8 de abril de 2014

Augusto César Cunha Carneiro

Nesta singela homenagem, a Fundação Gaia partilha com seus amigos e colaboradores, frases e ideias deixadas por Augusto César Cunha Carneiro, que inspiram e revelam a pessoa sui generis que ele foi durante seus 91 anos de vida, findos em 07 de abril de 2014.
“O que eles fazem com as árvores da cidade é uma barbaridade! Vejam quantas palmeiras incendiadas.”

“(Sobre a Vieira de Castro) esta é uma das ruas mais bonitas de Porto Alegre,  as pessoas deveriam conhecê-la e zelar para que suas árvores, principalmente as figueiras semeadas pelos passarinhos, fossem preservadas.”

“As queimadas são um perigo e uma ameaça à vida no planeta. Se terminarem com as matas de onde virão as sementes e as árvores para que as espécies sobrevivam?”
“Em uma das viagens ao Brasil, Lutzenberger trouxe uma lista de pessoas e fui de porta em porta falar com cada uma delas, pois era acostumado a fazer cobranças. Quando Lutz retornou, estava articulado o que viria a ser o movimento ambientalista  e a futura AGAPAN.”
“Quando eu e Lutz viajávamos e víamos alguém fazendo algo errado, parávamos o carro e íamos falar com os infratores ambientais. No final, de tanto conversar, acabávamos praticamente amigos.”
“Eles colocam o lixo em toda parte, é uma vergonha.”
“Eu queria dar uma palestra, tenho várias prontas. Consegues uma data para mim?” Carneiro participou do Ecologia na Cultura em 2011, 2012 e 2013. Sua saúde frágil impediu que o convite fosse oficializado em 2014.
“ Acho que não sou diferente de todas as pessoas que desde cedo se dedicam a movimentos para aperfeiçoar nossa convivência... Eu fiz o que quis, não culpo os outros de nada. Briguei e vou brigar sempre por aquilo que tem valor. Por relações corretas na sociedade, pelos animais, pela natureza. Procuro influenciar, porque dá resultado e me traz satisfação. Em todo caso, não deixo de me divertir”  Do livro Depois de tudo um ecologista, escrito por Lilian Dreyer e autografado por Carneiro na Feria do Livro de 2013.

Fotos: Cláudia Dreier e Arquivo Fundação Gaia. Edição de fotos e textos: Cláudia Dreier comunicacao@fgaia.org.br
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21 de outubro de 2013

Secando o caderno 49354-Level Book resistente à água.

Adoro este bloco de campo. É da Forest Suppliers, link aqui para quem quiser comprar. Depois que tive o primeiro, nunca mais uso outro. Problema é que somente pode ser comprado no exterior, mas é de qualidade indiscutível e pra gente que vive trabalhando debaixo de chuva, não tem outro melhor. Ele é a prova d'água, e mesmo com lápis é possível mesmo escrever debaixo de chuva torrencial.

Acontece que quando se tem uma rotina de vários dias de campo, é complicado, pois as folhas começam a grudar umas nas outras, e fica mais difícil lidar com ele. Assim que testei duas opções de secagem forçada para garantir o desempenho dele no campo. Abaixo posto as fotos.

49354 Level Book secando no ventilador depois da chuva

O mesmo 49354 Level Book secando na luz depois da chuva, e depois do ventilador




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Metade de todas as árvores da Amazônia pertence a apenas 1,4% das espécies

Açaí e paxiubinha. Foto: Marcus Athaydes


A análise foi feita a partir de inventários florestais realizados em expedições de grupos de pesquisas em campo e não por imagens de satélite, que até hoje ainda não conseguem responder a essa demanda

