993. Lembro bem da primeira impressão ao caminhar pelo Campus Centro da UFRGS. Prédios muito antigos, e em especial, o antigo prédio da Medicina, nosso primeiro local de aulas. O acesso era pela porta dos fundos, por uma alta e estreita escada. Lembro da condição do forro dos tetos, a maioria desabando; os banheiros quebrados. Internet? Essa mal existia, então não conta. Mas me recordo bem dos laboratórios com muitos equipamentos velhos ou quebrados, parados nos cantos. Poderia ser uma má primeira impressão, mas eu não tinha parâmetros do que seria o ideal - tudo no ensino superior para mim era novidade. Assim achei quase 'normal' aquela situação, mas a recessão em todos os setores do Brasil estava longe de ser normal.

Nesse ano as aulas do segundo semestre começaram atrasadas pois havia acontecido a greve de 1993. Foi o ano do Plebiscito do Sistema de Governo e o Presidente Itamar Franco já tramava a criação do Plano Real. Mas pela educação nada vinha sendo feito até então. Foi a primeira greve com adesão dos estudantes. Depois de pouco mais de um mês, a desarticulação acabou com o movimento e além de 85% de reajuste, as discussões de autonomia e negociação de um plano de carreira estavam apenas começando.

Nosso primeiro acampamento de greve no campus central da UFRGS foi em 1996. Já era a era do o Governo FHC e as paralisações foram marcadas por ameaças de corte de ponto e demissões. A mobilização pela greve pareceu fraca e não foi uma greve muito longa. Entretanto, a interação entre os estudantes, principalmente entre nós da Bio, fortaleceu o Diretório Acadêmico, tanto que neste mesmo ano diversos alunos da Bio foram ao Encontro Nacional de Estudantes de Biologia (ENEB) em Belém do Pará, um encontro histórico. Este engajamento culminou em 1998, com o ENEB de Porto Alegre, organizado pelos mesmo “acampantes” de 1996, e que constituiu uma mudança histórica dos Eneb’s pelo Brasil, com muitas quebras de paradigmas, avanços no movimento estudantil e preocupação ecológica.

Estudantes, professores e funcionários da Ufrgs, reunidos no salão nobre do Instituto de Biociências, em uma das primeiras assembléias unificadas da greve de 1996.
 
Estudantes, professores e funcionários da Ufrgs, em uma das primeiras assembléias unificadas da greve de 1996.

Também em 1998 aconteceu uma greve. Com certeza pra mim a greve mais marcante foi a de 1998. Os estudantes aderiram novamente ao movimento grevista e no campus Central da UFRGS, desta vez um grande acampamento foi montado. Lá permaneceram, professores técnicos e estudantes, inclusive eu, por vários dias, quase todos os 105 dias em que a greve vigorou. A Rádio Muda, rádio livre dos estudantes foi montada no último andar do prédio da faculdade de Educação, e de lá transmitíamos as notícias da greve e muito Rock'n roll em um raio de poucos quilômetros do campus, e que mesmo assim nos custou a visita da Policia Federal. O acampamento foi uma grande oportunidade de exercício político, e eu pude aproveitar ao máximo. A pauta, antes de tudo, era preservação da qualidade do ensino superior, gratuito! E mais autonomia às universidades. Foi obtido a criação da GED, mas os concursos públicos, parados, continuaram inexistentes. 

Entre 2000 e 2005, já formado, estive em universidade pública estadual ou trabalhando como autônomo, então não acompanhei de perto o movimento federal destes anos. Mas em 2005, recém chegado na Ufac, ainda no processo de estruturação do campus, comprando equipamentos, montando os planos de ensino e o projetos dos cursos, acompanhamos a greve de 112 dias, a mais longa das greves até então. Concursos públicos, incorporação das gratificações, garantia da Universidade pública, gratuita, autônoma, democrática, laica e de qualidade, além do aumento do orçamento para o ensino, eram alguns dos pontos. Um parco aumento do orçamento foi obtido naquele ano.