Pela primeira vez uma pesquisa realizada em colaboração com especialistas de 125 instituições do mundo consegue responder a duas questões antigas sobre a floresta Amazônica: quantas árvores e espécies arbóreas existem na Amazônia? O estudo publicado na revista Science nesta sexta-feira (18) conta com a coautoria de 15 pesquisadores e estudantes de pós-graduação ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI).
O trabalho “Hiperdominância de espécies Arbóreas na flora Amazônica” fez uma estimativa de que existem aproximadamente 16 mil espécies de árvores na Amazônia, mas metade de todas as árvores pertence a apenas 227 espécies (1,4% do total), enquanto que 11 mil espécies estão entre as mais raras e representam apenas 0,12% das árvores.
Nos 6 milhões de quilômetros quadrados da grande Amazônia, incluindo a bacia Amazônica e as Guianas, o estudo estimou cerca de 400 bilhões o número de árvores existentes.
Para os especialistas, a presença das hiperdominantes pode ajudar a entender como a Amazônia funciona hoje e como poderá funcionar no futuro. No topo do ranking das mais abundantes estão o açaí, espécies da família da castanha-da-Amazônia, patauá, buriti, barriguda, paxiúba, murumuru (parente do tucumã), breu e seringueira, a maioria palmeiras e conhecidas pelas populações locais.
“Essa hiperdominância é observada também nos nossos inventários mais locais”, afirmou a botânica do Inpa, Iêda Leão do Amaral.
O estudo compila dados de 1.170 levantamentos ou parcelas florestais, o que resultou na primeira estimativa de abundância, frequência e distribuição espacial em larga escala de milhares de árvores amazônicas.
A análise foi feita a partir de inventários florestais realizados em expedições de grupos de pesquisas em campo e não por imagens de satélite, que até hoje ainda não conseguem responder a essa demanda.
Para a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPG-ECO) do Inpa e coautora do estudo, a bióloga Flávia Costa, uma implicação dessa dominância é o lado contrário, já que 62% das espécies têm uma abundância extremamente pequena e algumas são tão raras que talvez os cientistas nunca as encontrem.
Lista vermelha Das 16 mil espécies de árvores, cerca de 6 mil espécies têm populações abaixo do que é considerada população viável para conservação, ou seja, menos de mil indivíduos em toda a bacia Amazônica. Essa situação as qualifica para entrar na lista das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
“Se há pouquíssimas espécies muito abundantes, significa que há muitas espécies que são extremamente raras e essas são as que estão em perigo de desaparecer. É isso que nos preocupa”, disse Flávia Costa.
Para o botânico do Inpa e coautor do estudo, Charles Zartman, esses resultados estão gritando a necessidade de aumentar e valorizar o levantamento florestal na Amazônia. “Para entender, por exemplo, grandes frações de espécies raras precisamos de mais inventários para repetir e entender os padrões”, disse Zartman, que destaca a colaboração internacional de uma centena de instituições para que se tivesse um resultado tão marcante.
Mais investigação
A pesquisa não revela a razão pela qual as 227 espécies são hiperdominantes. Entre as possíveis explicações, os autores sugerem que algumas espécies hiperdominantes talvez sejam comuns por terem sido cultivadas pelas populações indígenas antes de 1492, mas isso ainda é ponto de investigação.
Para Flávia Costa, no caso das palmeiras há duas suspeitas: a primeira é que elas podem ter sido espalhadas na Amazônia pelos indígenas, e isso que se observa hoje seria o resultado da propagação de plantas úteis no passado, aproximadamente há 10 mil anos, tempo que as pessoas colonizaram a região. Este é um tópico que está sendo estudado por uma aluna da pós-graduação do Inpa, Carolina Levis, que já mostrou em outro estudo os impactos de populações antigas na composição florística atual da floresta.
“A outra suspeita está relacionada com a capacidade das plantas de se reproduzirem. E isso não vale só para as palmeiras, mas para qualquer uma dessas espécies que se tornaram muito abundantes”, contou.
Liderado por Hans ter Steege, pesquisador do Naturalis Biodiversity Center, no sul da Holanda, o estudo conta a participação de 25 especialistas brasileiros, sendo 15 ligados ao Inpa. São 11 pesquisadores (William Magnusson, Iêda Leão Amaral, Francisca Dionísia de Almeida Matos, Flávia Costa, Maria Teresa Fernandez Piedade, Rogerio Gribel, Charles Eugene Zartman, Diógenes de Andrade Lima Filho e Cid Ferreira, Florian Wittman, Ana Andrade) e quatro pós-graduandos (Thaise Emilio, Carolina, Juliana Schietti e Priscila Souza).
Por: Cimone Barros
Fonte: INPA

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22 de setembro de 2013

#BikePosters #Bikes4Life







 
 22 de setembro, #DiaMundialSemCarro

 