O começo do ano de 2012 evidenciou a precariedade de várias instituições de ensino superior pelo Brasil. A consequência foi a maior greve já articulada em defesa do ensino público. Desta nada pude acompanhar pois estava fora do país durante capacitação de doutorado sanduíche. Com adesão de mais de 95% das IFEs, foi a mais longa e intensa da categoria, causada, principalmente, pela insatisfação dos professores com a desestruturação na carreira e as precárias condições de trabalho. 

O que mais chama atenção neste retrospecto, é que muito do solicitado em parte destes mais de 30 anos de lutas, continua sem avanços. Como em 2012, também agora em 2015 existem instituições sem professores, sem laboratórios, sem salas de aula, sem restaurantes universitários, ou estes sem verba pra comida, limpeza, até sem bebedouros e papel higiênico. Imaginem, o RU do Campus do Vale da Ufrgs já foi fechado mais de uma vez pela vigilância sanitária! Muitas outras IFEs estão enfrentando problemas de falta de limpeza e segurança. Isso tudo afeta diretamente a qualidade do ensino.

Diz-se que os alunos estão sendo afetados pela greve. O que é pior para o aluno: estudar / estagiar no meio do lixo, sem segurança, comendo pata de barata e cabelo no bandejão, ou, atrasar alguns dias as aulas e apoiar a mudança deste panorama?

Também a estrutura da carreira docente engatinhou nestes 35 anos de luta. Na greve de 2012 o governo não negociou de fato e, por meio de um acordo muito mal explicado, dissimulado, impôs uma lei que desestruturou ainda mais a carreira docente. Não houve a reposição integral das perdas salariais e total desconsideração quanto ao tema que trata da precarização das condições de trabalho, por parte do governo.

Condições de Trabalho -> Ninguém deveria ser submetido a trabalhar, a ensinar ou a aprender em situações precárias como estão hoje muitas IFEs pelo Brasil.
Sofrem professores, estudantes e técnicos administrativos.
Mas muito mais que isso, sofre todo o povo brasileiro.
Que serviço de qualidade será prestado por profissionais formados em Instituições com esta precarização? Que ensino será oferecido aos brasileirinhos que estão vindo das escolas fundamentais e médias?
Portanto, a luta é de todos. Não é só dos professores ou dos técnicos. TODOS temos a responsabilidade por querer educação pública de qualidade, gratuita e de qualidade!!! Todos!!

Se nestes 35 anos os sucessivos governos no Brasil tivessem feito seu ‘tema de casa’ – e olha que houve prazo – hoje teríamos orgulho de dizer, de peito estufado: “admire, mundo, nossa nação educadora!” Infelizmente, hoje vivemos sob o jugo da ‘nação usurpadora.’ É difícil, não me entra mesmo na cabeça, tamanha incoerência, um pais tão rico, com uma educação tão desmoralizada, é triste. Greve sim, até o fim.



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24 de março de 2015

Boa viagem tia Ada

10 /04/1952 - † 24/03/2015

Difícil expressar em palavras toda gratidão que devo a esta pessoa, este anjo que passou pela terra para ensinar o bem e ser exemplo de bondade e alegria. 

Difícil em momentos como este, colocar para fora mais do que as lágrimas e a tristeza da perda. ADA BEATRIZ ATHAYDE MADRID, a Adabia, a Adinha, a Baixinha, a amiga para qualquer hora, a conselheira, sempre muito esclarecida, com muito discernimento, muito inteligente, mas mais que isso, muito ALEGRE, muito sorridente. Cheia de uma facilidade própria de fazer amigos, e de tê-los em quantidade, e de amá-los e paparicá-los como só ela. Colorada de uma simpatia fascinante, não só aquela simpatia que te encanta no olhar, no sorriso, no falar, mas ela tinha a simpatia que te pegava no colo, que te acariciava e que te embalava em lindos momentos, em todos os momentos. Todos estes momentos que ficarão para sempre na memória de quem a conheceu.

Ao pensar em uma pessoa de bem com a vida, penso na minha tia Ada. Penso em otimismo, penso nela; penso em um bom samaritano, lembro dela. E quando desejar lembrar de um exemplo de alto astral, lembrarei para sempre dela como este exemplo. 

Para ela não existia tempo ruim. Mesmo nos últimos momentos de sua vida, não se notava derrotismo, nem tristeza, nem um pingo de sofrimento era percebido. Somente a força, a coragem de lutar contra esta doença que faz vitimas bem como faz vencedores. E ela foi uma vencedora! Criou seus filhos, seus sobrinhos, netos e levou a família sempre em primeiro lugar. Venceu, pois deixou um pouco dela em cada um de nós. VENCEU pois cada um que teve a oportunidade de conviver com ela, saiu mais evoluído; cada um leva consigo uma faísca desta super mãe, desta super mulher, desta guerreira, que superou adversidades de cabeça erguida, que lutou até o fim para estar bem e continuar com a gente. 

Minha tia foi a primeira a me incentivar a vir para o Acre. Tempos depois ela veio aqui nos visitar, já com a Flor de Lis nascida, para abençoar a recém nascida com as alegria do seu viver, do seu incomparável alto astral e com o amor infinito que sempre emanou de seu ser. 

Só posso te ter Adinha, como meu maior exemplo: que Deus me permita ser um pouquinho como tu, na alegria, no alto astral, na bondade, no amor, no sorriso. Que Deus te guie nesta jornada do outro lado, e que ele permita que continues nos olhando, nos cuidando, nos abençoando com toda a alegria que existe, toda a alegria e todo amor que tu nos ensinou a Amar a Vida, amá-la mesmo nas dificuldades. 


Eu era barro e tu me moldou. Eu fui pedra bruta e tu me lapidou. Hoje sou vaso cristalino e contigo ainda estou, contigo sempre estarei; contigo sempre estaremos.

Adinha siga em paz, pois nosso Amor e nossa Saudade serão eternos.
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27 de outubro de 2014

Armadilha contra o Mosquito da Dengue. Aprenda a Fazer. Divulgue. Participe!



Semana passada na reunião de pais da escola da minha filha, fiquei surpreso ao saber que nenhum dos pais presente conhecia a armadilha para o mosquito da dengue, batizada 'mosquitéria'. Ensinei para os pais então os passos para a fabricação e uso de uma dessas armadilhas, e deixei uma na escola. A diretora falou que fará mais.

Agora, amplio a divulgação desta importante ferramenta no combate do mosquito Aedes aegypti .

Cruzeiro do Sul vive hoje assombrada pela epidemia de Dengue. Uma cidade pega de surpresa que enfrenta desde fevereiro, chegada da doença na cidade, um alarmante número crescente de casos de dengue. Dos 80 mil habitantes, quase 10 mil casos já foram notificados e cerca de 3,2 mil confirmados. 

Cada um deve fazer a sua parte e, um pouco mais, para avançarmos nesta batalha contra a doença. A armadilha é excelente e eficiente ideia, torne-se você também um divulgador da mosquitéria! Faça como eu, aproveite a reunião de pais das escolas, reuniões de condomínio, da sua igreja, reunião comunitárias, faça grupos na Universidade, sua escola e ensine a fazer a mosquitéria, imprima e distribua o folheto do passo a passo!

BAIXE O FOLHETO . PDF ENSINANDO A FAZER A MOSQUITÉRIA NO LINK ABAIXO:

https://dl.dropboxusercontent.com/u/30655882/dengue2.pdf 

Copio abaixo os passos para a fabricação da armadilha. FÁCIL de fazer. Você precisará:

- de uma OU VÁRIAS garrafas PET;
- tesoura;
- lixa;
- fita isolante;
- pedaços de micro-tule;
- grãozinhos de arroz, alpiste ou ração de gato.



1. Use tesoura para cortar uma garrafa pet grande em duas partes. Para ficar mais fácil, amasse a garrafa até obter uma dobra e, só então, perfure o plástico e corte os dois pedaços. Guarde o anel do lacre da tampinha.

2. Com uma lixa para madeira do tipo 220, lixe toda a superfície interna da parte superior da garrafa, aquela em forma de funil. Faça isso até o plástico ficar fosco e áspero. Essa será a tampa da sua armadilha.

3. Remova o anel do lacre da tampinha sem danificá-lo. Corte um pedaço de microtule - tem que ser micro mesmo, para bloquear a passagem das larvas - e use o anel para prendê-lo à boca do funil, empurrando até pelo menos a segunda volta da rosca.