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29 de agosto de 2013

Queimar para Preservar: entendendo o fogo amazônico


Para entender como o fogo afeta a floresta amazônica, o IPAM inicia mais uma etapa de queimadas controladas em uma área de floresta mato-grossense. Os resultados deste estudo científico permitirá entender as ameaças que o fogo apresenta para a fauna e flora amazônicas e a resistência da floresta a cenários climáticos futuros.
A floresta amazônica está mais inflamável. E esta situação pode se acentuar no futuro. De acordo com pesquisas recentes, incêndios florestais extensos podem se tornar mais frequentes, pois o clima da região está se tornando mais seco e quente. Pouco adaptadas à ação das chamas, as árvores amazônicas poderão sucumbir pela ação das chamas, dando lugar a uma vegetação empobrecida e altamente vulnerável a novos incêndios.
Para avaliar experimentalmente as previsões sobre os efeitos de um clima mais seco e quente na Amazônia sobre a floresta da região, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) vem, desde 2004, promovendo a queima controlada de áreas de floresta na Fazenda Tanguro, em Querência (MT) . Anualmente ou a cada dois anos, duas áreas são incendiadas. Os efeitos do fogo sobre a vegetação então sendo avaliados comparando-se as áreas queimadas com outra de floresta intacta que serve de controle. Uma nova queima está prevista para 28 de agosto.
O estudo deve ajudar a entender os fatores (neste caso o fogo) que podem promover o “recuo” ou até mesmo o “desaparecimento” das florestas tropicais, como previsto pelos modelos que preveem os cenários futuros de aumento da temperatura do ar e redução de precipitações para boa parte da Amazônia brasileira. Ainda, os pesquisadores que estarão acompanhando o experimento deverão obter informações sobre como os efeitos do fogo sobre a estrutura da vegetação, a liberação de gases de efeito estufa através da queima e sobre a biodiversidade. Várias outras medidas pós-queima serão obtidas ao longo aos próximos meses visando entender como a recorrência do fogo afeta a capacidade de regeneração da floresta e induz a proliferação de espécies invasoras não amazônicas mais adaptadas ao fogo e o aumento da presença de gramíneas. Será uma medida direta do que vem se chamando de “savanização” da Amazônia.
“Nosso estudo tenta, de maneira inédita, demonstrar experimentalmente os efeitos das alterações climáticas sobre a floresta amazônica que estão sendo previstas através de modelos que simulam o futuro climático da região”, diz Paulo Brando, pesquisador do IPAM, doutor em Ecologia Interdisciplinar pela Universidade da Flórida. Ele alerta que “com a mudança do clima, o fogo passará a ter um papel fundamental na paisagem amazônica”, pois as chuvas serão menos abundantes. Brando coordena o estudo com queimadas controladas em Mato Grosso e, por conta de seu trabalho, recebeu em junho de 2012, prêmio Jovem Cientista Luis F. Bacardi Advances in Tropical Conservation durante o Congresso da Associação de Biologia da Conservação Tropical (ATBC).
Fonte: IPAM
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12 de agosto de 2013

Resistência da Amazônia ao estresse térmico pode estar debilitada


A resistência da floresta amazônica ao estresse térmico, como em situações de seca, poderia estar se debilitando, segundo um estudo da Universidade de Valência, no lesta da Espanha.
Esta é a principal conclusão do estudo que avaliou os efeitos das secas de 2005 e 2010 nas florestas tropicais do Amazonas e que foi publicado no Journal of Geophysical Research.
Segundo os pesquisadores, as regiões mais afetadas por este aquecimento recente “se encontram na zona sudeste, coincidindo com o chamado arco de desmatamento”, que inclui as regiões de Rondônia, Mato Grosso e Pará, onde as práticas de desmatamento “foram mais agressivas nos últimos anos”.
Um dos fatores mais determinantes da mudança climática sobre a região amazônica são as secas severas, “fenômenos que se produzem por um aumento na temperatura do mar”, em particular na zona leste do Oceano Pacífico, e que são conhecidas popularmente como “El Niño”.
São vários os estudos que analisaram nos últimos anos o efeito das secas sobre a floresta amazônica medido com dados de satélite, “mas são poucos os trabalhos que analisaram o papel das anomalias térmicas”, afirma em uma nota a Universidade de Valência.
A análise dos dados climáticos dos últimos 32 anos e dados de satélites entre 2000 e 2012 mostram um aquecimento estatisticamente significativo na última década, algo que não se observa nas duas anteriores.
Embora os especialistas sempre tenham considerado que as florestas tropicais do Amazonas “possuem uma extraordinária resistência às condições de estresse hídrico”, os resultados mostrados neste estudo sugerem que a resistência da floresta amazônica ao estresse térmico poderia estar se debilitando.
A floresta amazônica representa cerca de 50% das florestas tropicais do mundo e é “um componente chave do ciclo global do carbono”, de modo que as mudanças que ocorream na floresta podem afetar a concentração de CO2 na atmosfera e portanto a própria mudança climática.
O trabalho foi realizado pelos pesquisadores da Universidade de Valência Juan Carlos Jiménez-Muñoz e José Antonio Sobrinho, com a colaboração de Cristian Mattar, da Universidad de Chile e Yadvinder Malhi, da Universidade de Oxford.
Por Agência EFE
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17 de junho de 2013