4. Triture quatro sementes de alpiste ou uma pelota de ração para gatos, jogue no fundo da base da garrafa e coloque água. Bactérias que ficam em volta dessas iscas vão se multiplicar e servir de alimento para as larvas.
5. Posicione o funil, com a boca para baixo, dentro da base da garrafa. Depois de encaixar as duas peças, use fita isolante para fixá-las. Certifique-se de que a estrutura foi realmente vedada.

6. Aumente o nível de água, procurando o ponto médio entre o topo da mosquitérica e a boca da garrafa. Marque essa altura com um pedaço de fita. Você terá que completar conforme o líquido for evaporando.

7. A mãe aegypti depositará seus ovos na parede da garrafa, logo acima da linha da água. Depois de uma semana, complete o líquido até o nível marcado - a partir de agora, você deve observar diariamente e acrescentar água quando necessário.

8. Em contato com a água, os ovos eclodirão. E as larvas, famintas, vão nadar até o fundo da garrafa, através do microtule. Depois de comer, crescer e atingir o estágio adulto, os insetos não conseguem mais passar pela rede e morrem afogados. Termina, assim, uma geração de mosquitos.


ALGUMAS DICAS E INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

  • Se não tiver alpiste, pode ser arroz triturado ou pedacinhos de ração para gato.
  • Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. O Aedes gosta de sombra!
  • Após uma semana, verifique a altura da água. Complete se estiver abaixo do nível.
  • Para esvaziar a mosquitérica, derrame a água na terra do jardim e lave as peças da armadilha com detergente.
  • Antes de abrir  a armadilha, verifique se há algum mosquito vivo e agite a água para afogá-lo.
  • Coloque detergente e observe as larvas morrendo.
  • Os ovos de Aedes aegypti, depois de secos, podem continuar vivos por até dois anos numa superfície seca, esperando água para eclodir.
  •  Para saber se a larva é Aedes mesmo, ilumine com o foco de uma lanterna, se as larvas fugirem da luminosidade, são Aedes aegypti.
  • Só as fêmeas do Aedes ferram as pessoas; elas voam até 200 metros na sombra, e produzem uma média de 300 ovos durante sua vida.
  • A mosquitérica associada com atitude de civilidade constituem uma solução simples, econômica e ecológica para acabar com os carapanãs da dengue e com todos os incômodos decorrentes dos mosquitos, no ambiente urbano.

Esta prática armadilha foi desenvolvida pelo Professores Maulori Cabral e Maria Isabel Liberto (Departamento de Virologia UFRJ).
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7 de outubro de 2014

Sinal de fumaça

Via amazonia.org.br 

Queimada no Parque Florestal Jamanxin, no Pará, próximo a BR-163. (© Greenpeace/Rodrigo Baleia)


As queimadas na Amazônia aumentaram este ano e a fumaça já chega até o sul do País, que também sofre com a falta de água
No Norte do País, o período de julho a outubro é marcado pelo aumento da temperatura e diminuição das chuvas, o que caracteriza o chamado “verão amazônico”. É neste período também que, infelizmente, o número de queimadas aumenta na região, seja para a renovação de pastagens ou para a abertura de novas áreas, queimando floresta em pé ou já parcialmente derrubada.
“Essas queimadas, além de destruírem a floresta, liberam grandes quantidades de gases do efeito estufa, contribuindo assim para o aumento da temperatura global, o que vai contra os compromissos assumidos internacionalmente pelo Brasil para redução de emissões”, afirma Rômulo Batista, da campanha da Amazônia do Greenpeace.
Depois de o governo federal confirmar o aumento de 29% no desmatamento da Amazônia no ano passado e o DETER divulgado no início do mês apontar uma tendência de novo aumento esse ano, as queimadas parecem seguir a mesma linha de crescimento, com expansão para diferentes regiões da Amazônia.
Ao compararmos os números de janeiro a agosto deste ano, com o mesmo período de 2013, houve um aumento de 36% em média nos focos de queimadas nos estados da Amazônia Legal. Assim como na projeção do desmatamento, o Pará lidera no número de incêndios, com 109% de aumento. Além do aumento no número de queimadas e incendios outro fato que chama a atenção é que, no estado do Pará, a maior parte dos focos se concentra ao longo da BR 163. A região, segundo dados do INPE, também apresentou grandes áreas de desmatamento, no entorno do Parque Indígena do Xingu.
Focos de incêndio no dia 13/09 ao longo da BR 163. (© Greenpeace)
As consequências das queimadas no entorno do Parque Indígena do Xingu, não afetam somente a região, mas também a região sul do País, já que a fumaça produzida a partir das queimadas na região acaba levada pelas correntes de ar.  “Assim como as chuvas produzidas na Amazônia irrigam todo o Brasil, os mesmos ventos levam a fumaça das queimadas para o sul do País, que já sofre este ano com uma forte estiagem e falta de chuvas”, explica Rômulo.
Focos de queimadas no entorno do Parque Indígena do Xingú e o percuso da fumaça até o sul do país (© Greenpeace)
As consequências do desmatamento e queimadas na Amazônia não afetam apenas o ecossistema local e as pessoal que habitam a região, mas todo o Brasil.  Para combater esses problemas mais de um milhão de brasileiros, de todos os estados, já apoiaram o projeto de lei popular pelo desmatamento zero.  O mundo precisa da Amazônia viva.
Fonte: Greenpeace
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8 de abril de 2014

Augusto César Cunha Carneiro

Nesta singela homenagem, a Fundação Gaia partilha com seus amigos e colaboradores, frases e ideias deixadas por Augusto César Cunha Carneiro, que inspiram e revelam a pessoa sui generis que ele foi durante seus 91 anos de vida, findos em 07 de abril de 2014.
“O que eles fazem com as árvores da cidade é uma barbaridade! Vejam quantas palmeiras incendiadas.”

“(Sobre a Vieira de Castro) esta é uma das ruas mais bonitas de Porto Alegre,  as pessoas deveriam conhecê-la e zelar para que suas árvores, principalmente as figueiras semeadas pelos passarinhos, fossem preservadas.”

“As queimadas são um perigo e uma ameaça à vida no planeta. Se terminarem com as matas de onde virão as sementes e as árvores para que as espécies sobrevivam?”
“Em uma das viagens ao Brasil, Lutzenberger trouxe uma lista de pessoas e fui de porta em porta falar com cada uma delas, pois era acostumado a fazer cobranças. Quando Lutz retornou, estava articulado o que viria a ser o movimento ambientalista  e a futura AGAPAN.”
“Quando eu e Lutz viajávamos e víamos alguém fazendo algo errado, parávamos o carro e íamos falar com os infratores ambientais. No final, de tanto conversar, acabávamos praticamente amigos.”
“Eles colocam o lixo em toda parte, é uma vergonha.”
“Eu queria dar uma palestra, tenho várias prontas. Consegues uma data para mim?” Carneiro participou do Ecologia na Cultura em 2011, 2012 e 2013. Sua saúde frágil impediu que o convite fosse oficializado em 2014.
“ Acho que não sou diferente de todas as pessoas que desde cedo se dedicam a movimentos para aperfeiçoar nossa convivência... Eu fiz o que quis, não culpo os outros de nada. Briguei e vou brigar sempre por aquilo que tem valor. Por relações corretas na sociedade, pelos animais, pela natureza. Procuro influenciar, porque dá resultado e me traz satisfação. Em todo caso, não deixo de me divertir”  Do livro Depois de tudo um ecologista, escrito por Lilian Dreyer e autografado por Carneiro na Feria do Livro de 2013.

Fotos: Cláudia Dreier e Arquivo Fundação Gaia. Edição de fotos e textos: Cláudia Dreier comunicacao@fgaia.org.br
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21 de outubro de 2013

Secando o caderno 49354-Level Book resistente à água.

Adoro este bloco de campo. É da Forest Suppliers, link aqui para quem quiser comprar. Depois que tive o primeiro, nunca mais uso outro. Problema é que somente pode ser comprado no exterior, mas é de qualidade indiscutível e pra gente que vive trabalhando debaixo de chuva, não tem outro melhor. Ele é a prova d'água, e mesmo com lápis é possível mesmo escrever debaixo de chuva torrencial.

Acontece que quando se tem uma rotina de vários dias de campo, é complicado, pois as folhas começam a grudar umas nas outras, e fica mais difícil lidar com ele. Assim que testei duas opções de secagem forçada para garantir o desempenho dele no campo. Abaixo posto as fotos.