Fogo de superfície na Amazônia pode agora ser detectado por satélite


Fogo à vistaSatélite americano consegue, pela primeira vez, captar as queimadas sub-bosque, chamas rasteiras que consomem a floresta abaixo da copa das árvores. Com isso, sistema de previsão dos incêndios na Amazônia deve se tornar mais preciso

POR ROBERTA MACHADO,
ORIGINALMENTE PUBLICADO NO CORREIO BRAZILIENSE NO DIA 12 DE JUNHO DE 2013

Queimada na Amazônia: clima seco e temperatura mais alta no Oceano Atlântico aumentam a probabilidade de incêndios  (Rickey Rogers - 23/9/03) 
Queimada na Amazônia: clima seco e temperatura mais alta no Oceano Atlântico aumentam a probabilidade de incêndios

Nos últimos anos, os cientistas conseguiram desenvolver métodos que ajudam a prever o risco de queimadas nas florestas. Para isso, eles usam dados como a situação atual das matas e a temperatura em terra e nos oceanos. Esse conjunto de informações, fornecido por satélites, permite traçar projeções sobre quais regiões estarão mais secas e quentes nos meses seguintes, logo mais suscetíveis às chamas. O problema é que essas técnicas ainda são muito imprecisas, e tentativas de melhorá-las são constantes.

Uma boa notícia nesse sentido acaba de ser divulgada pela Nasa. Pela primeira vez, a agência espacial dos Estados Unidos conseguiu registrar, na Floresta Amazônica, o fogo sub-bosque, um tipo de incêndio lento e rasteiro que consome a vegetação e, geralmente, passa longe das vistas dos satélites, porque não ultrapassa a copa das árvores. Como a situação presente ajuda muito a projetar o que ocorrerá no futuro, o feito deve tornar as estimativas mais próximas da realidade.

Os sensores do satélite Terra conseguiram registrar a duração dos incêndios rasteiros e o tempo que a mata levou para se recuperar. A Nasa estima que esse tipo de fogo tenha atingido 85,5 mil quilômetros quadrados da floresta entre 1999 e 2010, o equivalente a 2,8% de toda a região, incluindo a de países vizinhos (de 3 milhões de quilômetros quadrados).

A área atingida é maior do que o desflorestamento causado pela agricultura: 4,5 mil quilômetros quadrados entre agosto de 2011 e julho do ano passado, de acordo com dados do Inpe. “A Florestas Amazônica é muito vulnerável ao fogo, devido à frequência de focos de desmatamento e de manuseio de terra na fronteira da floresta, mas nunca soubemos a extensão regional ou a frequência desses incêndios sub-bosque”, afirmou Doug Morton, do Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa.

Para que um incêndio tenha início, basta uma fogueira mal apagada ou uma ponta de cigarro acessa jogada no chão coberto pela vegetação. “Você pode olhar para uma reserva indígena onde não há desflorestamento e ver enormes incêndios sub-bosque. A presença humana na fronteira com os desflorestamento leva a um risco de incêndios quando as condições do clima são apropriadas para as queimadas”, explica Morton. A queimada de lixo, a presença de carros e a agricultura também são fatores que contribuem para a formação das labaredas.