49354 Level Book secando no ventilador depois da chuva

O mesmo 49354 Level Book secando na luz depois da chuva, e depois do ventilador




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Metade de todas as árvores da Amazônia pertence a apenas 1,4% das espécies

Açaí e paxiubinha. Foto: Marcus Athaydes


A análise foi feita a partir de inventários florestais realizados em expedições de grupos de pesquisas em campo e não por imagens de satélite, que até hoje ainda não conseguem responder a essa demanda

Pela primeira vez uma pesquisa realizada em colaboração com especialistas de 125 instituições do mundo consegue responder a duas questões antigas sobre a floresta Amazônica: quantas árvores e espécies arbóreas existem na Amazônia? O estudo publicado na revista Science nesta sexta-feira (18) conta com a coautoria de 15 pesquisadores e estudantes de pós-graduação ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI).
O trabalho “Hiperdominância de espécies Arbóreas na flora Amazônica” fez uma estimativa de que existem aproximadamente 16 mil espécies de árvores na Amazônia, mas metade de todas as árvores pertence a apenas 227 espécies (1,4% do total), enquanto que 11 mil espécies estão entre as mais raras e representam apenas 0,12% das árvores.
Nos 6 milhões de quilômetros quadrados da grande Amazônia, incluindo a bacia Amazônica e as Guianas, o estudo estimou cerca de 400 bilhões o número de árvores existentes.
Para os especialistas, a presença das hiperdominantes pode ajudar a entender como a Amazônia funciona hoje e como poderá funcionar no futuro. No topo do ranking das mais abundantes estão o açaí, espécies da família da castanha-da-Amazônia, patauá, buriti, barriguda, paxiúba, murumuru (parente do tucumã), breu e seringueira, a maioria palmeiras e conhecidas pelas populações locais.
“Essa hiperdominância é observada também nos nossos inventários mais locais”, afirmou a botânica do Inpa, Iêda Leão do Amaral.
O estudo compila dados de 1.170 levantamentos ou parcelas florestais, o que resultou na primeira estimativa de abundância, frequência e distribuição espacial em larga escala de milhares de árvores amazônicas.
A análise foi feita a partir de inventários florestais realizados em expedições de grupos de pesquisas em campo e não por imagens de satélite, que até hoje ainda não conseguem responder a essa demanda.
Para a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPG-ECO) do Inpa e coautora do estudo, a bióloga Flávia Costa, uma implicação dessa dominância é o lado contrário, já que 62% das espécies têm uma abundância extremamente pequena e algumas são tão raras que talvez os cientistas nunca as encontrem.
Lista vermelha Das 16 mil espécies de árvores, cerca de 6 mil espécies têm populações abaixo do que é considerada população viável para conservação, ou seja, menos de mil indivíduos em toda a bacia Amazônica. Essa situação as qualifica para entrar na lista das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
“Se há pouquíssimas espécies muito abundantes, significa que há muitas espécies que são extremamente raras e essas são as que estão em perigo de desaparecer. É isso que nos preocupa”, disse Flávia Costa.
Para o botânico do Inpa e coautor do estudo, Charles Zartman, esses resultados estão gritando a necessidade de aumentar e valorizar o levantamento florestal na Amazônia. “Para entender, por exemplo, grandes frações de espécies raras precisamos de mais inventários para repetir e entender os padrões”, disse Zartman, que destaca a colaboração internacional de uma centena de instituições para que se tivesse um resultado tão marcante.
Mais investigação
A pesquisa não revela a razão pela qual as 227 espécies são hiperdominantes. Entre as possíveis explicações, os autores sugerem que algumas espécies hiperdominantes talvez sejam comuns por terem sido cultivadas pelas populações indígenas antes de 1492, mas isso ainda é ponto de investigação.
Para Flávia Costa, no caso das palmeiras há duas suspeitas: a primeira é que elas podem ter sido espalhadas na Amazônia pelos indígenas, e isso que se observa hoje seria o resultado da propagação de plantas úteis no passado, aproximadamente há 10 mil anos, tempo que as pessoas colonizaram a região. Este é um tópico que está sendo estudado por uma aluna da pós-graduação do Inpa, Carolina Levis, que já mostrou em outro estudo os impactos de populações antigas na composição florística atual da floresta.
“A outra suspeita está relacionada com a capacidade das plantas de se reproduzirem. E isso não vale só para as palmeiras, mas para qualquer uma dessas espécies que se tornaram muito abundantes”, contou.
Liderado por Hans ter Steege, pesquisador do Naturalis Biodiversity Center, no sul da Holanda, o estudo conta a participação de 25 especialistas brasileiros, sendo 15 ligados ao Inpa. São 11 pesquisadores (William Magnusson, Iêda Leão Amaral, Francisca Dionísia de Almeida Matos, Flávia Costa, Maria Teresa Fernandez Piedade, Rogerio Gribel, Charles Eugene Zartman, Diógenes de Andrade Lima Filho e Cid Ferreira, Florian Wittman, Ana Andrade) e quatro pós-graduandos (Thaise Emilio, Carolina, Juliana Schietti e Priscila Souza).
Por: Cimone Barros
Fonte: INPA