O satélite Grace vai ajudar a estimar o risco de queimadas: capacidade de medir a umidade do solo (JPL/Nasa/Divulgação) 
O satélite Grace vai ajudar a estimar o risco de queimadas: capacidade de medir a umidade do solo

Dados conflitantes
Atualmente, para prever o risco de incêndios, a agência espacial utiliza, além do Terra, o satétile NOAA (sigla em inglês para Administração Atmosférica e Oceânica), que mede a temperatura dos oceanos. Como foi registrado um calor maior no Atlântico recentemente, os especialistas acreditam que as queimadas no Brasil devem ser mais intensas no fim deste ano. Dos estados que comportam parte da Amazônia, apenas o Maranhão deve sofrer menos com o problema. Segundo a Nasa, Pará e Mato Grosso serão os mais atingidos pelas chamas, seguidos por Rondônia, Amazonas e Acre. Isoladamente, Mato Grosso é responsável por mais de 40% de todos os focos registrados pelo sistema da Nasa desde 2000: a média do estado é de quase 50 mil pontos de queimada por ano.

No Brasil, o monitoramento fica por conta do sistema Aqua, um conjunto de seis instrumentos, também da Nasa, que coletam informações sobre as nuvens, a evaporação dos oceanos, o vapor d’água na atmosfera e a precipitação no planeta. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos em 2013 deve ser um pouco abaixo da média esperada para a região amazônica.

A diferença nos números não é surpreendente, de acordo com Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de queimadas do Inpe. “Existe um método que eles usam para fazer essa previsão, assim como há dezenas de grupos no Brasil e no mundo fazendo o mesmo”, compara o brasileiro. A margem de erro do modelo norte-americano, ressalta Setzer, é bastante grande. “Se o método deles ou qualquer outro funcionasse muito bem, as pessoas os usariam para se preparar. Mas essa ciência de fazer previsão do tempo com meses de antecedência ainda é muito incerta”, lamenta o especialista.

Apesar de as pesquisas apontarem o clima como um fator que facilita muito a ocorrência de queimadas na Amazônia, os incidentes não são expontâneos. A seca pode ser o combustível que mantém as chamas acesas, mas o gatilho dos focos tem origem humana. “Um modelo nunca vai conseguir prever quando um maluco vai começar a queimar. Isso não tem nada a ver com o clima, é uma coisa imprevisível”, aponta Setzer.

Nos próximos anos, o modelo da Nasa também deve incluir dados do Experimento de Clima e Recuperação de Gravidade, ou simplesmente Grace, como é chamado outro satélite. Os sensores desse equipamento produzem estimativas sobre a umidade no solo com meses de antecedência. A ferramenta pode tornar as previsões sobre as queimadas mais precisas. “As medições do Grace proporcionam informações precisas e únicas sobre o nível de água na terra, o que muda completamente o modo como olhamos para a previsão de incêndios”, assegurou em um comunicado à imprensa Isabella Velicogna, pesquisadora da Universidade da Califórnia.

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5 de maio de 2013

Internacional TriCampeão Gaúcho

É TRI É TRI É TRI!!!

Bah Tri Campeão! Tô mesmo feliz, mas o Colorado não fez mais do que a sua obrigação, e quase que não chegou lá, quase que entregou pro Juventude para decidir me mais duas partidas. Salvou o nosso glorioso goleiro Muriel do Inter levar aquele útimo pênalti.

E pra mim, foi falta sim e o gol deles
foi legitimamente anulado.

Dále INTER!! Agora é preparar elenco para trazer o BRASILEIRÃO pra casa!
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21 de março de 2013

Dia Internacional das Florestas 2013

Dia Internacional das Florestas. Florestas: estudar, compreender, amar e preservar.



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20 de março de 2013

Strava: suor real, competição virtual.

Já faz algum tempo que quero escrever sobre o Strava. Na época da ideia do texto, o aplicativo Strava ainda estava bem no início e pouco se comentava dele no Brasil. Agora já é uma febre entre os ciclistas e corredores nas grandes cidades e capitais do país. Em pouco mais de três anos o aplicativo já somou mais de 1 milhão de usuários.

Pra quem não é familiarizado, Strava é um aplicativo para atletas, profissionais ou amadores, até mesmo, aqueles de final de semana. Você precisa ter um smartphone – ou Garmin, baixa lá o aplicativo que é gratuito, cria uma conta, e, ao sair para a atividade física, tipo correr ou pedalar, você inicia um botão que marcará assim o tempo e o percurso (velocidades etc.), além de altitude e, quando presente uma cinta cardíaca, ritmo cardíaco. Para visualizar você dá o pare na gravação do percurso, e salva ao mesmo tempo que sobe para o site do Strava. Então no computador você pode monitorar seus dados, observar o percurso no mapa com imagem de satélite.

Página principal do perfil de usuário no Strava.
As fotos podem ser integradas simultaneamente com o Instagram após cada treino.

Um recurso bastante popular no Strava é o de criar segmentos. Um segmento é um trecho selecionado no seu percurso. Ou seja, é possível percorrer várias vezes o mesmo segmento, no sentido de obter o menor tempo. Ao bater o menor tempo daquele segmento você ganha o ‘KOM’ daquele segmento, ou seja, o ‘King Of Mountain’ , alusão ao mesmo título que recebe o mais rápido corredor do Tour de France nas provas de subida de montanha (veja box com glossário do Strava mais abaixo). Existem segmentos bastante populares, como uma ladeira no Central Park em Nova York que já soma 90.000 passagens de 3.500 usuários do aplicativo, fazendo do ciclista que conseguiu o KOM – Chad Butts, uma celebridade.

Página no Strava mostrando o recurso de explorar segmentos próximos.

O Strava é assim, atletas profissionais, celebridades e pessoas comuns, podem colocar seus desempenho lado a lado e comparar. Bem recentemente, com a notícia do último lugar em que o Lance Armstrong podia competir: no Strava, um grande conjunto de reportagens e notícias sobre o aplicativo inundou a net. Mesmo depois da entrevista com a Oprah, ele continuou subindo suas atividades, mas por fim deletou a conta – que dizia: “De acordo com os meus rivais, colaboradores e companheiros de equipe, eu venci o Tour de France sete vezes”.

Muitos consideram o Strava como um verdadeiro paradoxo, e ainda o criticam como a mais anti-social das redes sociais já inventadas. Argumentam que as pessoas conectadas no site não estão preocupadas em relações sociais, chats, etc., mas sim em recuperar o mais rápido possível o KOM que aquele ƒ@d¢p## cretino lhe tirou... nem que seja a duras custas. Dizem que por conta do Strava a diversão de andar de bicicleta acabou. Agora é só pauleira e competição. Na verdade mesmo a interação social só existe depois que o ciclista chega em casa e sobe os dados para o site, esperando e dando ‘Kudos’ (que vem do grego kŷdos e significa glória, distinção). Estes críticos defendem que Strava mudou a vida social das pessoas igual aos smartphones, mas só que para pior.

Pode até ser que cartografia pura para bikers seja uma atividade em extinção (do tempo que não se podia sair de casa para andar de bike ou fazer uma cicloviagem sem uma boa estudada no mapa.. ou ter ele junto), mas no quesito facilitar o acesso aos trajetos e guardar os trajetos realizados, o Strava é definitivo. De fato, em todos os cantos da internet existem espertinhos, que ao sentirem seus egos inflados por conta de um ou outro KOM, mentem mesmo a ponto de gravarem percursos dentro de automóveis, ou super aproveitar o vácuo destes mesmo veículos, ou ainda terminar o segmento dentro de suas casas para que ninguém possa superá-lo. O Strava permite uma alternativa para gravar os dados direto após o percurso, que é subir os dados manualmente. Muitos se valem desta ferramenta para lograr quilometragem desleal nos desafios virtuais que o site promove (Challenges).

Página do Strava mostrando as Challenges, desafios virtuais com diferentes objetivos,
 como cumprir grandes trajetos em determinado tempo

O Strava não deixa de ser uma rede social, e segue regras como as mais badaladas seguem. Você pode escolher quem seguir e escolher quem pode lhe seguir, da mesma forma pode esconder: ‘hide’, segmentos que não lhe interessam em um determinado mapa, diminuindo a poluição visual e confusão na visualização. Outro recurso que é bastante popular é o de sinalizar KOMs suspeitos. Para sinalizar uma atividade de outro participante, é necessário que o relator tenha percorrido aquela segmento, daí clicar em ‘flag’ e relatar o motivo. Muito comum quando um atleta obtém um KOM mas a velocidade média, por exemplo, aparece superior à 60 km/h, ou Vel. Máxima a 120 km/h. Nestes casos há erro, intencional ou não, merecendo receber ‘flag’. Quando alguém supera o tempo do seu KOM um mail chega na conta, dizendo: ‘‘Uh oh’ alguém acaba de derrubar seu KOM no local...”...muitos que recebem a mensagem não esperam tempo nenhum para sair para a estrada e defender seu tempo. Estes já são chamados de ‘Stravaddict’, viciados em Strava.