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22 de setembro de 2013

#BikePosters #Bikes4Life







 
 22 de setembro, #DiaMundialSemCarro

 










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29 de agosto de 2013

Queimar para Preservar: entendendo o fogo amazônico


Para entender como o fogo afeta a floresta amazônica, o IPAM inicia mais uma etapa de queimadas controladas em uma área de floresta mato-grossense. Os resultados deste estudo científico permitirá entender as ameaças que o fogo apresenta para a fauna e flora amazônicas e a resistência da floresta a cenários climáticos futuros.
A floresta amazônica está mais inflamável. E esta situação pode se acentuar no futuro. De acordo com pesquisas recentes, incêndios florestais extensos podem se tornar mais frequentes, pois o clima da região está se tornando mais seco e quente. Pouco adaptadas à ação das chamas, as árvores amazônicas poderão sucumbir pela ação das chamas, dando lugar a uma vegetação empobrecida e altamente vulnerável a novos incêndios.
Para avaliar experimentalmente as previsões sobre os efeitos de um clima mais seco e quente na Amazônia sobre a floresta da região, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) vem, desde 2004, promovendo a queima controlada de áreas de floresta na Fazenda Tanguro, em Querência (MT) . Anualmente ou a cada dois anos, duas áreas são incendiadas. Os efeitos do fogo sobre a vegetação então sendo avaliados comparando-se as áreas queimadas com outra de floresta intacta que serve de controle. Uma nova queima está prevista para 28 de agosto.
O estudo deve ajudar a entender os fatores (neste caso o fogo) que podem promover o “recuo” ou até mesmo o “desaparecimento” das florestas tropicais, como previsto pelos modelos que preveem os cenários futuros de aumento da temperatura do ar e redução de precipitações para boa parte da Amazônia brasileira. Ainda, os pesquisadores que estarão acompanhando o experimento deverão obter informações sobre como os efeitos do fogo sobre a estrutura da vegetação, a liberação de gases de efeito estufa através da queima e sobre a biodiversidade. Várias outras medidas pós-queima serão obtidas ao longo aos próximos meses visando entender como a recorrência do fogo afeta a capacidade de regeneração da floresta e induz a proliferação de espécies invasoras não amazônicas mais adaptadas ao fogo e o aumento da presença de gramíneas. Será uma medida direta do que vem se chamando de “savanização” da Amazônia.
“Nosso estudo tenta, de maneira inédita, demonstrar experimentalmente os efeitos das alterações climáticas sobre a floresta amazônica que estão sendo previstas através de modelos que simulam o futuro climático da região”, diz Paulo Brando, pesquisador do IPAM, doutor em Ecologia Interdisciplinar pela Universidade da Flórida. Ele alerta que “com a mudança do clima, o fogo passará a ter um papel fundamental na paisagem amazônica”, pois as chuvas serão menos abundantes. Brando coordena o estudo com queimadas controladas em Mato Grosso e, por conta de seu trabalho, recebeu em junho de 2012, prêmio Jovem Cientista Luis F. Bacardi Advances in Tropical Conservation durante o Congresso da Associação de Biologia da Conservação Tropical (ATBC).
Fonte: IPAM
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