Página no Strava mostrando meu percurso que participei em uma das 'Challenges' promovidas pelo site.
Apesar de ali aparecer 124 km, eu fui e voltei pedalando até o Rio Liberdade, que dá + de 200 km neste dia.

Fora as críticas, concordo com a maioria que considera o Strava um dos melhores inventos destas mídias sociais, ou no mínimo, um baita de um computador de bici, hehe. Quem usa direito, sem enganar o próximo, não enganando a si mesmo, pode encontrar no Strava a melhor ferramenta para apoio nos treinos ou mesmo mera diversão, como é meu caso. Lógico que a segurança e a diversão vem em primeiro lugar, e o próprio Strava incentiva o uso de equipamentos de segurança e de pedalar em condições seguras (estradas menos perigosas). Entretanto, muitos o tomam como muito sério, levando discussões iniciadas no site às vias de fato (brigas e bate boca em público, do tipo: –Tu tomou o meu KOM da Rêgo Barros, com vácuo!!).

Claro que ainda acho divertido somente porque só existe uma pessoa aqui na minha cidade que usa o Strava na bike: Eu. Por enquanto. Depois que um primeiro decidir bater os meus KOM’s aí isso tudo vai perder a graça...ou dependendo, aí que vai começar a ficar legal..hehe. Evil Smile

Bueno, agora algumas informações práticas para quem pretende rodar com um smartphone e o Strava (lembrando que ele funciona muito bem com os aparelhinhos Garmin), e quer rodar por muito tempo (+de 2 hrs de pedal):

- O principal é fazer a bateria do celular durar o máximo possível, então o aconselhável é desligar todos os aplicativos menos necessários (pra quê sair com o Instagram ligado? hehe); deixar ele full de bateria na noite anterior também vale;

- Desativar também a rede 3G, e o Wifi, para o cel não ficar doido procurando redes pelo caminho e usar mais bateria; Podendo, ativa o modo avião ON, que desliga todo o supérfluo e mantém o GPS (mas vale conferir se no seu aparelho o GPS fica ligado.)

- Quando sair, verificar uns 2-3 minutos depois pelo 'Signal GPS Ok', daí beleza, mas cuidado para não deixar o cel sem trava de tela, pois pode dar pause no treino sem você querer.

- Ao acabar o treino, chegando em casa, se tem rede wifi, ligar primeiro o wifi do celular, então apertar no botãozinho que parece uma bandeira de chegada. Aceitar o ‘Save Ride’ só então o Strava vai exportar os dados para sua conta.

Glossário:
KOM – quando se consegue o melhor tempo em um segmento, aparece uma coroa na página de perfil do atleta, e a indicação do nome do segmento e tempo.
QOM – versão feminina do KOM – neste caso ‘Queen of Mountain’ .
CR Crown- versão de melhor tempo para os corredores, já que o termo KOM é clássico para o ciclismo.
Medalha – reflete o tempo particular dentre os tempos pessoais.
PR – ‘Personal record’ quando o próprio tempo do atleta é superado; sendo mais baixo que outros em um segmento.
Kudos – ‘Give Kudos’ para elogiar e parabenizar um treino de outro atleta, ou mesmo quando ele se inscreve em alguma ‘Challenge’.
Challenge – Desafios que envolvem a inscrição por parte do atleta e depois, caso o objetivo seja concluído, o usuário Strava ganha um distintivo virtual - ‘badge’ na página principal do perfil no site.
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13 de janeiro de 2013

Teatro do Môa no Campus Floresta da UFAC

Posto estas imagens para fazer continuação a uma série de posts aqui do blog mesmo aonde conto, em imagens, o progresso e história da construção do Campus Floresta em Cruzeiro do Sul. Campus da Universidade Federal do Acre - UFAC. O progresso e evolução do Campus me enchem de orgulho por fazer parte e acompanhar a construção de cada prédio desde o princípio.

Confira aqui os outros posts:


Finalmente: Mudança!!!!



Biblioteca quase pronta



Retrospectiva Universidade da Floresta 5 anos.



Abaixo as fotos então:

 A fachada do Teatro Universitário do Môa, inaugurado ainda na gestão da ex-Reitora Olinda.


 Da frente do Teatro para a área de estacionamento dos prédios dos laboratórios de pesquisa.


Agora com o Teatro ao fundo e os prédios dos laboratórios de pesquisa à esquerda.

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